A foto

Aquela não era mais uma foto, não era uma imagem comum. Aquela seria A FOTO.
Em uma das voltas que o mundo dá uma amiga em comum me ofereceu sua senha do orkut, para que eu pudesse bisbilhotar a vida alheia quantas vezes eu quisesse, mas não era de meu feitio. Eu nunca criaria um "fake" para saber da vida dos outros, assim como faziam. Eu não iria usar do orkut de terceiros para espiar albuns ou recados pois nem bem iria me fazer. Entrei, entrei uma vez e deixei uma amiga entrar para ver o que desejava mas escolhi não seguir aquele caminho. Aquela vida não seria minha nem havia porque eu fazer parte daquele jogo. Se nem as visitas do meu perfil eu havia desativado, porque fingir ser quem não sou uma vez que eu tanto condenava quem assim fazia? Nada justificava.

Diversas vezes amigos, parentes, amigas em comum (até porque incrivelmente muitas delas me procuraram ou se tornaram amigas apenas de 5 ou 6 meses pra cá) me ofereceram fotos, informações ou qualquer coisa do tipo, prontamente recusadas por mim. Nesse dia primeiro foi diferente. Aquela foto recebida iria mudar toda uma história. Sei que não foi ao acaso, mas também não sei o motivo. Penso que pode ter sido "plantada", até porque dali eu espero tudo (de pior, claro) e nada mais me assusta.
Como ela estava diferente. A minha pequena não estava mas tão pequena assim. Se a intenção era me derrubar o feitiço irá virar contra o feiticeiro e só me deu forças. Parece redundante, sempre falo isso, mas cada dia mais eu sei do que quero e como vou chegar lá.

Sobre o texto anterior, nada de novo, a não ser muitas dúvidas e complicações oriundas de novas situações. Vamos esperar pra ver. A propósito, já li o primeiro livro do ano, estou indo em frente nos meus objetivos. Li A FORÇA DAS NOVAS IDÉIAS, da Senadora Kátia Abreu. E incrivelmente ainda não bebi esse ano.



Escrito por J. Marinheiro Filho às 23h37
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A primeira sexta-feira

O futuro e o passado sempre andam lado à lado quando a pessoa em questão é o Marinheiro aqui. Nunca muda tudo completamente, sempre tem algo a ver com algo que já foi ou quase foi, nunca é 100% novo.
Cada vez eu gosto mais de revirar o baú das lembranças, sempre acho coisas interessantes.
Assim que acabou a quinta edição do Big Brother Brasil eu fiquei assessorando os ex BBB's, em especial Karla, a Karlinha, a qual nos aproximamos muito e construímos uma amizade muito especial. Era comum eu ir buscá-la em sua casa e algum tempo depois, ela já de carro vir me buscar na minha casa para sairmos, viajarmos (eu sempre dirigia depois que ela chegava aqui) ou apenas irmos visitar algum amigo dela que se tornaria amigo comum.

Em meio à tantas pessoas eu acabei conhecendo uma amiga de Karlinha que sempre foi um exemplo de pessoa. Menina dedicada, direita, inteligente, esforçada, linda e muitas outras qualidades, daquelas que encanta e conquista qualquer um. Ela era só uma menina, devia ter lá seus 16 anos, nunca nem havia namorado.
Por inúmeros motivos, alguns até bem óbvios nós nunca nos aproximamos muito mas também nunca perdemos o contato.
O tempo passou e eu vivi tudo que todo mundo tá cansado de saber, ela por sua vez, namorou e passou quase 3 anos com o mesmo garoto. Era comum encontrá-los na fila do cinema, volta e meia, eu sempre acompanhado também (por namorada, noiva ou até mesmo esposa) cumprimentava os dois e íamos ver o filme na mesma sala. Foram vários os encontros casuais "ela, ela e o namorado dela, eu e minha namorada...". Passou mais algum tempo, aconteceu o que todos também já sabem e recentemente retomamos o contato. A essa altura a vida dela já havia girado bastante também até que resolvo chamá-la pro show de Jota Quest e Natiruts, no último sábado. Até que combinamos tudo direitinho, mas na hora "H" ela acabou desistindo. Sem problemas, imprevistos acontecem. Terça-feira foi o último dia útil do ano, como já falei aqui. Na saída do trabalho resolvi ligar para ela que falou que estava no shopping e eu fui ao seu encontro, como também já falei.
Entre mais alguns desencontros e desistências finalmente nos encontramos nessa sexta-feira, a primeira do ano. A pego em casa e vamos ao Shopping Recife pegar um cineminha conforme combinado. Mas combinado pra quê se nada combinado dá certo?
Depois de darmos de cara com uma fila gigantesca abandonamos a idéia do cinema e mudamos totalmente os planos. Passamos para pegar um casal de amigos e seguimos para o Guaiamum Gigante onde Karlinha e o namorado já estão na fila de espera há quase trinta minutos. Mais quinze minutos entramos. Realmente comecei o ano com o pé direito, a noite foi perfeita. Horas depois nos despedimos todos, Karlinha se oferece para levar o outro casal e eu vou deixá-la em casa. Uma sexta-feira igual à essa por mês e eu nunca mais precisarei tomar um calmante sequer.

