Acidentes
Impressionante como algumas coisas acontecem. Quando voltava para casa, no final da tarde, pensava como seria o post de hoje. Pensei em falar do meu dia e ao me perguntar qual título colocaria, me veio em mente "acidente" ou "pequeno acidente", pois hoje precisei baixar o banco traseiro do carro para colocar um bambu (desses usados pra pescar, uma vara de pescar gigante) de mais de 4 metros de comprimento que ainda deixou um metro e meio aproximadamente saindo pelo vidro do carona (dianteiro). Quando peguei a Av. Mascarenhas de Moraes sentido litoral sul (aeroporto), com minha mania de sair procurando espaço entre os carros, devido minha pressa constante, fiquei lado à lado com um ônibus. Esqueci que tinha aquela verdadeira arma saindo do meu carro, e só ouvi o barulho: O bambu pegou na lateral do ônibus, alguns centimetros abaixo da janela. Além de fazer um puta barulho que assustou os passageiros, ainda rasgou parte da lataria do mesmo (parecia papel aluminio), por sorte em nada danificou meu carro. O motorista de ônibus (para minha surpresa) apenas olhou pelo retrovisor e nada fez, indo embora em seguida. Por isso o título seria sobre acidente, mas meu dia foi tão tranquilo (com direito a barrinha de proteína (sabe, aquelas que parece barra de cereal mas são proteína pura? O sabor não é lá essas coisas), barra de cereal, bastante suco e um almoço reforçado com aquele sabor de comida caseira. Bom demais!!!) que seria injusto usar um título tão forte como esse, mas...
Daí, enquanto vinha pensando no título, subtamente vi algumas pessoas paradas no meio da rua, tirando fotos com celular de algo que estava do outro lado da calçada, como era uma curva, só vi o que se tratava depois: um carro de cabeça pra baixo, que acabara de capotar. A equipe de resgate ainda não havia chegado no local do acidente, estando apenas os acidentados e uma viatura do órgão de trânsito (CTTU). Pensei: PORRA, eu tava pensando em acidente, mas não precisava ver um tão foda...
Dois quilometros depois (isso mesmo, bem pertinho) novamente vejo uma multidão penso: Será? Só pode ser... Cacete!!! Dessa vez é ainda pior, uma sra. que conduzia um Classe A pegou (de jeito) um motoqueiro, que foi jogado contra seu pára-brisas que quebrou na hora com o impacto da pancada. Acidente feio... Esse estava ainda mais quentinho, nem sequer a CTTU havia chegado, só haviam apenas alguns curiosos e um PM que estava de plantão no local (por ser uma praça pública). Pobre do acidentado, não fui perto ver, faltou coragem pra sair do carro, ao contrário de anos atrás...
ATENÇÃO: Quem for sensível à acidentes, mortes ou coisas do tipo, não leia daqui pra frente.
