Pra começar ou pra terminar?
Pra começar Dizer que o amor chegou ao fim Esqueça de me perguntar Se ainda há amor em mim
Pra te enganar Escondo num sorriso a dor Que sinto ao te ver passar Na rua com seu novo amor
Se eu te encontrar Não me pergunte como eu tô Não saberia te explicar Pra mim ainda não terminou
E pra terminar Dizer que o amor chegou ao fim Esqueça de me perguntar Se ainda há amor em mim
(Ana Carolina)
Escrito por J. Marinheiro Filho às 17h28
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Eu podia te escrever uma carta Eu podia te escrever um livro Eu podia te escrever rimando em verso ou prosa Eu podia te descrever o meu dia Eu podia te dedicar essa hora Eu podia te esquecer por uma vida Bem que eu podia te ter agora...
Penso, planejo, ensaio, decoro, relembro, preparo, reviso, confiro, programo, repenso, dedico, espero, sonho, almejo, idealizo, espero, anseio, sonho. Tento, esqueço, erro, sofro, canso, insisto, falo, grito, choro, calo.
Como explicar o amor? Que sentimento é esse que se sobrepõe à todas as outras coisas? Por que amar? Como não amar?
"Isso não é mais uma carte de amor, são pensamentos soltos, traduzidos em palavras para que você possa entender o que eu também não entendo. Amar não é ter que ter sempre certeza, é aprender que ninguém é perfeito pra ninguém, é poder ser você mesmo sem precisar fingir, é tentar se esconder e não conseguir fugir... Agora o que vamos fazer? Eu também não sei! Afinal, será que amar É mesmo tudo? Se isso não é amor, o que mais pode ser? Estou aprendendo também..." (Jota Quest)
Eu sei de ontem, eu vivi o hoje. E o amanhã, como será? Me ajuda...
Escrito por J. Marinheiro Filho às 21h11
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Tarefinha chata...
É algo que todo mundo faz, não tem esse que diga que não. Uns diariamente, outros em dias alternados, alguns até de semana em semana e muitos outros mais de uma vez ao dia, porque mais cedo ou mais tarde você vai ter que fazer. Conheço pessoas que fazem um verdadeiro ritual. Por outro lado, outras não estão nem aí e até conversam com quem estiver por perto, compartilhando desse momento íntimo. Sou do tipo que estranho o ambiente. Se não estiver bastante familiarizado não consigo mesmo. Em toda minha vida estudantil nunca fiz na escola ou faculdade. Sempre destestei banheiro movimentado ou pessoas por perto. Silêncio e tranquilidade são meus prés-requisitos. Sempre que ia dormir ou passar alguns dias na casa de amigo, familiar ou até memso hotel, precisava de tempo pra me adaptar. Nunca quis deixar claro que estava indo fazer "aquilo", e sempre aproveitava a hora do banho ou quando todos já dormiam.
Comecei o texto assim porque o que vou relatar é uma merda maior ainda (me desculpem o trocadilho). Na verdade eu nem lembrava o ocorrido, pois como diz a lenda: "_Quem bate, esquece. Quem apanha, não." E a minha vítima, digamos assim, foi que lembrou desse dia pra lá de tosco.
Trabalhávamos todos (17) pessoas em uma grande sala padrão escritório americano, composto por "ilhas" com 4 divisões contendo um computador em cada "fatia". Eram quatro ilhas e uma mesa à parte, com mais um computador e funcionário. Através do vidro conseguíamos enxergar nosos chefe, instalado em uma sala reservada. Parte dos computadores ficavam com suas telas viradas para o centro da sala, o que dava visão total aos demais colegas, excluindo qualquer possibilidade de privacidade digital. Se brincasse, daria para ler os e-mails do que ali sentava, e isso ainda não era o pior. Após exagerarmos no almoço, como fazíamos com uma certa periodicidade, a vítima (muita gente sabe quem é, mas não vou colocar o nome dele aqui, seria mais sacanagem ainda) começou a se queixar de cólicas e contrações. O que viria não era um bebê, mas a angústia e aflição de não ser a hora mais apropriada, o fazia suar frio. Não passava pela cabeça dele usar o banheiro da empresa, até porque no total eram mais de 150 funcionários. Os sintomas aumentaram e ele já nervoso tinha que fazer alguma coisa. Acabou conversando comigo, expondo a situação e dizendo que precisava ir em casa, mas à essa altura ele memso achava que não daria tempo. Não havia opção, teria que ser na empresa mesmo. A aflição aumenta, ele fica todo desconfiado e diz: _Será que vão notar minha ausência? Não quero que ninguém saiba o que vou fazer. _Relaxa, é só tu ir rápido, e finge que nada aconteceu. Qualquer coisa eu desenrolo por aqui... (muito prestativo, eu falei) _Eu vou nessa então, pois não tou me aguentando. Qualquer coisa diz que fui pegar algo lá em Gilka (Gilka era nossa telefonista que ficava no térreo. Trabalhávamos no primeiro andar). _Vai lá, boa sorte (completei).
