Chipmunks

Alguém mais se emocionou assistindo Alvin e os esquilos?

Escrito por J. Marinheiro Filho às 21h44
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Verdades e mentiras

Quanto à escrever, eu não sei, mas dirigo bem melhor quando estou com raiva, puto da vida mesmo, feito agora. O bom é que consigo diminuir as distâncias e reduzir o tempo do trajeto.

Sabe o que me tira do sério? HIPOCRISIA.
Porra velho, fez a merda, assuma. Não tá numa boa? Não conseguiu o que quis? Então pronto, foda-se o resto, mas assuma seus atos.
O pior é que do jeito que as coisas são, não sei se mudaria muito. Sabe que não consigo entender o que fiz de errado? Mas pra quê entender? Aprendi que não perdemos nada na vida, tudo tem um motivo de ser e sempre estaremos melhor do que antes (eu que o diga).
Só pra encerrar o assunto já encerrado como já repeti zilhões de vezes, nunca traí, nunca menti, não humilhei, não subjulguei e as merdas que quis dizer, eu mesmo disse. Mas de que adianta? Vejo exemplos que fazem EXATAMENTE o contrário e ainda pagam de bom-moço. Realmente, deve ter outros motivos por trás que eu desconheço, ou talvez até conheça.
Nos dias de hoje tem coisas mais importante do que amor e fidelidade, ou não? Vejo traição, vejo humilhação, falsidade... Mas o amor parece inabalável? Que amor é esse? Amor real? Quem sou eu pra entender.
Ninguém tem noção do quanto eu odeio falsidade. Não gosto de nada falso, nem um "bom dia", nem um sorriso, nem roupas, jóias, óculos, acessórios, carteiras, bolsas... Me acostumei com a realidade dura e cruel onde cada um é o que é e tem o que pode ter. Nunca ostentei aquilo que não me pertencia.
E o errado sou eu? Parece o caso do avião da TAM que caiu em São Paulo e matou mais de 200 pessoas. Sabe quem foi preso? O dono do puteiro, então... Nesse caso o dono do puteiro sou eu, digo, o bode espiatório.

Sei o que fiz, sei o que vi e ouvi e sei também parte do que fizeram. Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é, vai entender, né?
Se me arrependo? Nem um pouco, eu não ia acreditar se alguém me contasse, eu tinha que PAGAR pra ver.

Eu não tou aqui pra condenar ou culpar ninguém. Se A faz X com B, é porque B aceita. Se C e D concordam, é porque existe N fator que pesa no final das contas, então pronto. Só não me coloque nesse jogo sujo, eu não sou parte disso.

Não vou terminar esse post, não vale a pena.
Fica o dito pelo não dito, foda-se.



Escrito por J. Marinheiro Filho às 20h08
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O Preço

O preço que se paga às vezes é alto demais
É alta madrugada, já é tarde demais
Pra pedir perdão...Pra fingir que não foi mal
Uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
"sempre em frente" foi o conselho que ela me deu
Sem me avisar que iria ficar pra trás
E agora eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez

Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, eram as grades da prisão

O preço que se paga às vezes é alto demais
É alta madrugada, já é tarde demais
Mais uma luz se apaga no prédio em frente ao meu
É a última janela iluminada
Nada de anormal...Amanhã ela vai voltar
Enquanto isso eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez

Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, me enganei outra vez

Eu pago meus pecados
Por ter acreditado que só se vive uma vez

Pensei que era liberdade
Mas, na verdade, era só solidão

(Humberto Gessinger)


Escrito por J. Marinheiro Filho às 13h07
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Que nada...

Porra, tanta coisa em mente, informações e emoções misturadas.
Tenho tudo que eu sempre quis, mas o que eu sempre quis?
É bom extravasar, é bom passar dos limites.
Fazia tempo que não sentia isso, sabe?
Como é bom ter que se esforçar pra manter o carro na pista. Faz bem pra mente testar até onde o ponteiro do carro alcança. Irresponsabilidade? Ou seria adrenalina? Sabia que faz bem ter medo? A gente se sente vivo, a gente vê o quanto a vida é frágil e qualquer deslize pode encerrar um história.
Condeno quem faz isso, mas quem sou eu pra julgar? Cada um com seus problemas e seus conceitos.
Me calei por muito tempo, deixei de ser eu e hoje em dia eu nem sei quem sou.
O que tem valor pra mim? Eu luto tanto por quê?