Entre tantos pequenos, médios e fortes acidentes, me recordo como se fosse hoje o pior que já presenciei. Era uma noite de junho, voltávamos da festa do lançamento da Revista Sexy da ex-BBB Karla Patrícia (que na época eu agenciava e assessorava) e estávamos todos em uma Van: Eu, Karla, Sammy, P.A., e Aline - todos também da 5ª edição do BBB que havia acabado há menos de um mês, então o assédio era tamanho - além de uma aeromoça e um piloto da TAM, que vieram prestigiar o lançamento da revista. Saindo da festa que foi realizada na zona norte do Recife (antigo bar e boate Borracharia, em Casa Forte) um peugeot 206 passou por nosso carro em alta velocidade, já que estávamos em uns 80 ou 90km/h e ele passou como um vulto, pegando a Av. Rui Barbosa. Chovia bastante, era quase 2 da manhã e as ruas e avenidas estavam com bastante água. De repente ouvimos um barulho seguido de um clarão, falta energia na rua. Pensamos que um transformador teria estourado por conta da chuva, raios ou qualquer fator da natureza, mas após fazermos a curva na altura do colégio São Luís, pudemos ver aquele veículo em cima da calçada, encaixado entre a parede e o poste. Tinha pedaços do veículo e pertences dos passageiros em um raio de 50 metros. Todos entraram em pânico. Eu chamei a responsabilidade pra mim e desci da van junto com o piloto da TAM. Em seu treinamento ele tinha cursos de primeiros socorros, atendimento emergencial e outras coisas. A porta do motorista não abria por causa do poste, a mala estava aberta e vários objetos haviam sidos arremessados pra fora do carro, só deu pra ver um violão na mala, quando chegamos enfim a porta do carona, vimos dois rapazes entre 18 e 20 anos, não passava disso. O carona, embora completamente alcoolizado estava consciente, porém bastante tonto. O piloto o removeu do carro e prestou os primeiros socorros, enquanto eu ia fazer o mesmo pelo motorista. Quando entrei no veículo, pelo lado direito, não me lembro se ele estava com ou sem sinto se segurança, atendendo instruções do piloto, comecei a conversar com ele para tentar evitar que ele desmaiasse (para evitar possíveis danos cerebrais, ver a dimensão do acidente e analisar o estado da vítima). Falei: _Calma, vai ficar tudo bem... Como você se chama? Ele balbuciou algo que não entendi, eu tornei a perguntar: _Como é seu nome? Fique acordado, fique acordado! E comeceia tocar nele, tentando estimulá-lo. _Rê... Rê... (foram as únicas sílabas que ele pronunciou). _Continue, como é seu nome? Rê??? Aí meu mundo caiu... Ele começou a perder sangue pelos ouvidos e boca, se sufocou e morreu em meus braços. O piloto a essa altura já estava comigo no carro, e disse: _Vamos, ele não resistiu. Não há mais nada que possamos fazer, precisamos chamar a polícia. O impacto foi muito grande, venha ver. Fizemos a volta no automóvel, e eu pude ver que o carro derrapou e entro de forma lateral no post, onde sua cabeça se chocou violentamente contra o concreto, abrindo seu crânio pelo lado esquerdo, na altura da orelha. Certamente ele faleceu de traumatismo craniano e hemorragia cerebral. Alguns ex-BBBs haviam saído da van, mas pedimos que voltassem, a cena era chocante. Como só havia a gente no local, fiz as fotos para tentar ajudar na perícia, mas nunca as divulguei, até mesmo por respeito à família. Um jornal quis comprar, já que ninguém teve acesso à essas imagens, mas não vendi. O carona só perguntava pelo seu amigo, dissemos que ele estava bem. Não sei o nome do sobrevivente que acabou escapando ileso, mas a vítima fatal se chamava Renato da Fonte, se não me engano. Não esperei a famíia chegar, fomos embora assim que a polícia chegou. Além de estar com pessoas sob minha responsabilidade, que ficaram chocadas com o ocorrido, o piloto e a aeromoça iria embarcar dentro de 3 horas e eu nao saberia como reagir quando os pais soubessem. Até hoje poucas pessoas sabem que eu fui a última pessoa à vê-lo vivo, e eu não me orgulho nem um pouco por isso. Passei noites sem dormir com aquela cena na cabeça. Nunca eu havia presenciado um acidente tão grave, nem muito menos alguém havia morrido em meus braços. Anos depois descobri que ele era amigo daquela que viria se tornar a mãe da minha filha. Mundo pequeno, vida besta.
Por mais agradável que tenha sido meu dia, acidentes sempre estragam meu humor. Vou ver se consigo publicar algumas fotos leves dos acidentes que aqui citei.
Namastê
Escrito por J. Marinheiro Filho às 17h37
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Fuga das Galinhas
Em 2000, um estúdio britânico chamado Aardman lançou um filme intitulado A FUGA DAS GALINHAS, onde uma animação produzida com bonecos plásticos e de massa (realizado por Peter Lord e Nick Park) mostrava os planos de fuga em um galinheiro.