Ele saiu metade desconfiado e metade apressado. Não sei o que me passou pela cabeça, só sei que movido por um impulso eu fui até o computador dele e quando ele voltou, umas 15 ou 20 minutos depois, estava no letreiro digital da proteção de tela do computador dele, a seguinte mensagem:
FUI CAGAR!!!
Isso, escrito em letras enormes, caixa alta e negrito, girando aleatoriamente em seu monitor. Todos ficaram olhando pra cara dele, que sem graça e suado, começou a perder a cor de tamanha vergonha. Passei muito tempo rindo disso tudo, e hoje em dia quando lembro, volto a cair em gargalhadas. Pouco tempo depois ele levou na esportiva e hoje além dele contar pra todo mundo o que eu aprontei, ele fala também quando vai fazer o "número dois", pois depois da vergonha que eu o fiz passar, ele diz que prefere que saibam através dele.
Hahahahahahahahahahahahhaha
Escrito por J. Marinheiro Filho às 20h47
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Folia de Momo
O São João mal acabou, até porque ainda temos a festa de São Pedro, ainda dentro dos festejos juninos no próximo sábado, mas nossos (meu e de todos que fazem Almir Rouche) já são voltados para o carnaval.
Ah, o carnaval...
Não poderia ser diferente do que a época das máscaras, das fantasias, onde todos são quem queriam ser, onde tudo pode, tudo acontece. É, sem dúvida, a época do ano que mais trabalho, mais me divirto, menos durmo, mais bebo, mais ganho, menos gasto e mais me realizo. Na festa de momo eu me sinto rei, palhaço, pierrot... Minha vida sempre esteve ligada à essa manifestação popular, assim como à música. Carnaval respira arte, sol, calor, paixão, emoção, VIDA.
Muitos preferem brincar de forma mais solta e até mesmo irresponsável. Eu já prefiro trabalhar brincando, ou seria brincar trabalhando? Fazendo um retrospecto dos últimos anos, me vejo sorrindo, pulando, cantando, bebendo, chorando, indo do céu ao inferno e voltando ao céu. Sempre brinquei que minha filha iria nascer com a sombrinha de frevo (maior símbolo do carnaval local) na mão, porque com sete meses de gravidez saímos em um trio-elétrico em pleno Galo da Madrugada (para quem não sabe, trata-se do maior bloco do mundo, arrastando mais de dois milhões de pessoas segundo o livro dos Recordes - Guinnes Book), com um calor de mais de 40º durante aproximadamente seis horas, e quer saber? Foi muito bom... Já fui palhacinho, já fui Zorro, já fui índio, já fui pirata, já fui presidiário, já fui feliz...
Que emoção é aquela quando escutamos o Hino do nosso estado em plena Av. Guararapes, a apoteose do Galo? Como descrever aquela energia que toma conta de todos quando ouvimos A Praieira, do saudoso Chico Science? Quem não queria voltar no tempo ao ouvir os clássicos de Capiba, Nelson Ferreira e grandes mestres de nossa música (Oh, oh, Saudade, saudade tão grande... Madeiras do Rosarinho, vem à cidade sua fama mostrar... Falam tanto que meu bloco está dando adeus pra nunca mais sair... Felinto, Pedro Salgado, Guilherme Fenelons cadê seus blocos famosos?... Vou beijar-te agora, não me leve à mal, hoje é carnaval...)?
Os bailes, os blocos, as troças. Em palco ou no trio parado ou arrastão. Na praia ou no centro da cidade, quem nunca pulou ou gritou "êêê..." ao som das "Vassourinhas"?
