Nada combinado presta
É aquela velha frase: nada combinado presta. E não presta mesmo. Desde o momento que soube que Marcelo Camelo estaria lançando seu CD solo em Recife, no Coquetel Molotov, eu quis ir. Combinei com todas pessoas que possivelmente iriam, dentre elas Adson e Ilanna (que agregaria Bebel, Nati e outras). O problema é que os dias foram passando, eu não comprei meu ingresso e outros compromissos me tiravam desse show. Era só questão de tempo para eu anunciar minha desistência, e eu o fiz. Na noite da quinta já estávamos decididos à irmos pro Jardins (eu e Adson), porque além de estarmos sem ingressos, nossa amiga Cecília (Bradley) estaria fazendo uma festa ali e contava com nossa presença, a Nox provavelmente seria o nosso fim de noite.
A sexta começa mais tranquila do que o esperado, a manhã acaba e nada pra fazer. Vou no comitê da Zona Sul e logo em seguida no Central, resolvo algumas questões da festa do domingo. Na volta, páro na casa de Mendonça para levar material para Ilanna. No semáforo seguinte encontro um ex-chefe e velho amigo. Vou almoçar. No final da tarde começa o agito, são 17h e começam a chegar jobs. É a coca-cola, suvinil... Meus planos vão por água abaixo. Ou não.
Consigo sair por volta das 18:55 e ao melhor estilo hot wheels de ser, chego no comitê central as 19:15 em tempo de ir na comitiva para a caminhada de Casa Amarela. Ainda no caminho, Ilanna me liga. Bebel não vai mais e ela (que até então não sabia que eu havia desistido) pergunta se eu vou, porque havíamos marcado e ela não quer ir só. São 20:03 e o show tá marcado para 21h, lá do outro lado da cidade. Detalhe: meu carro está no outro extremo. Pegamos trânsito, a caminhada atrasa e entre outros contratempos pegamos um táxi (Eu, Adson e Fred) e seguimos para onde nossos carros estão. Eles pegam seus destinos, eu, o meu. Só páro rapidamente para lavar o rosto e escovar os dentes. Banho, nem pensar... Me sinto sujo, barbudo e cansado, mas 1 hora e 12 ligações após a primeira as 20:03, Ilanna já tá lá na fila do Teatro da UFPE e eu no meio do caminho. Hot Wheels entra novamente em ação e em menos de 15 minutos estamos lá, tentando trocar os ingressos pelas pulseiras que dão acesso ao teatro. Com um pouco de sorte conseguimos trocar sem muito esforço, agora é só sentar e esperar Camelo tocar. Certo? Ainda não...
Outras bandas e músicos ainda passariam pelo palco, de todas atrações (exceto Camelo, claro), a melhor é Shout Out Louds (Suécia), que tem um sonzinho muito agradável e presença de palco muito boa também. Passa de 1:00 e Camelo vai entrar. Porra, é bem o perfil dele NÃO tocar música de Los Hermanos, uma vez que ele estava ali para divulgar seu novo disco. Já estava conformado. O show começa e as músicas do novo disco começam a surgir e envolver à todos. A primeira grata surpresa do show dele era lo que Ilanna havia citado como possibilidade: Ele chama ao palco a pequena Mallu Magalhães, uma garotinha FODA (que vou deixar para falar amanhã, pois ela será a principal atração do sábado) que canta com ele a música que gravaram juntos e ele emenda na segunda grata surpresa e canta, com ela, "Morena", dos Los Hermanos. Eu e as mais de 3 mil pessoas ali presentes vão ao delírio. Ela vai embora e ele canta outras. Infelizmente o show vai chegando ao fim e resolvemos sair antes pra não pegar muito trânsito. Certamente uma noite inesquecível. O jardins e a nox ficaram pra lá, mas quem quer saber? Coisas mais importantes ficarão pra sempre em minha memória, como Ilanna me ligando pra ir "salvá-la" da solidão; ela na frente do teatro, LINDA, com a aparência de pelo menos 4 anos mais velha, algo que me deixou "de cara"; o show da banda sueca e, é claro, Camelo dando show e ainda convidando Mallu Magalhães. Sem contar nas caras e bocas que Ilanna fez todo o show. É por isso que eu digo: ela é e sempre será a melhor companhia.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 02h55
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Detalhes e outras coisas
Detalhes são detalhes, correto? Nem sempre. Um detalhe pode acabar mudando todo o sentido da coisa, mudando o rumo da história e desvendando o principal mistério. Por exemplo: algumas vezes citei aqui as minhas aventuras e desventuras de amor. Falei de quando fui morar em Natal por causa de uma namorada e algum tempo depois ela que veio pra Recife por minha causa. Falei também que no São João do Mídia encontrei uma prima minha que morava em Natal e que estava locando os equipamentos pro evento. Falei também que amor de primo nunca acaba. Sabe o que eu não falei? Que essa prima é aquela namorada de tempos atrás. Não que eu ou ela devemos alguma coisa, afinal, toda família sempre soube da nossa relação assim como os amigos mais próximos. Hoje em dia estamos bem, cada um na sua, com sua história e rumo diferentes. Se foi bom? Foi muito, mas passou. Aí você me pergunta o motivo dessa revelação. Aí eu te respondo: _Recentemente estive com uma pessoa (também especial) que me lembra muito essa prima querida, e confesso que bateu saudades (da prima, e não da namoradinha). Toda história minha passa por Natal. Aquela que me fez ir morar lá; aquela que me esperou enquanto eu ia pro carnatal, e não fez barraco na minha volta; aquela de lá que até hoje é fundamental pra mim e ninguém consegue mudar (alguém tem algum palpite?); aquela namorada que levei pro reveillon de 2006/2007; a outra que levei pro reveillon 2007/2008... Natal é mais que afrodisíaco, Natal é apaixonante. Mas eu me apaixonaria por Amanda em qualquer lugar do mundo, conhecê-la lá foi só pra dar climinha.