Usei esse exemplo porque embora real seja a minha história, mas foi tão tosca e engraçada quanto o filme e de quebra, ainda tiveram galinhas fugindo.
Após alguns sustos e tentativas, onde já achávamos que não seria naquele momento (embora estivéssemos tentando) em plena sexta-feira de manhã o famoso teste de farmácia dava positivo. Estávamos esperando já há tanto tempo que na hora nem acreditamos. A emoção foi contida. Fomos pra faculdade. No dia seguinte teria um chamado "dia dos pais" do sobrinho dela, daí fomos todos para um clube-fazenda em Porto de Galinhas. Lá era quase uma filial da arca de Noé, tinha bicho de tudo quanto era espécie diferente, todos soltos e convivendo em harmonia. Chegando lá, um sol com calor de pelo menos 47º (com exagero e tudo), não foi difícil tomarmos um litro e meio de vodka em pouco mais de uma hora. Fique zêbrado. Comemorávamos a gravidez do nosso primeiro filho. Os médicos falam que algumas mulheres sentem bastante dor entre a segunda e terceira semana de gestação, quando o feto faz um pequeno "furo" para se prender na parede do útero. Quanto mais intensa a dor, mais firme o bebê estará e consequentemente, mais seguro. Como pais de primeira viagem, a dor que ela sentia naquele momento nos assustou de maneira absurda. Foi impossível não pensar no pior. Tínhamos medo de acontecer um aborto espontâneo. Enquanto a família dela recolhia tudo para irmos embora com os carros já posicionados próximos de onde estávamos, ela continuava sentada, chorava sem parar. Mesmo alcoolizado, fazia de tudo para tentar consolá-la, até que algumas galinhas passaram por perto de mim. O que passou pela minha cabeça eu não faço idéia, mas naquele momento eu tive certeza que aquela era a solução, olhei nos olhos dela e disse: _Amor, não se preocupe. Eu vou pegar uma galinha pra você e a sua dor vai passar. Antes mesmo que ela conseguisse entender ou questionar aquela frase bizonha, me pus a perseguir as galinhas, correndo pelo meio do mato, pulando, caindo, me ralando todo nas plantas e arame farpado. O que era dor se transformou em raiva, e ela não se conformava em me ver totalmente ébrio, caçando galinhas indefesas. Não peguei galinha nenhuma, e antes mesmo de chegarmos em casa a dor já havia passado. Hoje em dia eu fico rindo sozinho quando lembro desse dia, mas nunca descobri qual a ligação das aves com o remédio pra dor. Nunca mais voltei a tomar vodka no sol quente, prefiro uma cerveja gelada.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 10h57
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Edição Extraordinária
Aviso aos que aqui circulam: Isso aqui não é um FAQ (guia de perguntas e respostas), isso aqui é um blog, onde eu expresso quando e como quero o que penso e sinto. Não me sinto nem um pouco obrigado a responder perguntas ou insinuações, até porque nem tudo tem resposta.
Passamos boa parte de nossas vidas acreditando que tudo tem um porquê, uma explicação, mas nem tudo pode ser definido. Tem coisas que apenas "acontecem". Não estou aqui pra explicar ou desvendar os mistérios do universo, eu não sei nem as respostas pras minhas perguntas.
A vida nem sempre faz sentido. Pergunte menos e viva mais. Não tenha pressa, ninguém sai vivo daqui mesmo.
UPDATE: Deixaram um comentário alegando que eu tenho "a língua solta", acho que não, até porquê ela nunca caiu da minha boca, ela pode ser bastante ágil e útil, mas solta não é. E é bom ver o quanto as pessoas perdem tempo imaginando os motivos, fatos ou razões dos últimos acontecimentos. Vão em frente, quem acertar ganha um doce.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 21h59
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Musicalidade - Parte II
Um clássico. Como dizia um grande jogador de futebol: "Cássico é clássico, e vice-versa". Poucas pessoas sabem quem foi o Richie Valens, mas todos se lembram do filme LA BAMBA, onde mostrava a curta trajetória de um músico descendente de Mexicanos que alcançou o sucesso com um hit que ainda hoje anima as festas, sejam elas temáticas, de formatura, casamento, 15 anos... Seu refrão todos cantam "Yo no soy marinero, yo no soy marinero, soy capitan..." (lembro-me também alguém cantando "yo soy marineiro(a)..."), só que além desse mega-sucesso, ele também lançou uma música bem água com açúcar intitulada DONNA, que embalou casais por todo o mundo.