Deixando a emoção de lado, agora temos que fechar agenda e montar repertório para o próximo DVD que será gravado no carnaval 2009, algumas músicas já estão garantidas, mas aceitamos sugestões. Entre clássicos e inéditas, deveremos gravar umas 25 canções. "Coração de Rei", de Juan Caribe ficou de fora da última gravação, mas eu reservarei para ela um lugar de destaque na próxima. A música fala de um beijo roubado em pleno carnaval que mudou a história de um casal, fazendo explodir um grande amor, e é com esse clima de que tudo pode mudar e que o carnaval realmente mexe com as pessoas, que encerro.
Menina ainda me lembro aquele beijo Que um dia você me deu No centro da cidade, no meio da galera E espatifou meu coração
Meu coração de rei, de rei Meu coração só quer você Meu coração de rei, de rei Meu coração só quer você pra namorar...
Na minha casa tem janela? Tem, tem, tem Minha camisa tem botão? Tem, tem, tem Será que Capiba tem frevo? Tem, tem, tem Então que foi que disse não
Meu coração de rei, de rei Meu coração só quer você Meu coração de rei, de rei Meu coração só quer você pra namorar...
Menina ainda me lembro aquele beijo Que um dia você me deu No centro da cidade, no meio da galera E espatifou meu coração
Meu coração de rei, de rei Meu coração só quer você Meu coração de rei, de rei Meu coração só quer você pra namorar...
Será que tem mulher bonita? Tem, tem, tem Deitada feito um avião? Tem, tem, tem Na praia de Boa Viagem? Tem, tem, tem Então que foi que disse não
Meu coração de rei, de rei Meu coração só quer você Meu coração de rei, de rei Meu coração só quer você pra namorar...
Amar, amar, amar, amar, amar Amor, amor, amor, amor, amor Amar, amar, amar, amar a vida Vamos aproveitar...
Coração de Rei (Almir Rouche - Juan Caribe)
Escrito por J. Marinheiro Filho às 09h47
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I hade a bad day
Where is the moment when we needed the most You kick up the leaves and the magic is lost They tell me your blue skies fade to grey They tell me your passion's gone away And I don't need no carryin' on
You stand in the light just to hit a new low You're faking a smile with the coffee you go You tell me your life's been a way off line You're falling to pieces everytime And I don't need no carryin' on
Because you had a bad day You're taking one down You sing a sad song just to turn it around You say you don't know You tell me don't lie You work on a smile and you go for a ride You had a bad day The camera don't lie You're coming back down and you really don't mind You had a bad day You had a bad day
Well you need a blue sky holliday The point is they laugh at what you say And I don't need no carryin' on
You had a bad day You're taking one down You sing a sad song just to turn it around You say you don't know You tell me don't lie You work with a smile and go for a ride You had a bad day The camera don't lie You're coming back down and you really don't mind You had a bad day
Sometimes the system goes on the blink And the whole thing turns out wrong You might not make it back and you know That you could be well oh that strong And I'm not wrong
So where is the passion when we needed the most Oh you and I You kick up the leaves and the magic is lost
'Cause you had a bad day You're taking one down You sing a sad song just to turn it around You say you don't know You tell me don't lie You work with a smile and you go for a ride You had a bad day You've seen what you like And how does it feel for one more time You had a bad day You had a bad day
Had a bad day Had a bad day
(Bad Day - Alvin And The Chipmunks)
PS: Se alguém quiser o mp3 dessa musica, basta deixar o e-mail nos comentários, que eu envio assim que acessar o blog.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 15h42
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O interior...
Sempre amei viajar, quem não gosta? Já fazia algum tempo que não ia lá, mas me recordava com clareza as ruas, praças. A feirinha livre, o trilho do trem, a sorveteria... Viagens que fizemos renderam até uma história em quadrinhos, Moacir era craque no desenho, e a gente, no improviso. Felipinho e suas músicas repetitivas. George e seus gatos. Os moleques vendendo milho, o barulho das motocas. Tempos que realmente não voltam atrás. Aquelas brincadeiras de crianças deram espaço à conversas sérias, passeios recheados de cultura, política, informação, história, responsabilidade social, vida e relacionamento.