"Vai ver era só dizer
a ela assim
Moça, por favor
cuida bem de mim"



Escrito por J. Marinheiro Filho às 02h30
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O primeiro do ano

Pobre é foda... Viro o ano trabalhando e começo 2009 já pagando contas.
Reclamações à parte, não imaginava que seria tão bom trabalhar pra Coca-Cola em pleno reveillon. Tudo bem que a idéia de romper o ano na festa do Beijupirá da Praia dos Carneiros, em Tamandaré, acompanhado de belas garotas e ainda recebendo uma quantia significativa para isso não era das piores, pois de qualquer forma eu havia decidido passar a virada em uma festa em praia.
Após jantar com meus pais eu fui buscar as irmãs Rafa e Bruna. Com o horário super curto eu tentei compensar no trânsito e ao chegar na Ponte do Pina eu estava a cerca de 100km/h. Para a minha surpresa bem no final da ponte haviam cones que direcionavam os veículos e os obrigavam a reduzir a velocidade. Um fusquinha na minha frente freiou bruscamente e me obrigou a freiar também exatamente na hora que um guarda levantava um cone derrubado por um outro veículo. Ele olhou para minha cara e falou:
_Tá correndo demais. Por favor, encoste ali.
Parei uns 20 metros depois, à direita. Outros policiais vieram checar habilitação, documento do carro, lâmpadas do veículo e me liberaram. Quando já ia saindo o tal guardinha lá que me mandou encostar perguntou se haveria algum problema em realizar o teste do bafômetro. Como era o primeiro dia que eu não bebia desde o dia 12/12 eu falei que não haveria problemas. Fechei o carro e o acompanhei.
Ele foi calmamente preparar o equipamento e eu, já apressado perguntei se iria demorar muito, pois tinha um compromisso de trabalho. Ele falou que não, mas passou a fazer uma cera irritante, além de dizer que meu atraso não era motivo de correr tanto e que só não iria me multar porque não estava com radar daí não tinha como comprovar a velocidade que eu estava. Cinicamente eu falei que estava a 60km/h, velocidade permitida na via e sorri.
Policial: _Sopre aqui por cinco segundos sem parar.
Eu: OK. E soprei uns 10 segundos. A máquina não saiu do 0,00.
Policial: _Sopre novamente até eu mandar parar. (Ele não acreditava no resultado da máquina)
Eu: Tá bem. E soprei enquanto havia fôlego.
Policial: _Sopre mais forte.
Eu: _Se eu soprar mais forte que isso eu vou estourar meus pulmões!
Policial: _Encha o peito de ar e sopre pela última vez até a máquina apitar.
Eu: _Tá bem. Soprei por uns 30 segundos. A máquina começou a apitar após os primeiros 10 segundos, ele tentava puxar o equipamente e eu não deixava e continuava soprando só de sacanagem.
Ao ver o 0,00 ele não tinha mais o que fazer, olhou de cara feia e mandou que eu não corresse mais. Perdi uns 15 minutos e segui para pegar as meninas.
Como a viagem seria longa resolvi parar logo para sacar algum dinheiro e abastecer o carro.
Puta merda, como odeio gente burra, na moral. Não havia ninguém no caixa eletrônico e um cara entrou 2 segundos antes de mim na select e se dirigiu ao equipamento. Ele não levou menos que dez minutos. Primeiro brigou com a máquina para colocar o cartão; errou umas duas vezes a opção escolhida e apertou a tecla anular umas 15 vezes; tirou o saldo (não entendo como as pessoas cultivam a esperança que o dinheiro irá se multiplicar. Porra, dinheiro não dá cria não! Se não diminuir, aumentar é que não vai); passou mais alguns longos instantes analisando o saldo até que finalmente resolveu sacar. Lá se vai mais uns três ou quatro minutos. Não satisfeito, confere o dinheiro mais umas quatro vezes (como se tivesse alguém para ouvir sua reclamação em caso de erro), tirou a carteira do bolso, guardou o dinheiro lentamente, olhou para os lados, ajeitou o saco e finalmente resolveu partir. Me deu vontade de perguntar se ele não iria se despedir de mim já que havíamos passado tanto tempo juntos que já havíamos construído um relacionamento.
Abastecido e com dinheiro no bolso finalmente vou ao encontro delas.
Com exatos trinta minutos de atraso seguimos para nosso destino.