Se no post anterior publiquei uma letra que ao acaso virou uma versão de um clássico do rock mundial, essa outra já nasceu versão. Cresci com a melodia de DONNA em minha mente. Romântico desde minha infância (sonhava com casamento, filhos e um amor eterno), embora eu nem sequer entendesse o que significava a letra em inglês, mas eu ficava admirando os casais e aquele ar de paixão que ficava no ar. Creio que por volta dos 15 anos, quando ainda não sabia o que era amor eu resolvi escrever uma adaptação para ela e um dia dedicar em uma serenata à meu grande amor. Peguei o violão, lápis e papel e mandei ver. Essa homenagem nunca aconteceu, mas uns dois anos depois (época que tocava na banda que já mencionei anteriormente) apresentei a música ao pessoal, e embora não fosse nosso perfil, mas ensaiamos rapidamente e guardamos pra alguma ocasião que coubesse.
Passado algum tempo, fomos tocar em uma festa de 15 anos. Ensaiamos de tudo, tocamos até o LAMBADÃO (peguei na mão dessa menina, e levei ela pro salão... ela me disse: Só danço se for um lambadão...) totalmente trash, mas, a época permitia certos exageros. À meia-noite todos pedem a valsa. E agora? Não havíamos pensado nesse detalhe... Fudeu!!! Que nada, olho pro vocalista, combino rapidamente com os músicos e em um ultra-improviso mandamos a versão de DONNA em valsa. Todos gostaram, ainda repetimos algumas vezes, mas não tocamos em nenhuma outra ocasião. Não sei o que foi melhor, se foi improvisarmos uma valsa de última hora e agradar à todos, ou ver aquela música que tanto me inspirava desde os tempos mais remotos da minha existência (graças a repetição da Sessão da Tarde) ser tocada para mesmo que pequeno, mas um público. Mais uma noite que eu nunca esqueceria. Segue a letra.
Vem pra mim (Donna) (Richie Valens / Versão: J. Marinheiro)
Se eu te amo Quero ter você pra mim Deixe que falem, Eu te quero mesmo assim Eu te amo muito, e não quero mais te perder Eu só penso em você
Oh Donna, oh Donna...
Fale comigo, Não me deixe triste assim Você vale mais do que ouro pra mim Eu não posso viver sem você Vem pra mim... Assim poderei ser feliz.
Oh Donna, oh Donna...
Breguinha, eu sei, mas foi uma fase da minha vida (e a letra às vezes parece tão atual). E falar de amor é sempre brega, que digam Roberto e Erasmo Carlos, Cazuza, Renato Russo, Marcelo Camelo, Caetano Veloso, Milton Nascimento e muitos outros monstros da música brasileira.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 09h49
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Edição Extraordinária
Por favor, pára de escrever aqui. Agradeço as palavras, o apoio e o carinho, mas acho que não tem porquê disso tudo. Escreve mais não, tá? Se eu venho recusando os recados é porquê não quero contato algum. Pode comemorar o fim do casamento, mas eu não vou me consolar com você.
Já já voltaremos com nossa programação normal.
UPDATE: Aos que insinuaram aqui, este post NÃO foi pra Carminha, até porque ela não comenta aqui.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 09h20
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Musicalidade - Parte I
Com excessão de algumas músicas que aqui publico e alguns textos que raramente faço referência, normalmente divulgo textos de minha autoria. Sejam cartas, e-mails, poemas, verso ou prosa, cordel, confissões ou até mesmo uma simples frase, sempre foram frutos de minha inspiração e sinceridade. Nunca manipulei palavras, nunca tentei me fazer de vítima ou coitado, apenas me sinto bem escrevendo, colocando pra fora o que realmente sinto.