Ah... Todos sempre me julgaram. Menino prodígio, garoto gênio. Aos 4 anos me tomavam a taboada como se eu fosse atração de circo. Grande merda saber multiplicar, ou melhor, decorar sequências matemáticas de 1 a 9.
_Quanto é 4x6? E 9x7? 3x5, sabe? Ah, não fode... Com boa vontade e concentração qualquer um acertaria.
Meus pais também não foram tão babacas ao ponto de me levar à programas de TV, mas bastava chegar uma visita que eu virava atração. Ele já sabe ler... Pergunta a ele sobre "isso", e sobre "aquilo"...
Pra quem nasceu com 10% da visão, enxergar o mundo foi lucro. Por ser quase-cego é que me recusei a ver as pessoas como elas são. Não podia acreditar na maldade humana. Santo eu nunca fui, mas confiei demais, sempre e sempre...
Não me restava escolha a não ser estudar, ler, me informar. Devorava os livros e neles encontrei o desejo por ler e escrever, estudar idiomas foi minha grande paixão do início da adolescência. Inglês, alemão, italiano... Faltava o espanhol e o francês, mas esses ficariam pra depois, agora eu queria viver.

Viver? Mas como? Sei lá... Roubram meus sonhos, meus amigos, meus amores. A vida me dava outra opção: TRABALHE!!!
E aos 15 anos eu comecei uma jornada que não parei até hoje, a qual me deu tudo que eu quis (materialmente falando) e me levou por caminhos diversos.
O emprego com meu tio de auxiliar contábil, quase um contínuo, me levou à uma área que  muito me rendeu. Além de um dos poucos diplomas que eu tenho, já que a maioria dos cursos, principalmente os de nível superior, eu abandonei, me deu meu primeiro trabalho com meu tio, meu primeiro emprego em um escritório conceituado e posteriormente um de assistente financeiro em uma grande universidade e escola em Natal-RN. Eu fui fiscal do controle de qualidade de merenda escolar, pela secretaria de educação da prefeitura do Recife. Eu fui vendedor /sub-gerente de loja de materiais esportivos. Assistente financeiro. Web designer. Fotógrafo. Arte-finalista. Diretor jr. Diretor de arte (ambos de agência de publicidade). Designer gráfico. Gerente de Marketing (gravadora / emissora de rádio / outras empresas). Diretor de criação (agência).
Sabe o que eu fazia nas horas vagas? Eu trabalhava... Seja como fotógrafo de um site de coberturas (bobflash) à assessor de imprensa e responsável comercial de artistas locais. Também produzi artistas e eventos, a última ABAV, realizada fora da sede do RJ, no Chevrolet Hall, para 5 mil convidados de 3 continentes foi produzida POR MIM. Fiz de tudo, do circuito do frio ao Galo da Madrugada (maior bloco do mundo segundo o guinness) de trio elétrico à camarote. Ganhei algum dinheiro e perdi outro bocado.

Hoje eu olho pra trás e me vejo há 5, 2 e 1 ano. Olho pra três meses atrás e não consigo acreditar que tanta coisa mudou.
Sabe o que eu sinto falta de verdade? É de alguém pra compartilhar minhas vitórias e lamentar os meus fracassos. Minha mãe está ocupada com a central de transplantes que atualmente ela coordena, e graças à Deus e à bondade de várias famílias, esse mês tivemos bastante transplantes. Meu pai tem os problemas dele e agora se ocupa com o restaurante que irá abrir em breve. Irmãs, amigos? Cada um com sua vida e seus problemas, pra quê misturar?

Quem vai brigar comigo quando eu encher a cara de alcóol e dirigir a 120, 140 km/h feito hoje?
Quem vai dizer: "_Parabéns, do caralho!!!" Quando eu fizer algo massa no trabalho ou tiver alguma proposta nova?

A quem eu dedico minhas novas aquisições? Com quem eu vou inaugurar o carro 0km ou curtir a viagem para um balneário paradisíaco?

Meu reino pela minha felicidade! Quem quer trocar???

