Dia das Mães
Esse é meu 26º Dia das Mães, mas sinto como se fosse o primeiro, pois de fato acho que só agora entendi o significado dessa data tão especial. Não que antes eu não valorizasse, mas é que com o passar do tempo começamos a enxergar o mundo de outra forma. No meu caso, por exemplo, esses últimos 14 meses foram de mudanças intensas, muitas por sinal, não daria pra descrever todas aqui, e uma das mais importantes, quiçá a mais importante de todas foi o meu modo de amar e de valorizar as pessoas (como cito no post anterior).
Além de olhar meus pais (que me colocaram no mundo, me educaram, fizeram tudo por mim e me deram os conceitos de moral e conduta que sigo até hoje) de uma forma mais carinhosa, mais amável, eu me sinto cada vez mais dependente deles, e me apavora o fato de um dia perdê-los, eu ainda pude acompanhar uma gestação por completa e pude ver o quanto esse momento é único, é especial e cria um vínculo indestrutível entre pais e filhos, e a mãe como ser maior, é que abriga essa nova vida e compartilha com o bebê cada segundo do desenvolvimento, sente mexer, carrega o peso, as dores, os sonhos e ansiedade. O pai, querendo ou não acaba sendo coadjuvante e, muitas vezes, um simples espectador. Como pai, eu tentei viver cada segundo, aproveitar cada detalhe, cada novidade. Como humano, errei diversas vezes. Mas quando entrei na sala de parto, quando escutei o barulhinho dos equipamentos cirúrgicos, o bip do monitor cardíaco, o som do líquido e do sangue caindo no balde (sendo puxado pelo sugador), percebi que minha vida nunca mais seria a mesma. Aquela filha já era de fato, o que eu mais esperava desde os 5 anos de idade (como relata meus pais), mas naquele momento, no meio de estranhos (médicos, enfermeiras, instrumentador) senti que mais do que nunca minha mulher e minha filha precisavam de mim. Senti medo. Medo de algo dar errado, medo de perder alguma das duas. Cada vez que a anestesia fazia efeito e Carminha adormecia como se desmaiasse, e o ritmo frenético dos médicos costurando, cortando, puxando, esticando, abrindo me dava nos nervos. Não era possível que desse errado logo ali, na reta final, quando eu teria enfim, minha filha nas minhas mãos. Quando eu vi Letícia pela primeira vez, ela ainda estava na barriga, sendo puxada para um mundo totalmente novo pra ela (e pra nós também) eu vi meu sonho se realizar, agora só bastava ouvir o chorinho dela pra ter certeza que ela veio ao mundo perfeita. Outra vez o som irritante do sugador me botava medo, digo, PAVOR. Não sei se 2, 3 ou 20 minutos se passaram até que ela chorasse e fosse pra pesagem, só sei que foram os minutos ou segundos mais longos da minha vida.
Finalmente pude pegar minha filha nos braços, e aquela cena eu nunca irei esquecer: eu com minha filhota no braço, e Carminha ali deitada, indefesa, com um misto de emoção e ansiedade, lutando contra a anestesia querendo também ver sua filha pela primeira vez. Sair dali foi difícil, pois Carminha adormecia mais uma vez e nossa filha iria para uma espécie de repouso, onde iria se aquecer por algum tempo, ser pesada e medida até ser encaminhada pro berçário, e por mais certeza que eu tivesse que ela não seria "trocada", mas fiz questão de ficar cada segundo ao lado dela, e para isso a prima de Carminha ficou com ela na sala de parto aguardando ela ser liberada pro quarto. Passa algum tempo e minha filha vai pro berçário, e através do vidro todos comemoram e tiram foto da princesinha que acabara de estrear no mundo. A emoção contagia todos. E eu me sinto só.
Recebo os parabéns de todos (ou quase) ali presentes, mas todos comemoram entre si, cada um tem um motivo especial, seja pela neta, sobrinha, filha da amiga ou do amigo, ou qualquer outra possibilidade, e após minha família ir embora, eu me sinto só mais uma vez.