Como já falei aqui, a música corre nas minhas veias. Sou músico e cada momento da minha história pode ser narrado por uma canção, seja de U2, Aerosmith, Legião Urbana, Jammil, Almir Rouche, Los Hermanos, Capital Inicial, Guns´n Roses, Milton Nascimento, Petrúcio Amorim, Lulu Santos, Roberto Carlos, entre muitos outros. Não posso deixar de fora as músicas da RevigoroZ. Como assim, RevigoroZ? Essa banda, da qual fiz parte anos atrás (e como já falei aqui, mesmo sem mídia, facilidades ou aberturas que tenho hoje em dia, fomos atrás e ganhamos até festival de música) foi a primeira, mesmo que desconhecida a gravar uma composição minha. A música não se baseia em fatos reais. Foi composta em um dia que eu estava até tranquilo, após um ensaio, peguei me teclado (instrumento), papel e caneta e comecei a escrever. O vocalista Saulo foi um grande incentivador e colaborou com a letra, rimando uns versos pro refrão. Ao entregarmos a letra ao guitarrista, ele de cara sugeriu que fizéssemos uma versão para o clássico Boys Don´t Cry, do The Cure, e a letra acabou casando com a melodia. Gosto de deixar claro que ela foi composta sem nenhuma referência à música que posteriormente viria servir de fundo pra ela, foi pura coincidência mesmo. Sem mais delongas, publico aqui a minha primeira composição a ganhar as rádios e a internet. Em breve colocarei mais letras.
Ilusão - Revigoroz (J. Marinheiro / Saulo Dutra)
Cansei de esperar você não vem pra mim Eu quero poder amar alguém, enfim Se ontem você quis Hoje não quer o meu amor Hoje estou sozinho Não sei mais pra onde vou
Preciso de alguém Que possa ser somente minha Se nessa caminhada Você quis seguir sozinha
Ilusão Você partiu o meu coração Ilusão Chega de viver na solidão
Agora vou seguir o meu caminho Tentar esquecer você de vez Você pra mim agora é só passado O que tinha que fazer você não fez Não quero viver mais ao seu lado E por favor me esqueça de uma vez
Escrito por J. Marinheiro Filho às 10h20
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Problemas todos têm
Antes de começar o post de hoje, abro espaço para um comentário que aqui postaram, anonimamente, pra variar. O comentário dizia mais ou menos assim: "Para de expor, seu ridículo. Deixa de ser otário e não fica falando da sua vida e da vida de Carminha"
Sinceramente eu não estou falando da vida dela não, estou falando da MINHA, e como já diz tudo, se a vida é MINHA, eu tenho direito de falar o que quiser. Nunca expus de maneira pejorativa ou ofensiva nem ela nem ninguém, muito pelo contrário, todo esse tempo só exaltei o amor que sempre senti e batalhei por ela por esses mais de 04 anos. Vergonha? Nenhuma... Arrependimento? Nem um pouco!