"Não me julgue, você não me entende"



Escrito por J. Marinheiro Filho às 00h00
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Planos

Quais os seus?
Onde você quer estar daqui a cinco anos?
E amanhã, o que fará?
Pretende fazer algum investimento a longo prazo?
Está seguro disso?
Vale a pena?
O que você não quer mais pra sua vida?
Tem certeza?
E o que você quer que ainda não tem?
Alguma viagem pra esse mês?
E pra esse semestre?
Alguma pro próximo?
Compra em vista?
Desejo de consumo?
Fantasia sexual?
Qual filme você gostaria de assistir, que ainda não viu?
E qual gostaria de ver novamente?
Alguma música que queira escutar?
Qual livro quer ler?
Lutar por quê e pelo quê?
Quer mudar algo no seu corpo?
E no seu caráter?
No seu modo de vida?
Pretende ir atrás de um velho amor?
Ou prefere procurar um novo?

Tem momentos que o HOJE é tão importante e o AMANHÃ é tão incerto que eu confesso que não saberia responder nem 5% das perguntas que eu mesmo fiz.
"Pode até ser que os dragões sejam moinhos de vento"


Escrito por J. Marinheiro Filho às 14h21
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Listening

Já não sei dizer se ainda sei sentir
O meu coração já não me pertence
Já não quer mais me obedecer
Parece agora estar tão cansado quanto eu
Até pensei que era mais por não saber
Que ainda sou capaz de acreditar
Me sinto tão só
E dizem que a solidão até que me cai bem
Às vezes faço planos
Às vezes quero ir
Pra algum país distante
Voltar a ser feliz

Já não sei dizer o que aconteceu
Se tudo que sonhei foi mesmo um
sonho meu
Se meu desejo então já se realizou
O que fazer depois
Pra onde é que eu vou?
Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim
Eu vi você voltar pra mim...

(Renato Russo)



Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h46
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Intensidade

Muitos me rotularam de doido, imaturo, inconsequente. Minha família embora nem sempre concordasse, mas nunca me impediram de nada, e muitas vezes apoiaram.
Não digo nem que por "amor", já que esse sentimento é muito forte, mas por paixão, desejo, carinho e gostar eu já fui bastante corajoso, indo até o fim, sempre.
Meus namoros e paqueras sempre foram complicados. Na minha adolescência eu pensei até em abrir uma agência de viagem, porque toda garota que eu me interessava acabava indo morar em outro estado ou país, meio que do nada, ou por intercâmbio, ou mudava toda a família.
Aos 18, namorando uma garota de 17, acabamos com pouco mais de três meses, nem me lembro o motivo. Algum tempo depois voltamos e como não podia ser diferente, ela iria se mudar com a família para o interior. Eu não podia aceitar mais uma vez a perda de uma pessoa querida, e comecei a batalha.
Após armar a maior confusão na minha casa, acabou que a família dela viajou e fui com meus pais buscá-la, e ela foi morar conosco, contrariando todas as regras e conceitos da minha família. O namoro não deu lá muito certo e acabamos em pouco tempo, mas pelo menos fiz minha parte.
O tempo passou, mais uma vez eu me apaixonei (na verdade foram várias) e após sair do trabalho para me dedicar à faculdade de Ciências da Computação que eu fazia (o que não adiantou porque acabei perdendo o período), eu fui morar em Natal-RN para estar mais perto da pessoa "amada". Os primeiros seis meses foram maravilhosos, mas interferências de terceiros acabaram com meus planos e com minha estadia na cidade do sol. Foi bom que pude fortalecer laços com pessoas queridas, mas voltei pra Recife com o sentimento de fracasso, por mais que não fosse nossa culpa (ainda me lembro das lágrimas dela na despedida, implorando para que eu ficasse, mesmo sabendo que eu não poderia) mas estava pondo o fim em algo que nem sequer havia começado oficialmente.

Minha vida muda mais uma vez e eu entro no mercado publicitário. Meu primeiro dia de emprego me reservou uma grata surpresa: aquela colega de trabalho certamente iria mexer comigo (e eu, com ela). Em pouco tempo descobri que ela era praticamente noiva do seu primeiro namorado com quem estava há 5 anos e pretendiam casar assim que as condições estivessem favoráveis, por mais desanimador que fosse, não desisti. Após um rápido envolvimento e uma tentativa dela de por fim no seu namoro, eles fizeram as pazes e ela pediu que eu não mais a procurasse. Só eu mesmo para desistir...