Aprendi que todos deveríamos viver como no interior. Me reencantei com cada detalhe da arquitetura conservadora modelada nos casarões da metade do século passado. Casas belíssimas. Cada detalhe conta um pouco da história daquela família, da minha família. Das molduras na parede com fotos ainda em preto e branco dos mais velhos e falecidos, a cristaleira em uma das salas de jantar, os quadros e pinturas antigas. O saleiro, galheteiro, porta-ovos e todo aquele artesanato em meio à prataria. A mesa enorme, de madeira de lei onde reunía toda a família. As cadeiras de balanço, a rede à balançar. O cheirinho de comida da fazenda sendo preparado pela cozinheira e uma ajudante (é, antigamente era assim, alguns ainda conservam muitos empregados em cada). Do quintal que mais lembra um sítio, se ouve o barulho do ciscador, e o caseiro recolhe as folhas e galhos secos, como toda manhã. Eu me sinto em décadas passadas, exceto quando passamos pelas três salas ou oito quartos. A modernidade chega através de TV´s de plasma e condicionadores de ar "splits". Uma forma sutil de unir o contemporâneo com a antiguidade. Eu sinto PAZ.
Mas o interior não se faz apenas de casarões e boa comida, não. No interior você tem ar puro, você encontra gente simples, humilde, seja carregando uma "ruma de menino" ou "tangendo o gado", os porcos, bodes... Lá você vê casais velhinhos que mesmo sem nem lembrar o que é o sexo ou pensar no valor do dinheiro, mas sabem o que é o amor, o companheirismo e o respeito construído ao longo de 5, 10, 25, 50 e até 70 anos de casados. Unidos pelo matrimônio e pela vida toda, basta um partir pro outro plano, que o outro vai logo em seguida para continuar com essa história de amor pra lá da eternidade. Tudo respira família. As mesinhas nas calçadas, o jogo de dominó. A quadrilha improvisada onde se vê mais gente com o mesmo sobrenome do que com a mesma cor de pele ou olhos.
Internet e coca-cola já chegaram faz tempo, mas o bom mesmo é passear pelas ruas de barro, seja em um cavalo celado ou em uma picku-up 4x4 modelo 2009. Paquerar, todo mundo paquera, mas o grande sonho é casar e morrer velhinho, igual aos nossos avós.
Interior tem maracatu rural, tem caboclo de lança, tem ciranda, tem mais quadrilha. Interior tem missa, tem pipoca, tem quermesse e tem fofoca. Interior tem prefeito, tem vereador e tem deputado, mas lá todos se ajudam e tudo se ajeita. Tem centro-cultural e cursos pra população carente. Tem escola agrária mas também tem faculdade reconhecida pelo MEC.
Estive com o homem mais rico da região e um dos mais ricos do país, mas a maior riqueza eu vi nos olhos de uma mulher que sentia dor após doar um rim para uma irmã que necessitava de transplante. Tamanha riqueza eu vi nas frases de mulheres que saíram da lavroura para lutar pelos direitos dos pobres e, acima de tudo, os direitos da mulher. Mulheres que nunca frequentaram uma escola mas que aprenderam na vida que: "Podem matar todas as rosas; podem matar todas as margaridas; podem matar todas as violetas, mas ninguém nunca vai conseguir acabar com a primavera". Quer mais delicadeza e riqueza do que isso? Mulheres que deram e dão a vida por uma causa. É tão fácil ser feliz, a gente tem tudo nas mãos e precisamos de tão pouco, pois quando morremos só levamos o que temos na alma e no coração. Pra quê perder tempo com coisas tão pequenas e sem valor?
Por mais que eu tenha me enchido de vida e de esperanças por um mundo melhor ao ver trabalhos e pessoas tão sublimes, eu alterno entre a imensidão e a solidão, e sofro. Sofro por não ter tudo aquilo que eu lutei pra conquistar e realizar. Sofro por não ter o amor nem a presença da minha filha, que ontem completou dois meses de vida e eu nem pude olhar nos olhinhos dela. Eu choro, eu choro por dentro, eu choro pra fora e sem dúvida, trocaria a minha vida entre ricos, famosos, baladas e cifras generosas por um sitío lá no cú do mundo, com minha filha e meu amor.
Ah, como eu queria ser do tempo do meu avô...
Escrito por J. Marinheiro Filho às 13h11
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