Para minha surpresa a estrada está ótima, ao menos até Suape. Passada a entrada de Suape pegamos o primeiro mega engarrafamento que só acaba uns 4 ou 5km depois em uma blitz policial. Finalmente a estrada está livre novamente. Ou não. Já depois da entrada de Porto, passando por Ipojuca um novo engarrafamento. Esse ainda maior. O motivo: um acidente entre veículos onde um ficou completamente destruído. O SAMU estava lá recolhendo os feridos, não sei dizer se houve vítima fatal. Penso no sofrimento daquelas famílias que no último dia do ano passam por momentos delicados e mentalmente eu peço à Deus para nos acompanhar na ida e volta.

Se era pra chegar lá às 23h nós chegamos às 22h55, ninguém pode reclamar. Trabalho de coordenador/supervisor é assim: Quando temos motorista o supervisor não faz nada e finge que controla o trabalho da equipe e quando não tem, o supervisor vira motorista e mais uma vez finge que trabalha. Dezenas de telefonemas depois o relógio marca meia-noite e então é 2009. A primeira visão que tenho do novo ano são os coqueiros iluminados naquela bela praia, seguidos da queima de fogos e do forte abraço das irmãs. Quando o cansaço bate eu vou dormir no carro mas as meninas acabam me chamando para fazer companhia à elas, já que a essa altura o alcóol já tomou conta dos presentes e a macharada resolve assediá-las. Não é que minha presença os afastam? E a paz volta a reinar. Entre cochilos e conversas encontro bastante gente conhecida. Se eu fui pra lá para fugir do agito e das mesmas caras de Recife eu até que reduzi bastante mas não evitei os "encontros", até primos meus estavam por lá.

O dia amanhece e vamos tomar nosso primeiro café da manhã, digno de um reveillon. Em seguida a primeira Coca-cola do dia e a primeira seção de fotos. Já de roupa trocada nós seguimos em direção à praia para que as meninas pulem suas sete ondinhas e tiramos mais fotos ainda. É chegada a hora da volta. A estrada parece interminável e nem a famosa "esticada" que dou na velocidade não diminui o percusso. Paro em Porto de Galinhas para deixar Rafa, que resolve ficar por lá até o domingo. Sigo com Bruna de volta para Recife. A viagem é bem tranquila. Uma boa conversa, uma boa música, uma excelente companhia. Por volta das nove da manhã eu a deixo em casa e vou dormir.

O primeiro dia do ano foi para não fazer nada. Levantei antes das 17h para comer e checar e-mails, aproveitei para atualizar o orkut. Após comer mais uma vez eu fui jantar e dormir. Um dia tranquilo até demais. Sobre o que falei no começo desse texto já começo o ano pagando contas e hoje pela manhã enfrentei uma fila básica em um banco particular para pagamento de um título vencido. E o pior: havia dinheiro na conta no dia do vencimento, paguei R$ 89,14 de juros e enfrentei uma espera de quarenta minutos na fila por puro descuido. É mole?

Agora que o ano começou só me resta correr atrás das minhas metas para 2009. Cada uma atingida eu farei questão de escrever aqui, para felicidade de muitos e para o desdém de outros.



Escrito por J. Marinheiro Filho às 12h56
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Último dia do ano

O ano só acaba hoje, mas pra mim ontem foi o último dia.
Último dia de trabalho, último dia com os amigos, último dia de reuniões, último dia no shopping, último almoço oficial.
Trabalhei, comi, bebi, aproveitei. Fiz tudo que eu queria. O dia foi mais ou menos assim:

Acordo tarde e vou trabalhar. O trabalho está tranquilo e não faço quase nada, conversar e checar e-mails (além de escrever) ocupa minha manhã e seguimos para o almoço.
Passamos em um supermercado recém-inaugurado e depois paramos para almoçar no Gio. Acabo o ano pecando pois não tem como não cometer o pecado da gula e comemos o bastante pra três refeições. Passamos no shopping para alguns acertos e compras para o reveillon. Voltamos para empresa. O tempo passa, conversamos mais um pouco e é chegada a hora da reunião e treinamento da Coca-Cola. São quatro homens e 8 lindas mulheres na sala, melhor, impossível. Por volta das 17h30 aquele bom e velho happy hour que se estende até as 19h30. De lá ainda sigo para outro shopping para encontrar uma velha amiga, alguém tão especial e que merece toda minha atenção. A noite ainda está só começando, ao contrário do ano que se acaba. Passamos menos de duas horas por lá e ela vai jantar com o pai. Sigo meus planos e meu caminho, pois para que eu alcance meus objetivos no novo ano, terei que fazer minha parte à cada dia.



Escrito por J. Marinheiro Filho às 13h08
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Dois mil INOVE

Estava procurando em meus registros quais planos eu havia feito para o ano de 2008. Devo ter imaginado um monte de coisa e esperado um outro tanto mas nas últimas vezes que escrevi em 2008 só falava das dúvidas, incertezas e tristeza que passava por aquele momento. Não sabia o que queria nem o que viria, estava em meio uma turbulência.
Agora é diferente, continuo triste, em parte, mas ao menos sei o que quero e pretendo para 2009. Como não pretendo acabar com esse blog nem tão cedo, vou deixar aqui algumas metas para o novo ano e daqui a 12 meses eu vejo o que consegui, desisti ou não realizei e assim terei uma idéia melhor do que acontece com nossos objetivo e sonhos ao longo de um ano.

- Ter a guarda (compartilhada ou integral) da minha filha;
- Ir pro Rio de Janeiro (possivelmente em Janeiro ainda);
- Ir ao show de Alanis;
- Ir ao show de Coldplay, em São Paulo;
- Assistir uma corrida da Fórmula 1 (no autódromo, claro);
- Realizar 3 eventos para grande público;
- Lançar um novo artista e/ou banda;
- Terminar de escrever meu livro (mesmo que não seja publicado, pois sei das inúmeras dificuldades para tanto);
- Trocar meu carro em um Chevrolet Captiva;
- Esquiar;
- Fazer algum investimento em Natal-RN;
- Ir à algum musical;
- Trazer uma peça teatral pro NE;
- Ter mais um filho e SER PAI (isso pode ficar pra 2010, dependendo do caso);
- Montar meu escritório;
- Viajar pelo interior do estado (PE) para fortalecer minha campanha à Dep. Estadual em 2010;
- Ajudar alguma ONG ou Associação de Moradores em caráter permanente;
- Praticar alguma atividade física;
- Fazer um curso (técnico, superior ou de idioma);
- Ler 12 livros (um por mês eu acho que dá);
- Passar menos tempo na internet;
- Ter alguma composição minha gravada e lançada;
- Tirar um cabaço (brincadeira, não resisti. Tava sério demais pra ser eu);
- Conhecer Noronha;
- Amar ainda mais do que amei em 2008;
- Ser e fazer alguém feliz!

Não sei se ainda escrevo algo esse ano, se der tempo e eu tiver algo de interessante (ou não), eu escrevo, caso contrário, FELIZ 2009 para todos que porventura aqui passarem, e imitando o comercial de TV (já que volta e meia alguém me imita também, a exemplo da música "Amor pra recomeçar" que usei aqui e pouco tempo depois o Banco do Brasil usou em sua campanha. Volta e meia acontece isso com canções e temas que uso. Será que tem alguma agência publicitária de olho no meu blog?) em 2009, INOVE.



Escrito por J. Marinheiro Filho às 12h43
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A cozinha da janta

Em maior parte dos anos que vivi na casa dos meus pais nós tivemos empregada mas em alguns momentos dividíamos as tarefas domésticas. Dividíamos é maneira de falar, pois por eu ser o mais novo e o único homem (morávamos eu, meu pai, minha mãe e minhas duas irmãs) acabavam dividindo os afazeres ente minha mãe e irmãs. Era comum ao final da refeição escutarmos a seguinte frase: "_A cozinha da janta é sua". Isso era o bastante para dizer que aquela pessoa acabara de ganhar a missão de lavar os pratos do jantar. Essa expressão "lavar os pratos" também me rendeu uma piadinha com minha irmã do meio em uma noite que ela seria a responsável e, interessado em brincar com um jogo que ela havia ganho recentemente eu disse que se ela me emprestasse o brinquedo eu lavaria os pratos. Ela topou na hora e eu, cheio das graças, corri para a cozinha e retornei em poucos minutos com um sorriso no rosto quando na frente da família reunida na sala eu disse: _Pronto, pode pegar o jogo, eu já lavei os pratos. Enquanto ela foi buscar minha mãe foi conferir como eu havia arrumado tudo em tão pouco tempo, no que ela nos chama na cozinha para que alguém termine a limpeza, já que apenas os PRATOS estão limpos. Os talheres, copos, xícaras, pires, panelas e tudo mais que não fosse um prato estava sujo. Minha irmã na hora mandou que eu lavasse o restante, eu já com o joguinho na mão falei que não ia lavar, pois havia me oferecido para lavar os pratos e que se ela queria dar uma de esperta, o esperto era eu. Minha mãe sorriu e me deu razão, até porque trato é trato e minha irmã foi lavar o restante com aquele olhar de quem vai te atacar a qualquer momento.