Revirando o baú dos comentários não aprovados achei um com tamanha futilidade. No meio de coisas sem sentido, o autor (acredito mais que a autora, coisa de mulher mal comida, sabe?) deu total ênfase à aparência de uma terceira pessoa (tão menos importante quanto aquele (a) que escrevia) e usou a seguinte expressão: "corpão". O que seria um corpão? Um ser com três metros de altura ou dois de largura? Enfim, e daí? Aí eu te digo: cada um investe no que acha importante, correto? Pelo menos eu acho! Vou além, atualmente eu tenho um carrão, um computadorzão, um notebookzão, uma camerazona, um celularzão, um empregão, um reconhecimentozão... Afinal, investi no que me trás renda, retorno. Se um dia eu quiser vender meu corpo, aí sim eu invisto nele. Por enquanto eu me contento em ter paz, saúde, amor, família e amigos de verdade. Um dia, o bonito fica feio, mas o bem sempre será o bem.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 12h22
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Enquanto a lenda do meu livro não fica pronto (é, tou escrevendo, mas vai demorar), soltarei aqui alguns fragmentos, até mesmo porque nem sei se será publicado. Não havia momento mais oportuno para começar a escrever senão o de profunda reflexão que me encontrava. Nessas horas não há consolo, palavra ou algo que te deixe melhor. Por mais que amigos e familiares apoiem, mas nunca será suficiente, pois as respostas pros seus problemas estarão bem ali dentro de você. Mas como achá-las? Bem, isso eu não sei responder, mas enquanto essas perguntas não são respondidas, lá vão algumas dicas que para mim foram preciosas: _Escute uma boa música. É bem verdade que à princípio você só irá ouvir o que te lembra aquilo que por hora você queria esquecer, mas não desista. Tome gosto pela coisa e revire seu baú. Busque canções que te lembram fatos anteriores ao início daquela história que acabara há pouco. Vale à pena também conhecer coisas novas. Músicas, traduções, bandas, cantores, estilos. Novidades são sempe bem-vindas.
_Coma. Como diria no popular, eu "sou magro de ruim", porque como horrores. Aproveite que só o seu gosto agora conta. Coma o que tiver vontade, mas coma bem. Novos restaurantes, temperos, chefs, lanchonetes. A rotina do relacionamento somada com as contas à pagar (se você, como eu, não tiver nascido em berço de ouro) nos privam de certos exageros que até pouco eram bem mais comuns e nem eram considerados exageros. Comer bem não é luxo, é necessidade, é bem estar. A vida só vale a pena pelo que aprendemos, amamos e comemos (nos dois sentidos), por isso eu digo: COMA.
Beba. _Com responsabilidade e segurança, obviamente. Tente novas combinações, novos ambientes, bares, companhias. Extravaze. Uma vez ou outra não tem problema, só certifique-se que não causará problemas ou consequências desastrosas. Alcóol e direção não combinam.
Gaste. _A melhor parte da história. Gastar é muito bom. Aproveite que as despesas diminuíram e que não tem mais ninguém (ou ninguéns) te sugando e realize seus sonhos de consumo. Roupas, sapatos, laptops, celulares, camêras, eletro-eletrônicos, acessórios (óculos, relógios e outros mimos), farras, baladas, viagens. Exageros? Cometa-os, mas tudo dentro das suas possibilidades. Não se esqueça de guardar uma reserva, pois o amanhã é incerto. Troque de carro (ou compre um), faça aquela viagem dos seus sonhos, invista em algo, compre um imóvel ou faça tudo de uma vez. Eu recomendo!