Carminha vai pro quarto, ainda sedada, ela se acha consciente e repete as mesmas coisas milhões de vezes. O tempo passa, já são 23:30 e após um pequeno susto (que posteriormente descubrimos ser algo completamente normal, pois Letícia estava sonolenta e demorou um pouco mais no berçário, mas todos os exames deram OK e ela foi pro quarto em seguida). Todos se vão, e ficamos nós 3: Eu, com minha filha nos braços e Carminha na cama. Dizer que chochilei essa noite seria mentira, pois passei a noite inteira acompanhando cada movimento de Letícia e Carminha. À cada momento eu checava a respiração da minha filha e o soro da minha mulher. A sonda, o ar, o lençol, o curativo, a roupinha, o berço, o umbigo, o calor, o frio, a humidade, tudo me preocupava, e eu tive a noite em claro mais feliz da minha vida, pois pude cuidar do que eu julgo mais precioso: O amor da minha vida e o fruto desse amor. Na manhã seguinte tiramos uma das fotos mais lindas, a que ela me olha como se quisesse saber mais sobre aquele paizão que estava diante dela. Ela me encarou como gente grande, e eu projetei no olhar dela todo amor que eu pude sentir.
Dias depois fomos para casa e a jornada estava apenas começando. Dificuldade pra amamentar, vacinas, cuidados, compras, leite, mais noites em claro. Letícia descobre uma coisa nova a cada dia. Me orgulho de compartilhar com elas muitas descobertas, e lamento e sofro por perder muitas outras, ou por estar no trabalho, ou por qualquer outro motivo que me impeça de estar presente. De todos os dias que passaram desde o nascimento da minha pequena, a noite que eu destaco como um marco em nossas vidas, foi a que ela só dormia quando segurava meu dedo, e toda vez que eu soltava ou tirava, ela chorava, isso durante horas...
Resolvi registrar aqui o nascimento da minha filha no post de homenagem às mães porque atravesso um momento que vejo a importância da minha mãe em minha vida e acabo de transformar uma menina em mãe. Por mais bobagem que pareça, também me considero um pouco "mãe" e nesse domingo, 11/05/2008, perto ou longe, eu estarei comemorando e sabendo o quão especial será essa data, e fico com a certeza que a cada segundo domingo de maio que vier, será um dia cheio de luz, porque uma nova vida faz isso: ilumina os lares e corações e enchem nosso peito com a esperança de um mundo melhor, mais justo e cheio de amor.
Desejo um feliz dia das mães não à todas, mas às mães de verdade. Aquelas que deram a vida e a sua vida pro filho, As que se doaram e se doam à cada novo amanhecer e anoitecer. As que sabem que amar também é dizer não. Mães como a minha mãe, mãe como a minha mulher e mãe como eu.
Seja mãe, mas seja por completa, seja de coração. Um filho é a maior dádiva do mundo. Saiba curtir e aproveitar cada segundo ao seu lado, pois um dia a separação será inevitável, como em tudo que um dia acaba. O importante não é durar pra sempre, e sim, você ter a consciência tranquila de olhar pra traz e dizer: EU FIZ A MINHA PARTE. Eu amei e eu me doei. Se é pra dizer adeus, que o diga sem mágoa e sem rancor. Não deixe nada para amanhã, pois o amanhã pode não chegar. Seja pai, mãe, filho, irmão, amigo, marido ou mulher, mas seja de verdade. Seja intenso, seja desmedido. Pois já dizia o poeta: "A medida do amor é amar sem medida".
AME, mas ame com todas suas forças, e nada melhor que o dia das mães para mostrar como se deve amar. Ame à todos como ama à sua mãe. Não ame por interesse, não ame por esperar algo. Ame apenas pelo fato da pessoa existir e ser especial pra você. Que todo amor seja de mãe, que todo laço seja de filho e que todos se respeitem como uma grande família, até porque somos todos filhos de Deus.