Não posso dizer que gosto de arrumar a cozinha, mas me considero um excelente dono de casa. Já morei só, já morei com primos, já morei com tios, já morei na casa da sogra (experiência essa que não desejo nem ao meu pior inimigo. Pensando bem, eu desejo ao meu inimigo sim!) e sempre tentei ajudar nas tarefas domésticas. No final do ano passado e início desse ano eu estava tão acostumado a lavar os pratos que uma vez até em uma confraternização da empresa em uma casa de campo eu fui chamado atenção pela minha então esposa por estar recolhendo os pratos da mesa e levando em direção à pia, como se fosse lavá-los. E se ela não tivesse falado, eu iria mesmo. Tava foda, mesmo com empregada em casa (na casa dos meus pais) quando nós vínhamos jantar aqui eu acabava lavando os pratos, quando ela e minha mãe falavam para que eu deixasse na pia para que fossem lavados na manhã seguinte quando a empregada chegasse.

Hoje eu fiz o mesmo e ao acabar o jantar que eu mesmo preparei eu recolhi tudo e fui lavar. É como disse uma vez: lavando os pratos você está fazendo terapia, você pode ocupar as mãos e deixar a mente livre para refletir. Lavando os pratos ninguém te incomoda, ninguém se aproxima, ninguém oferece ajuda. Tá estressado? Vá lavar meia duzia de pratos!



Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h57
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Sea, sex and sun

O que é o tempo? Como definí-lo? Como explicá-lo?
O tempo pode passar mais rápido pra você do que pra mim. O tempo corre, o tempo voa. O tempo só não volta. Ou volta?
Seja como for eu vou fugir do tempo e eescrever as coisas na ordem que eu bem entender. Vamos começar por hoje.

Após acordar as 14h com uma das piores ressacas da minha vida (só não digo que o whisky era falsificado porque o casamento era de rico) eu passei o dia todo na cama, saindo apenas para almoçar e retornando em seguida. Só alternava entre deitado e sentado, mas sempre na cama. Não posso reclamar, o dia foi bem tranquilo. Essa preguiça toda me rendeu até bons papos e reencontros no msn, abrindo assim novas portas e horizontes. Bate a fome e então é hora de jantar. Após mastigar a última porção do jantar eu vou tomar meu banho e me arrumar, pois hoje à noite promete com o pré-reveillon do Chevrolet Hall.
Depois de algumas desistências e alguns desencontros estamos entrando no camarote da Globo. Ah, isso me deu uma saudade dos tempos de solteiro, dos inúmeros shows e bicadas que tomamos ali naquele camarote. A casa não lota e o show demora a começar. Ainda sob ressaca, minha noite se resume a 4 burns e 2 águas de coco, mas nem por isso deixei de aproveitar.
Revi amigos, contatos, colegas. Vi até um cachorro (vira-latas, claro) tentando arregar o camarote e indo embora em seguida. A primeira banda é Natiruts. Seu show poderia ter sido melhor, mas não decepcionou. Alguns sucessos, outras músicas novas e até mesmo um momento inusitado quando o vocalista falou:
_Dizem que estamos perdendo nossa identidade musical porque hoje em dia nós não tocamos apenas reggae, pois já que é assim vamos avacalhar de uma vez e vamos tocar axé.
E não é que tocaram? "Ae, ae, ae, ae, ê, ê, ê, ê, ô, ô, ô, ô..." quando tocaram "A estrada", de Cidade Negra, eu até que tentei ficar triste por me lembrar de quando e onde havia usado aquela canção, mas não consegui, as feridas já cicatrizaram e eu me senti mais feliz ainda por isso. A banda tocou apenas uma hora, tempo igual ao intervalo até Jota Quest subir ao palco.