Voltando ao post de hoje. Algumas decisões que tomamos são pra vida toda, pelo menos pra mim. Quando casei, quando resolvi enfim CASAR, sabia de todas dificuldades que enfrentaria. Seja de relacionamento, de conduta, de educações diferentes, financeiras, T.P.M., família, etc, mas fui sem medo. Sabe por quê? Porque sempre, em qualquer lugar ou segmento nós iremos enfrentar problemas. Se for no trabalho é o aumento que não vem, o chefe que não reconhece, um fdp que tenta puxar seu tapete, um projeto que não é aprovado, um trabalho errado, uma chamada de atenção, entre muitos outros, mas vamos em frente e buscamos o reconhecimento no trabalho, até surgir uma oportunidade melhor. Trocamos até de emprego, mas não deixamos de trabahar. Na escola, faculdade ou curso enfrentamos dificuldades de relacionamento, e aprendizado, de horário. Reprovamos um ano, perdemos períodos, fazemos tudo de novo, mas não deixamos de estudar por um futuro melhor. Filhos? Às vezes se revoltam, querem mais do que podemos oferecer, o menino se envolve com bebida, drogas, más companhias; as meninas se envolvem com caras que não prestam, descobrem a sexualidade muito cedo, aparecem as drogas, gravidez indesejada, mas ainda assim são nossos filhos. Família, amigos... Problemas aparecem de todos os lados e em todos os momentos. Mas não podemos desistir. Temos que seguir em frente e superar as dificuldades. Não viemos ao mundo para nos divertir, viemos para aprender, evoluir e compartilhar bons e maus momentos. Sinto-me com o dever cumprido de ter feito tudo que estava ao meu alcance e muitas vezes até além disso. Não me lamento pelo ocorrido, lamento a falta de coragem e determinação que algumas pessoas apresentam e acabam nos impedindo de continuar lutando.
É isso aí, nunca desistam dos seus sonhos nem objetivos, assim como eu nunca desisti dos meus. Se não os alcancei, se perdi alguns, não foi por querer nem por falta de tentar. E quando casarem, façam feito eu: Só case por amor, amor sincero, amor verdadeiro. Casem, mas casem quando tiverem a certeza que eu sempre tive: que é pra sempre, como nos contos de fada.
"Mudaram as estações e nada mudou, mas eu sei que alguma coisa aconteceu, está tudo assim tão diferente... Se lembra quando a gente chegou um dia a acreditar que tudo era prá sempre, sem saber que o pra sempre, sempre acaba...Mas nada vai conseguir mudar o que ficou, quando penso em alguém, só penso em você e aí então estamos bem. Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está, e nem desistir nem tentar, agora tanto faz, estamos indo de volta pra casa"
Escrito por J. Marinheiro Filho às 15h56
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O burro e o poço
Sabe aqueles textos que Ana Maria Braga sempre fala no começo do programa? Tem um que ela falou anos atrás, mas que eu nunca esqueci. O texto era mais ou menos assim:
Um senhor tinha um burro que sempre o ajudava nas tarefas diárias, carregando peso ou até mesmo o transportando pelo vilarejo onde moravam e nas regiões próximas. Além de trabalhar, o burrinho era mesmo como um animal de estimação, companheiro de todas as horas. Com o passar dos anos, ambos envelheceram, mas sempre estavam ali, juntos. Em um dia qualquer, eles estavam passando por entre as árvores, em meio à escuridão da floresta quando o pobre do burro caiu em um poço. O seu dono, fez tudo que estava ao seu alcance para salvá-lo, mas ele não conseguia tirá-lo de lá. Não se sabe o que passou pela cabeça do velhinho, que ao ver que todas suas tentativas falhavam, pegou uma pá e começou a jogar areia em cima do burro. Tamanha era a angústia daquele pobre animal, que via seu companheiro de toda vida lhe cobrir de areia, o enterrando vivo. O burro chorou, implorou à Deus uma resposta, algo que explicasse o que acontecera. Em um momento de luz, o burro encontrou forças onde já não mais restava e começou a sacudir cada pá de areia que lhe era arremessada. Quando se balançava, a areia ia para baixo do burrinho, e ele subia um pouco, até que com algum tempo, o poço havia se enchido completamente de areia e embora sujo, cheio de poeira ele estava de fora do poço, pronto pra continuar sua jornada.
O grande lance dessa história é que devemos saber sacudir a terra que é jogada nas nossas costas e continuar lutando, e não, abaixar a cabeça e ser soterrado vivo. O difícil é saber a hora certa de "lavantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima", como dizia a canção.
Nasci burro, é verdade, mas espero ter a capacidade do burrinho desse texto, e poder sair do poço em que me encontro.
"Desejo que você tenha a quem amar, e quando estiver bem cansado, que ainda tenha amor pra recomeçar, pra recomeçar..."
Escrito por J. Marinheiro Filho às 12h21
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