UM DIA DAS MÃES ILUMINADO.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 20h35
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Amor de homem vs amor de mulher
Muitas pessoas acreditam que as mulheres amam mais, amam de forma mais intensa e verdadeira, que tudo pra ela está relacionado com amor. Só que nem tudo é como se pensa. As mulheres amam mais, sim, mas não mais intensamente. As mulheres já nascem amando. Amam seus pais, irmãos, bonecas, sonhos... As mulheres são mais carinhosa a vida toda. Vivem cheias de sonhos, mistérios e cercada de amor por todos os lados. Uma menina é paparicada sempre mais do que os meninos, e isso vai moldando a personalidade.
Já o homem.. O homem nasce HOMEM. O pai já comemora quando sabe o sexo ou ainda na maternidade, distribuindo charutos como forma de provar a virilidade, a essência do homem-macho. Os meninos brincam de carrinhos, briga, futebol e outras brincadeiras de "macho", e cada dia ele vai se fechando mais pros sentimentos, vestindo a armadura e se preparando para as porradas que a vida, o futebol e o tempo ainda vai lhe dar.
As meninas sonham com o príncipe encantado, com a primeira vez perfeita e romântica. Os garotos querem comer que passar pela frente.
Quando uma garota se apaixona, ela vê no seu "amor" um complemento de vida, uma realização de um sonho. Casar e ter filhos conforme manda a tradição.
Já os homens... O homem só descobre o amor quando se apaixona de verdade, quando encontra sua alma gemêa, sua cara-metade. Um home quando ama, não ama apenas "aquela" mulher, ele projeta nela todo amor que nunca sentiu, que nem sabia que existia, e passa à viver em função dessa pessoa. O homem quando ama uma mulher, ele ama mais. Ele começa a dar valor à coisas que antes eram sem sentido, tolas. O homem começa a se emocionar mais facilmente, a achar flores bonitas, passa a gostar de filmes românticos, aprende o valor que a família tem, e melhora seu modo de ver e de se relacionar com o mundo. O homem que descobre o amor é mais frágil que uma criança, pois tudo que aprendeu até então muda de sentido e direção. O homem muda todos seus planos e passa a viver em função da amada, amando-a mais do que a si mesmo.
O home evolui, se dedica, trabalha, malha, faz regime, emagrece, engorda, muda de emprego, de casa, de modo de vida, tudo isso pra provar à mulher amada que está pronto pra ela.
A mulher não se dá conta que ela sabe amar, ela sabe o que é o amor, e o pobre do homem, ainda perdido e confuso por amar assim, ama cada dia mais e mais, e começa a liberar de uma só vez todo amor que guardou adormecido por anos e anos, e agora quer sair á todo custo.
A idéia de perder a mulher amada é de dar calafrios, não se pode nem pensar em tamanha crueldade. Perder o seu grande amor, é como parar de viver, tirar o prazer de tudo e afundar em sofrimento e solidão.
Nâo sei se todos os homens são como descrevi acima, mas sei que pelo menos EU SOU, e só descobri o verdadeiro significado da palavra AMOR quando conheci Carminha. Não falo da festa que nos vimos pela primeira vez, mas falo da mulher maravilhosa que se revelou com o passar do tempo, que me conquistava mais e mais à cada dia. Hoje, depois de 1 ano e 1 mês juntos, eu não me vejo mais sem ela. Mudei, mudei muito, e mudaria mil vezes mais se preciso fosse. Sofri, sofri muito, mas todo sofrimento valeu a pena, porque os momentos que passamos juntos são os melhores do mundo, e nada vai apagar o amor que sinto, amor sem tamanho, amor eterno que me faz mudar, lutar, continuar, insistir, respeitar, ser fiel e amar cada vez mais essa mulher maravilhosa que, de quebra, ainda me deu uma filha linda e realizou meu maior sonho.
Quer falar de amor? Quer um significado pro maior sentimento do mundo? Pode me usar como exemplo, pois, certamente ninguém ama mais do que eu!
Escrito por J. Marinheiro Filho às 21h55
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