Querido diário...
"Hoje eu tou feliz. A festinha ontem foi tuuudooo!!!" Ah, eu não seria tão gay assim, não mesmo. Se bem que hoje eu só queria falar das minhas últimas 24 horas, é, exatamente das últimas 24 horas. Saí da empresa por volta das 19h (são 19h12) com destino minha casa. Calma, calma, antes, na hora do almoço, Ilanna foi me buscar para resolvermos algumas coisinhas da festa. Pronto, posso voltar às 24h. Chegando em casa fui jantar, tomar banho, fazer a barba... Saí era umas 20h40 e ainda precisava abastecer. Chegando lá tava tudo correndo perfeitamente, organização, bebida gelada, bandinha tocando (em seguida os DJs), segurança, o pessoal chegando aos poucos. Não demorou muito pra casa estar lotada de gente bonita. Coincidências à parte, adorei conhecer a galerinha, é sempre bom fazer amigos. Como sempre, não faltou um bom som, uma boa bebida, uma conversa agradável e companhias melhores ainda. Ilanna, Bebel, Gegê, Street, Carol, Duda... amigos de muito tempo, amigos de pouco tempo e amigos daquela hora. Tudo é válido, o importante é ser feliz. Ilanna até dirigiu meu carro (Gegê também), não faltou nada. Depois de 2 tentativas fracassadas em duas selects, paramos no Laça Burguer. Impossível parar lá e não encontrar alguém conhecido. Mais papo, mais diversão. Dormi era umas 4h30. Não sei se com a mensagem dela, mas acordei às 12h40 e vi que havia uma mensagem recente no celular pedindo que eu ligasse, mas quando liguei, Ilanna não lembrava o que era, até porque já fazia mais de 2 (é, DOIS) minutos que ela havia mandado, portanto já havia esquecido. ¬¬
Ao sair do quarto escutei aquele barulhinho de água e ao confirmar minhas suspeitas eu pude ver minha mãe na piscina. Antes mesmo do primeiro xixi do dia eu já corria em direção da água e um pulo desajeitado molhou todo o cabelo da minha mãe (que não queria molhar, claro). Um pouco de internet e o almoço em seguida. Mais internet e resolvo lavar o carro (após 15 dias sem lavar, meu pai perguntou se eu havia enterrado o carro, pois mal dava pra ver que o carro era preto). Lavo o carro e ao entrar em casa novamente (a essa altura já sozinho, pois meus pais haviam ido visitar uma tia minha que estaria em fase terminal, no hospital) a piscina me faz aquele convite tentador e eu não resisto. Ligo o som no volume que eu quis escutar e me joguei na água. Já era o início da noite e havia escurecido. Uma hora depois, contente e com frio eu fui tomar aquele banho quente. Um dia simples e feliz.
Eu bem que adoraria terminar esse texto falando dessa fase tranquila que eu vivo, mas infelizmente enquanto escrevia eu recebi a triste notícia que minha tia falecera há alguns instantes. Minhas orações serão para ela, para que ela encontre um bom lugar e esteja melhor do que quando sofria devido à triste doença. Eliane, vai com Deus.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 20h46
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Escrever, escrever, escrever...
Irei escrever sempre, mesmo que me falte inspiração. Irei escrever sempre, mesmo que me falte tempo. Irei escrever sempre, mesmo que me falte palavras. Irei escrever sempre, mesmo que me falte o ar. Irei escrever sempre, porque escrevendo eu me mantenho vivo.
Toda sexta-feira rola happy hour na empresa que trabalho. Cerveja, whisky, aperitivos... Amigos, colegas de trabalho, um bom papo, uma boa companhia. Lembro-me que quando entrei nessa empresa eu passava direto pelo pessoal e até levava o nome de chato, anti-social, dominado, etc. Não queria beber ou conversar com ninguém, não iria dar motivos para brigas ou confusões. Como eu estava errado... É tão bom conversar besteira, falar da vida e do trabalho. Participar da vida dos outros e deixar que participem da sua. Até compartilhar o mesmo copo com uma colega do trabalho tem toda uma história, um contexto. Hoje não foi diferente (tá bem, hoje é quinta, mas quem importa? Para quê regras ou normas? O bom é inovar...), e embora o grupo etílico fosse reduzido a três pessoas, foi bom saber da história da empresa, dos empresários. Finalmente me senti parte da família Infinito, e às vésperas de, quem sabe até estar saindo de lá, tudo pode mudar e eu agradeci em pensamento por ter vivido esses sete meses ao lado de pessoas de todos os tipos, algumas "do bem" e outras um tanto quanto complicadas, mas todas importantes. O trabalho me cansa, os clientes me sugam, mas é gratificante saber que seu trabalho é reconhecido e valorizado e que te consideram parte de toda uma história.
Sabe o que ainda é melhor que isso? É você receber uma ligação de seu "xodó", pedindo um favor, você fazer sorrindo e em alguns outros minutos ouvir aquela frase da voz mais linda do mundo: "_Você é meu anjo da guarda!"
Não quero que melhore, só não precisa piorar.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 23h32
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As canções que eu fiz
Lembro que eu tinha apenas 15 anos Tinha tantos medos e planos E quase que inimigo nenhum Lembro dos teus olhos vivos e castanhos E eu achava tão estranho Nosso jeito tão comum...
Meus amigos onde estão? Cadê as rodas de violão? Na cantina da escola, Brincando de passar a bola, Matando aula de religião
Podem levar, meu nome Podem levar as canções que eu fiz Mas ninguém vai levar de mim A chance de acreditar Que o bom da vida é a gente ser feliz
Podem levar, meu nome Podem levar as canções que eu fiz Mas ninguém vai levar de mim A chance de recomeçar De ensinar ao mundo A ser aprendiz....