No final de semana seguinte aconteceria o RECIFOLIA (carnaval fora de época) e como nosso chefe era o dono do bloco que meu irmão puxava, certamente nos encontraríamos lá. Na sexta-feira eu mal a vi, sei que ela foi com a irmã e o cara, mas também soube que estavam bastante afastados. O sábado seria o último dia desse bloco e eu tinha que fazer algo. No caminho para a concentração, fiz um pedido que meu irmão se prontificou a atender. O percurso do bloco durava quase 6 horas. Com duas horas de desfile, de cima do trio pude vê-la pulando com a irmã e um pouco afastada dele, aproveitei um momento que ele foi comprar água, cheguei pra ela e disse: _Se liga que Almir vai mandar um recado pra você.
E saí de perto. Não demorou nem 5 minutos, parecia que ele sabia a hora exata de fazer o combinado. Chegando em frente ao camarote do Governo do Estado e das principais emissoras de TV, ele falou:
_Motorista, segura o trio um pouco aí.
Pegou o violão, sentou-se e disse:
_Agora eu vou fazer um som pro meu irmão, que tá apaixonado. Ela tá aqui no bloco e sabe que essa música vai pra ela.
E tocou "Só Hoje", do Jota Quest (estava no auge do sucesso). Do trio pude ver ela se ajoelhar com as duas mãos na cabeça e cair em lágrimas. Ele ficou sem entender. Acabaram ali mesmo. No domingo seguinte, 24h depois, começamos a namorar. Vivemos quase 10 meses como marido e mulher, cumplicidade total. Ela resolveu fazer intercâmbio e acabamos. A viagem e outros problemas nos desgastaram e mesmo com seu retorno ao Brasil não fazia mais sentidos estarmos juntos.

O tempo passa, quem eu reencontro? A garota de Natal. Parecia que tudo havia voltado, ou melhor, que nunca tinha acabado. Dessa vez foi ela que renunciou da sua vida no RN e veio morar em Recife para tentarmos mais uma vez. Advinha o que aconteceu? A família se meteu e a felicidade foi embora com poucos meses, junto com ela que voltava pra sua casa.

Nunca soube guardar amor, sempre precisei de alguém pra amar.
Me apaixonei cegamente, não pensei que pudesse existir algo tão intenso. Após sofrer três anos onde me dediquei e fiz tudo pra me mostrar merecedor desse amor. Acabei um noivado um dia antes de assumir um namoro, praticamente. Não amava minha "noiva", nem sequer estava apaixonado. Aceitei entrar naquele jogo porque havia cansado de lutar pelo amor, e se era pra viver sozinho, preferia ter alguém ao meu lado que gostasse de mim e que me desse valor, tanto valor que poderia até despertar o interesse na pessoa que eu amava, e assim o foi.
Com 15 dias de namoro... Bem... pula essa parte. Com um mês de namoro fizemos a tatuagem com as iniciais minha e dela, com dois meses de namoro casamos no civil, com três meses, festa, bolo e casamento religioso. Os planos de morar fora nos fascinava, mas o que me motivava era a certeza do amor na incerteza do destino. Resolvemos ter um filho, e com dois meses de casados ela engravidou. Pra ela eu fiz todas as provas e loucuras de amor possíveis, passei por cima dos meus princípios, orgulho, sonhos, conceitos. Quer maior prova ou loucura do que se tatuar? Casar? Viajar? Mudar planos? Viver em função do amor? Ter filho?
Escrevi, compus, fotografei, desenhei, editei, homenageei, renunciei, me dediquei. Quando acabamos pedi ajudas de amigos, familiares, políticos, anônimos, famosos, tudo que poderia mexer com ela e de nada adiantou. Fiz tudo por esse amor que eu acreditava, mas lembrem-se, o cara em questão sou eu, então mais uma vez eu me dei mal e fatores internos e externos ajudaram a complicar ainda mais.

Passada a fase mais crítica, hoje eu tenho a certeza que ainda farei muitas "boas loucuras" por amor, seja por alguém que já passou e vai voltar, ou alguém que eu ainda vou conhecer, porque eu sou assim: alguém que abre mão de tudo, menos do amor que tem no peito.


