Começo a postagem de hoje ao som (e vídeo) de Los Hermanos, em uma casa (quase) vazia. Minha mãe acabara de chegar de mais um transplante que entre procedimentos técnicos, jurídicos e cirúrgicos durou toda a madrugada e início desta manhã de domingo. Meu pai foi à chácara, alimentar os cachorros e colher alguma coisa. Além de inspiração, o DVD gravado no último show da banda, lá na Fundição Progresso me dá a tranquilidade para tentar conciliar razão e emoção em meu texto.
Falando em algo bom parar assistir, por estar de molho devido uma forte gripe e amigdalite, ontem fiz um "non stop" de LOST e assisti os 23 episódios da terceira temporada mais um resumo das duas primeiras. Hoje pretendo assistir a quarta.
O que Los Hermanos e Lost tem em comum? Além das três primeiras letras, são "vícios" encurtidos em mim por ex's. Sou altamente influenciável (quando quero ser), e consigo me adaptar a bastante tipo de mudanças, novas experiências e estilos de vida. Iniciei minha fase Los Hermanos ainda na época da UNICAP, quando fazia Ciências da Computação e pegava carona com um vizinho. Diariamente escutávamos "O Bloco do Eu Sozinho", e Todo Carnaval Tem Seu Fim era nosso hino. Só que foi uma fase passageira, pouco tempo depois estava abusado de L.H., até que iniciei meu relacionamento com a garota da agência (alguém lembra da declaração feita em meio ao Recifolia? Onde o cantor parou o trio em frente aos principais camarotes e mandou ver no recado. Tiro e queda!) e ela era viciada no som deles, foi dela que escutei a frase: "_Escutar Los Hermanos faz bem pra alma." E faz mesmo! Passada minha rejeição à banda, virei o maior fã que Recife pudera conhecer, e tenho a certeza que atualmente gosto mais do que a responsável por isso. Ponto pra ela.
LOST. Não sou fã de TV, mal assisto. Na época estava passando a primeira temporada na Globo, mas como eu realmente NÃO assisto TV, não sabia da existência ou conteúdo de mais uma série americana, mas as conversas no MSN com aquela que em 2 anos se tornaria minha esposa e pouco tempo depois, minha ex, sempre eram interrompidas pela série. Era um tal de: "_Vou lá que vai começar LOST." Eu sempre mandava a mesma piadinha: "_Porra, LOST?!?!?! E quem perde sou eu..." Como chegava mais cedo no trabalho e a curiosidade havia sido despertada, comecei a baixar os episódios e assistí-los no trabalho mesmo. Muitas vezes até no horário do expediente. Aquilo se tornou (mais um) vício. O bom é que já estava no fim da segunda temporada nos USA, então pude assistir uns 50 episódios meio que de uma vez, 2 ou 3 por dia. Ficava mais fácil compreender o que se passava e acompanhar o desenvolvimento da trama sem perder ou esquecer nenhum detalhe. Ontem resolvi retomar a sequência, e para relembrar, assisti um resumo e depois a temporada (terceira) que havia parado no meio. Se ela ainda assiste? Pouco me importa, ela só foi uma ponte para me fazer chegar ao seriado.
"Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade? A lembrança no espelho, a esperança na outra margem"
Poderia também dizer que uma ex minha me viciou em chocolate, outra em Jorge Vercilo, uma em Mousse de Maracujá... Enfim, cada uma que passou acabou deixando a contribuição pra me tornar quem eu sou. Bom ou mal, eu sou isso.
Falando em mal, o desespero e desequilíbrio nunca poderá ser visto de maneira positiva. É fato que todos temos alguns momentos de aflição, angústia, medo de tentar, vontade de desistir. Muitos apelam, uns chantagiam, ameaçam, mente. Outros não fazem nada, outros fazem tudo.
"Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade? Na falta de algo melhor nunca me faltou coragem"
Nesse cenário eu me vi há pouco mais de uma semana. Pessoas em total desequilíbrio proferiam mentiras e mais mentiras na intenção de romper com a harmonia daqueles que recebiam aquela visita tão inoportuna e fora de hora (não pode ser descrita de outra forma, se não falta de educação, classe, ética, boa conduta, etc, etc, uma visita à uma família que não se tem intimidade ou memso afinidade após das 23h. Mas o que esperar de pessoas como essas? O pior possível), mas que por total educação os receberam com a atenção que eles não mereciam. A conversa não fugiu ao esperado, todos estavam preparados e mesmo a hora não sendo a mais propícia, mas o recado foi dado de ambos os lados. Uns, buscam vingança, trazem mentiras e tentam causar medo com suas ameaças infudadas. Outros, buscam justiça e se baseiam na lei e na constituição para dar cada novo passo. Nada é feito por acaso, tudo se tem um fundo, um chão, uma base.
"Se eu soubesse antes o que sei agora erraria tudo exatamente igual..."
A semana seguiu na sua rotina, e uma gripe com amigdalite chegou para atrapalhar meu final de semana em Natal, mas nada que eu não possa fazer no próximo.
"Se eu soubesse antes o que sei agora iria embora antes do final..."
Projetos dão certo, outros dão errado. E segue a vida.
"Surfando karmas e DNA não quero ser o que eu não sou eu não sou maior que o mar..."
E quanto aos que por aqui passarem, novidades estão por vir. Não falem mal, não falem de mim.
"Surfando karmas e DNA... na falta do que fazer, inventei a minha liberdade!!"
PS: Roubei a idéia do blog de Manno (Goes) e os trechos da música que inseri no contexto de hoje foram retirados de "Surfando karmas e DNA", que não é de L.H., e sim, de Engenheiros do Hawaii
Escrito por J. Marinheiro Filho às 10h22
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