(Manno Goes)
Escrito por J. Marinheiro Filho às 14h40
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Falar por falar
Tem coisas que eu gostaria de escrever aqui mas tenho receio da interpretação das pessoas. Por exemplo, nunca falei o motivo de não ter apagado a tatuagem. Nunca falei o que realmente penso sobre uma, ou melhor, duas determinadas famílias, etc, etc. Sei que a liberdade de expressão me protege e que tenho todo direito de falar o que penso, mas a sociedade não está preparada para pessoas sinceras feito eu. Grande parte dos problemas que eu tive na vida foi por falar a verdade. Não me lembro de ter problema por mentir, sempre ao contrário. Não me arrependo, fiz o que achava que devia fazer e sempre fui assim, então quem quiser que me aceite ou me evite. Costumo ler um blog (cujo título eu peguei emprestado para essa postagem) bastante interessante. Seu(s) autores(s) não são conhecidos, ninguém assina os textos, o que deixa sempre algo misterioso no ar. Só nos resta imaginar de quem seria autoria daquilo que se lê, se o texto retrata algo que aconteceu ou que só foi imaginado.
No meu caso é diferente, 99,9% do que eu escrevo é algo que eu estou passando ou passei. Antigamente só entrava aqui quem eu "mandava" ver algo ou um ou outro curiso, mas isso era bastante raro. Eu podia escrever o que bem entendesse que ninguém ia ver mesmo. Não sou nem penso em ser dono do blog mais acessado da web, nem espero ficar entre os 10+ do país, mas confesso que às vezes me assusta quando estou em um determinado lugar e alguém se aproxima e falar que sabe da minha história, que via minhas fotos no orkut antes de existir a opção de bloqueio de álbuns, e mais que isso, que vê meu blog e sabe o que eu passo.
Repito: _É estranho... não sei o que um monte de palavras e frases soltas podem chamar atenção de tanta gente. Orkut ainda vai porque tem fotos, recados de terceiros, novidades, encontros, possibilidades... Mas um blog P&B e sem graça? Agradeço os mais de 1000 acessos mensais, mas repito pela terceira e última vez de hoje: _Me assusta saber que sabem tanto sobre mim, pessoas que eu nem conheço. Mas, por outro lado, espero que cada dia tenha mais coisas interessantes para registrar compartilhar.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 00h25
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Tchau, I have to go now
Sou fã do Jammil e obviamente não perderia o Luau por nada. Esperamos esse show por mais de um ano (eu e Ilanna), e a data se aproximava. A notícia do show no dia 22/11, anunciado ainda durante as eleições nos deixou pra lá de empolgados e quanto mais o dia se aproximava, mais aumentava a ansiedade. Além da diversão, também seria dia para fazer negócios. Duas semanas antes do evento veio o balde de água fria: uma prima dela iria casar exatamente no dia do show e ela não poderia faltar ao casamento. Decepção é a palavra que melhor define. Mas o mundo gira, sempre é assim. Uma semana antes do tão esperado Luau e do casamento, Ilanna me liga feliz da vida:_Tu não sabe quem vai tocar no casamento da minha prima... Eu: _Quem? Ela: _Jammil!!!!
Caralho, eu fiquei feliz demais por ela, porque de certa forma assim ela não iria perder o show. Chega o sábado. Ingresso na mão, chego ao local do show e já vou logo encontrando Karlinha e o pessoal do programa dela. Ligo pro empresário da banda e vamos conversar e acertar alguns detalhes. Tudo tranquilo, a banda chega, falo com o pessoal, Karla faz a matéria dela, o show começa. Entre idas e vindas do palco pro público, um palhaço resolve tentar estragar minha noite e faz uma ceninha digna de novela das 19h. O que tinha tudo pra ser o "the end" foi na verdade um empurrão pro outro programa da noite. Meu telefone toca e sou intimado a comparecer no casamento. Estou no meio da cidade (geograficamente falando) sem a chave de casa, meu pai está na Zona Sul e eu moro na Zona Norte. Vou pegar a chave com ele e volto VOANDO pra casa, preciso tomar banho e colocar o terno e tal. A festa acontecia a pouco mais de 30km da minha casa e já passa das 22h30. Após me enrolar um pouco com o percusso, chego lá e finalmente minha noite está salva. Ilanna, Taciana, Isabela, Andrea, todas estão lindas. Mendonça, Zé Fernando, Pitanga, João Marinho, todos impecáveis. A banda chega e lá vamos nós (eu e Ilanna) falar com eles. Até brinco com Manno sobre a velocidade que eu troquei de roupa e ainda cheguei no casamento antes dele, o show vai começar. Tuca, Beto, Manno... JAMMIL é foda e o show rola num astral melhor do que o do Luau e não podia ser diferente. Deinha (de Paula) me acha no meio da multidão que mais parecia um bloco do carnatal onde ao invés de abadás os foliões estão a rigor. Não seria exagero comparar com uma micareta, porque o que seria um casamento para 1200 pessoas tinha, fácil, mais de 2 mil. A noite estava perfeita, não podia melhorar, mas melhorou. Não vou citar nomes pra não esquecer de ninguém, mas tinha bastante gente conhecida por lá. Depois do show incrível de Jammil rolou uma combinação de 3 DJs (pra mim a loira era um traveco...) umas 4h30 Ilanna foi embora e já com o dia claro, lá pelas 5h30, fui embora e levei Deinha. Música, amigos, Jonnie Black, Champagne, Jammil em dose dupla, muita música, muito som, muita conversa.
Uma noite inesquecível onde muita coisa rolou e deixou a certeza que ainda mais está por vir.
PS: E como sempre, ELA me atendeu quando eu mais precisei.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 14h52
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