Lei é lei
Sabe o que significa Liberdade de Expressão? Que eu posso mandar você tomar no cú, através de algum veículo (impresso, digital ou audio-visual) e que estarei no meu direito. Em último caso, se você me processar e após 4 ou 5 anos de processo, você ganhar a causa, eu terei que usar as mesmas letrinhas pra te pedir desculpa. Sabe o que isso quer dizer?
_Que eu quero que voce vá se fuder, sua filha da puta!!!
OBS: O texto acima é fictício, não havendo relação com ninguém ou algum fato aqui citado anteriormente.
Segue, exatamente o que a lei diz:
Liberdade de expressão é o direito de manifestar opiniões livremente. É um conceito basilar nas democracias modernas nas quais a censura não tem respaldo moral. O discurso livre é também apoiado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, especificamente no seu artigo 19, e pelo artigo 10 da Convenção Européia dos Direitos Humanos, embora esse direito não seja exercido em vários países e, em geral, não seja ilimitado. Os governos podem, sob a égide das Organização das Nações Unidas e dos países que dela fazem parte, limitar formas particulares de expressão, tais como aquelas que promovam o incitamento ao ódio racial, nacional ou religioso ou ainda o apelo à violência contra um indivíduo ou uma comunidade(o que coloca em contradição de legitimidade o próprio conceito desta, visto que não existe liberdade sem a plenitude das livres idéias; o direito mais básico de um ser humano é o de gostar ou não de algo em específico, e algo tão instintivo não pode ser sequer oprimido pelo estado anti-natural de coisas; a censura parcial e a censura plena são partes de um mesmo todo; duas faces de uma mesma moeda neuropressoróide - facto). Segundo a legislação internacional, as limitações ao discurso livre devem atender a três condições: ser baseadas na Lei, perseguir um objetivo reconhecido como legítimo e ser necessárias à realização desse objetivo.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 00h48
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Endoscopia
Quarta-feira passada fui fazer uma endoscopia, já que há cerca de 3 meses eu apresentava alguns sintomas de refluxo, com dores no estômago, o que poderia ser uma gastrite (ou até mesmo úlcera nervosa, mas que no final não foi nem um, nem outro) e, em meio a tensão do exame e a lotação da clínica (que mais parecia SUS, aff... Nunca vi uma clínica tão lotada, sorte que para este exame só era eu e mais duas pessoas) tiveram momentos incomuns.
Eu não tenho resistência alguma para sedativos ou coisa parecida, é aplicando e eu apagando. Dessa vez não foi diferente. Só que antes de entrar na sala, me lembro de que a paciente que fizera o exame antes de mim era uma, como poderia dizer... Hmmm, uma "pepequinha" (como diria FM). Ela não tinha mais que 19 aninhos. Branquinha, ruivinha, toda "inha". Voltando ao exame, só me recordo entrando na sala, a enfermeira pega minha veia e eu... Acordei no "repouso", ainda sob efeitos do medicamento, e quando olho pro lado, quem estava lá? A tal garota acompanhada do pai e uma mulher. Meu pai e meu cunhado também estavam na sala. A partir daí é que começou a comédia.
Meu pai e meu cunhado disseram que eu perguntei pelo menos umas 5 vezes como tinha chegado à sala, se andando ou carregado, e minha voz estava como a de um bêbado. A tal garota também estava sob efeitos do sedativo, e começamos a conversar:
ELA: _Eu já tou bem. Fazer endoscopia é massa... EU: _Foi sua primeira vez? ELA: _Foi sim... EU: _E foi bom pra você? ELA: _Foi massa, quero de novo... É muito boa essa sensação... EU: _Tas viajando, né? Tu deve cheirar uma lança empurrada...
Nisso, meu pai e meu cunhado aguardam a qualquer momento o pai dela se pronunciar, mas ele também leva na esportiva.
ELA: _Oxe, eu já boazinha EU: _Tá? ELA: _Tou... EU: _Faz um quatro então! ELA: _Olha aqui... (E faz)
A mulher que está com ela diz: _Ele tá pensando que tu bebeu...
ELA: _E tu, tá bem? EU: _Eu tou... Toda vez que faço endoscopia eu apago, não lembro de nada... Por isso assim que acordo eu já sento logo pra ver se dói. ELA: _E tu já fez quantas? EU: _Essa é a segunda! ELA: _Oxe, do jeito que tu fala dá pra parecer que já fez um monte... EU: _Eu, não. Mas meu pai fez um montão, umas 60, sei lá... ELA: _Foi mesmo? MEU PAI: _Foi sim. Teve uma época que precisava fazer de 3 em 3 meses. ELA: _Eu queria fazer sem anestesia, pra ver como é, porque eu também não lembro de nada. MEU PAI: _Nem diga isso. Eu já fiz a cru, e é horrível a sensação! ELA: _O sr. já fez por onde?!?!?! (cara de assustada)
A essa altura, meu pai, o pai dela e a acompanhante já riam sem parar, e eu e ela totalmente sérios, conversando e pensando que tudo estava normal.
EU: _Quem é ela? Tua mãe? ELA: _Não, minha irmã, kkkkkkkkkkkkkkk. Ah "fulaninha", se fudeu!!! Ele tá achando que tu é minha mãe, kkkkkkkkkkkk. Tá vendo como tu tá velha???
Olhando assim, até parece que foi um diálogo normal, mas nem metade disso eu lembrava, só decorei porque toda vez que meu pai ou meu cunhado vão contar a alguém como foi meu pós-endoscopia, todo mundo se acaba de rir com cada detalhe. Vale salientar que normalmente eu cochilava entre um diálogo e outro, assim como a tal garota, que não sei nome, idade, nem nada. O pai dela foi muito paciente com nossa conversa, e até se divertiu com nossas frases desconexas. Quanto ao exame? Foda-se, um dia todo mundo tem que morrer mesmo, pra que saber do resultado. Mas que foi engraçado, isso foi!
Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h09
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