Escrito por J. Marinheiro Filho às 14h13
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Psicologia Infantil

Sempre adorei crianças, sempre sonhei ser pai. Só Deus sabe a saudade que sinto da minha filha, mas como os certos acabam pagando pelos errados, acabou que estamos afastados, mas nada que o tempo não resolva.
Além de primos (e primas) mais novos que ajudei na criação e educação, também sempre me senti um pouco responsável pelo meu sobrinho, que aos seis meses de vida minha irmã precisou dar um treinamento em outro estado e eu e meu então cunhado ficamos cuidando dele por um mês.
O tempo passou e ele foi crescendo... Um belo dia, ele já com seus 4 ou 5 anos, me torrava a paciência enquanto eu trabalhava no computador:
_Tio, me dá uma folha de papel?
_Tome Allanzinho, pegue essa.
_Tio, faz um barquinho pra mim?
_Não sei fazer barquinho não, Allan. Tio tá ocupado, vá brincar no terraço enquanto eu trabalho.
_Então faz um aviãozinho, tio?
_Não, Allan... Peça à seu avô, eu tou cheio de coisa pra fazer aqui.
_Tio, então faz um chapéu pra mim?
_Allan, eu já falei que tou ocupado...
_Poxa, tio. Não quer fazer nada pra mim?!?!?!
_Serve um asteróide?
Os olhos dele brilharam na hora, ele abriu o sorriso e disse:
_Serve!!!
Peguei o papel, amassei e joguei nele, e disse:
_Olha o asteróide...
Ele saiu chorando.
Ri sem parar, sozinho no quarto durante alguns minutos. Depois eu me arrependi, mas que foi engraçado, isso foi!


Escrito por J. Marinheiro Filho às 16h23
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Lembranças de São João

Tempo bom era o da minha infância, quando na capital ou no interior comemorávamos em família. De Recife à Campina Grande, sempre a família Marinheiro reunida.
Quantas vezes não dançamos, bebemos e nos entupimos de comidinhas típicas? Até a compra do milho era motivo pra festa, cada um era responsável por um detalhe.
Depois que compramos a chácara, o local da festa mudou pra lá. As fogueiras eram sempre enormes, o som rolava até amanhecer. Tinha de tudo, iam todos. Ninguém tinha do que reclamar, pois tinha até música ao vivo. Almir Rouche, Petrúcio Amorim, Ed Carlos, Marrom Brasileiro... O forró ia até amanhecer e quando alguém cansava de cantar, aí o Dj soltava o som e a animação não diminuía.
De cerveja à whisky 12 anos se bebia de tudo. Tinha também os que preferiam cachaça, alguns entravam no conhaque para espantar o frio, realmente, se bebia de tudo.

Saindo um pouco do roteiro e seguindo lá pra Paraíba, lembro-me de um São João que estávamos em João Pessoa, na casa do meu tio paterno e ele nos convidou à ir numa fazenda em um interior próximo. Eu devia ter uns 15 anos e meus 3 primos 15, 13 e 11 anos. Chegando lá os "coroas" caíram no forró. Achamos um saco, só tinha "velho". Comer era a única opção, já que até pra beber a gente tinha que se esconder, pois nossos pais não deixavam (é... antigamente ALGUNS pais se preocupavam com os filhos e não os deixavam cair no álcool, farra, festas e no mundo, mas o tempo muda e as pessoas se perdem...), daí lembramos de alguns fogos de artifício que tínhamos levado. A fogueira era gigante, e algumas senhoras estavam assando milho. Assamos um pra cada e depois a brincadeira virou outra.
Pra que acender os fogos na fogueira se a gente podia arremessá-los nela? Foi o que fizemos. A cada estouro um pedaço de madeira incandescente ou brasa voava para o alto e caía próximo à fogueira. Nossos pais estavam longe, na pista de dança, só ouviam o barulho mas achavam que estávamos nos divertindo. E como estávamos...
Em pouco tempo já havíamos destruído a fogueira, e tinha brasa espalhada num raio de 5 ou 10 metros, uma enorme roda de brasa e fogo no meio da fazenda, para quem olhava dava a impressão que um meteorito de fogo tinha atingido o solo, foi muito bom...
Destruída a fogueira e ainda munidos de fogos, aí alopramos geral. Tentamos derrubar um coqueiro colocando fogos nos buracos em seu tronco. Fodemos uma caixa d'água, abrimos buraco em duas paredes... Até que nosso São João enfim teve graça.
Nunca mais voltamos lá, nem meu tio foi convidado. Porque será?
Ahahahahahahahha

Depois tiveram muitas outras histórias, outros anos, outros lugares, outras festas, mas nada comparado ao estrago que fizemos naquele belo dia.

E VIVA O SÃO JOÃO!!!