Verbalize. _Ponha pra fora tudo que te incomoda. Fale o que pensa. Faça uso de seu direito de liberdade de expressão, os outros que achem ruim.
Comendo, bebendo, falando, gastando e ouvindo uma boa música não tem como continuar triste. Se amando mais, os outros (e outras) também irão te amar mais. Nada como mudar de ares. Mas tome cuidado, a inveja tem sono leve, portanto, não faça muito barulho.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h07
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Lógica Zero
Você reúne em um mesmo show bandas como Chiclete com Banana, Timbalada, Banda Eva, Saia Rodada, Aviões do Forró, entre outras. O evento é realizado na área externa da maior casa de shows do NE (Chevrolet Hall), já que seu interior não comportaria as mais de 60 mil pessoas ali presentes; Monta quatro camarotes: um comercial, um entre os dois palcos, outro de um patrocinador e o último de outro, ambos do mesmo grupo. Tudo isso com patrocínio master da Coca Cola que até mudou o nome do evento para Coca Cola Zero Music Festival - A lógica zero da música no Recife Indoor. O que pode dar errado? Muita coisa... Primeiro: tumulto total nos camarotes. Excesso de público, calor insuportável. Bebida quente. Segundo: tudo muito misturado, público diferente do que costumávamos ver nesses ambientes. Terceiro: em um evento que começa às 17h e rola até às 6 da manhã, é inaceitável que antes mesmo da meia-noite a bebida acabe (a que estava sendo vendida), até porquê o patrocinador é uma empresa de bebidas. Por volta das 23:30 acabaram a cerveja, água, refrigerante e gelo. Só estavam servindo whisky e vodka sem gelo (isso sim é lógica zero). Só depois das 3 da manhã é que consegui encontrar bebida novamente, creio que devem ter reabastecido, pois o bar ficou sem vender nada durante horas. Mas, alguns shows foram excelentes. Bom mesmo foi encontrar "a minha galera", da militância, as minhas amiguinhas queridas. Os brothers também estavam por lá. Era um "oi" pra lá e pra cá à todo instante, bom demais. Depois que meu prefeito (isso aí, sou babão, e daí?) foi embora (devido ao compromisso com três casamentos na mesma noite, onde ele e Taciana seriam padrinhos), aí foi a hora de circular. Eu era o próprio nômade. Não queria ficar parado em um só lugar, até porque estávamos espalhados com vários pólos de animação (hsuashahushua). Pista, camarote normal, palco, camarote VIP, andei um bocado. Saímos de lá era algo depois das 4 da manhã, eu tava moído, até porque o dia tinha sido corrido. Acordo no sábado já cansado da noite anterior (na sexta, saí da agência era quase 21h e fui jantar no Portal do Derby. Um boa carne e uma boa bebida. A conversa se alongou por mais tempo do que eu esperava), resolvi algumas coisas em casa, almocei e fui pegar o pessoal. A primeira parada é na casa de Gegê (Bandeira), de lá seguimos para buscar Street (Rodrigo A.), agora só falta Ilanna (que liga sem parar, até porque estávamos atrasados). Seguimos para o comitê. Com uma hora de atraso, começamos a reunião. Adson, Kosh, Rafael, Leo e mais uma galerinha. Definidos os pontos dos próximos eventos, é hora de voltar pra casa de Ilanna. De lá, sigo pro Chevrolet, o resto eu já citei aqui. Passado então o sábado, acabo queimando dois compromissos de campanha no domingo e acordo ao meio-dia. Ainda com o corpo quente eu pulo na piscina pra curar a ressaca e fico curtindo um churrasquinho em família à base de refrigerante, não tava afim de beber. Vou pro PC adiantar algumas coisas e de noite aniversário do meu primo, jantar em família é sempre bom. Durmo cedo, e amanheço hoje pronto pra mais uma semana de trabalho puxado. Reta final das eleições e muita coisa ainda pode mudar. No geral, cada dia mais certo que nada é por acaso. Segue trecho de uma rápida conversa de ontem com uma das minhas tias: TIA: _E ----, cadê? EU: _Tá com a louca da ---------! TIA: _Agora é louca, né? Mas antes.... EU: _É, antes o louco era eu! ahsuashuasuasuas
Todos concordaram.
Namastê.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 11h23
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