Escrito por J. Marinheiro Filho às 14h04
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Tolice é viver a vida sem aventuras

O que foi aquilo ontem???
Como diria meu primo paulistano: _INSANO!!!
Embora eu não tenha dormido NADA da sexta para o sábado, já que saímos da nox já tava amanhecendo, fomos pro hotel, depois fui deixar minha prima que já seguiria pra Natal-RN, e o tanto o Alexandre quanto Marcão só resolveram dormir as 7h, aí já viu, né? Fui resolver os lances da outra ação pra estar de volta no hotel ao meio-dia.
O passeio em Olinda estava meio ameaçado por causa da chuva que caiu valendo ontem, mas aí como eles queriam comer peixe, acabamos indo lá no Oficina do Sabor, em Olinda (por sinal quem ainda não conhece deve ir. Ambiente incrível, sabor inigualável e pratos divinos. Tudo isso deu ao chefe e proprietário César Santos inúmeros prêmios e ao restaurante o título de Melhor Restaurante de Recife/Olinda das revistas VEJA e QUATRO RODAS desde 1995, ou seja, 14 anos) e comemos feito bichos. O sono bateu, mas tínhamos um roteiro a seguir.
Após um breve passeio pelas ladeiras de Olinda, sem sequer sair do carro, seguimos para o mesmo shopping que eu havia levado o Thiago e a Leona (já que tivemos uma excelente e discreta recepção) na semana anterior, combinei com a proprietária da loja e com os dois e fomos lá fazer mais uma "feirinha". Até a Ju que nem veio (Juliana Góes, ex bbb, capa da playboy de maio e namorada do Alexandre) se deu bem e Alexandre levou óculos e relógio pra ela também. Mais uma vez a Juliana (da loja) foi uma simpatia e me cedeu mais produtos também, já tou ficando mal-acostumado.
De lá seguimos pro hotel. Chegando lá demos de cara com a torcida do vasco que aguardava a saída do time, do lado de fora do hotel. Logo na recepção encontramos com Edmundo (o animal) e seus companheiros (não faço idéia o nome dos outros, só reconheci ele e o técnico). Enquanto eu fazia o check out eles desciam a bagagem.
Chegando no hotel foi só fazer chek in, lanchar e embarcar. Acertamos mais alguns eventos e negócios e ficamos na certeza de contato breve (até porque com msn e orkut todo mundo se fala mais fácil). Dois caras gente boa que estão sabendo aproveitar o momento pós-bbb investindo em outras coisas e se mantendo na mídia. Desejo boa sorte à eles e a nós nesses projetos.

Quando eu penso que vou poder dormir uma ou duas horinhas antes da gravação do DVD de Almir, pego o MAIOR engarrafamento em Boa Viagem por causa de uma passeata de merda e levo 1h40m do Hotel (porque havia deixado meu carro lá e estava no carro da Globo com o motorista) até a casa dos meus pais, dái não deu tempo de porra nenhuma e eu já tinha que sair de novo.

Pra ser sincero a gravação do DVD de Almir deu de 100 x 10 na festa da Globo. Ali eu pude rever amigos, rever pessoas queridas, tomar uma graaaaaaaaaannddddddddddddeeeeeeee (duas vodkas pra 3 ou 4 pessoas, e aí???Bora, FM...) além de estar com meus familiares legítimos e de consideração. Não vou citar nomes pra não esquecer de ninguém, mas adorei ver todos que estavam ali.
Em relação ao show de Almir, eu sou suspeito, mas achei foda. Já passava da meia-noite do dia 15 quando ele subiu ao palco, e pra minha surpresa ele encorporou ao repertório e incluiu nesse DVD uma música que ele havia cantado à meu pedido exatamente um ano atrás. O alcool já estava fazendo efeito e eu pirei na hora. O que ele pretendia fazer uma agradável surpresa acabou nem sendo tão agradável assim, mas fiquei feliz por ver mais uma música que eu escolhi em seu repertório, eternizada em um DVD ("Quis evitar teus olhos, mas não pude resistir...").
Daí em diante foi só secar e reabastecer o copo. Não sei a hora que saí. Não me despedi de (quase) ninguém. Sei que voltei no carro com meus pais, mas não sei onde está a camisa que vesti ontem. Não tive ressaca porque a vodka era de qualidade, mas ainda tou sob alguns efeitos, não tou com 100% da minha atividade racional.

A missão é trabalhar e ser feliz. Se quiser vir comigo, é só avisar.



Escrito por J. Marinheiro Filho às 19h27
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