Super produção... FODA o show de Jota Quest. Palco, luz, painel de led com sincronização total entre vídeos exibidos e canções tocadas. Impressionante. Sem dúvida nenhuma o melhor momento foi quando cantaram "Mais uma vez" (te tenho com a certeza de que você pode ir, te amo com a certeza que irá voltar...) pois é essa a saudade que eu gosto de ter, a lembrança que eu faço questão de guardar. Ela viajou, tá longe de mim mas a guardo no melhor cantinho do meu coração. Outras lembranças também vieram. "Só hoje" me lembra a declaração no meio do Recifolia pra uma outra ex; "Além do horizonte" me lembra a minha entrada "triunfal" no salão de festas no dia do meu casamento, onde eu estava com peruca, óculos de sol gigante e outros adereços. Acho que sei porque fazem isso e distribuem brindes na festa, porque é o único momento que a família da noiva consegue demonstrar o que pensa à respeito do noivo e o transforma em um verdadeiro palhaço.
O show é muito bom, rola num astral massa. Pra não dizer que não faltou nada, faltou FM e Mirella, faltou Fernandinha. Quando o show está acabando todos resolvem ir embora e nessa hora eu lembro que estou no camarote da Globo, pois camarote de rico é assim: todos vão embora e ainda sobram latas de burn, cerveja, refrigerante, água mineral, chivas 12 anos... e pobre é assim: sai levando o que sobra para "não estragar". Que nada, leva porque não vai perder a boquinha, não é mesmo? E eu escrevo esse texto dando os últimos goles no burn que trouxe como recordação. Brincadeira... Cada um saiu com um burn na mão, pobre ou não.

Para chegar ao nível de ressaca que me encontrava no dia de hoje, após ir pra Tamandaré logo cedo, voltar para almoçar no Só Caldinho Camarão e ter várias reuniões à tarde, eu cheguei em casa ontem à noite as 19h26 e tinha um casamento às 20h. Só me restava acelerar o ritmo e me arrumar feito louco. Tudo bem que não conhecia muita gente na festa e fiquei meio deslocado no início, mas além da minha mãe e de outras pessoas próximas, johnnie me fez companhia por toda a noite. ele sim é meu amigo e não me abandona quando preciso. Feliz ou triste ele sempre toma conta de mim. A cerimônia foi muito bonita e o juiz que a celebrou era muito espirituoso e comunicativo. É claro que qualquer idiota que já tenha casado acaba se lembrando de seu casamento quando vai à algum. Peço cada vez mais forte as doses de johnnie. As pessoas fazem tudo para me animar mas de nada adianta. Eu vejo um bebê, eu lembro da minha filha, eu a quero comigo, eu quero ir embora, eu quero beber...
Por volta de 1h minha mãe resolve ir embora e me chama, que prontamente estou de pé seguindo para a saída. Após entregar o bilhete ao manobrista eu vejo a van da banda D'Breck estacionar bem na frente da entrada e quando pergunto se eles vão tocar lá eles dizem que sim. Mando o manobrista estacionar meu carro novamente e convenço minha mãe à voltar pra festa. Aí começa a festa pra mim. mais johnnie, menos gelo, mais brilho, menos controle. Até sambar eu sambo. Por alguns momentos me sinto um verdadeiro idiota ao lembrar que em meu casamento minha mãe havia pedido duas senha extras para levar as filhas do seu chefe (nesse caso irmãs do noivo do casamento de ontem) porque elas queriam ir pra festa para ver Almir Rouche cantar, muito educadamente eu falei que meu casamento não era show e que elas comprassem ingresso para vê-los em qualquer outro lugar, não na minha festa. Puta merda... Porque antes de negar ou ceder as senhas eu não pedi fotos das meninas? Certamente a minha festa teria sido bem mais bonita, por assim dizer. Enfim, não conseguia olhar para outro lugar. Uma delas dançava de uma forma apaixonante, fazia mesmo de propósito, ela sabia que tava por cima... Duas horas depois resolvemos ir embora de verdade (minha mãe resolve, pois por mim ainda estaria lá) e hoje, ao acordar eu tenho a grande surpresa: Não é que ontem eu ainda entrei no msn e falei com algumas pessoas? Tudo bem que eu estranhei quando acordei usando o notebook de travesseiro, mas não fazia idéia que tinha falado com pessoas. Mico total, mas nada comparado à quantidade de merda que falei pra menina do cerimonial. Totalmente sem noção...

É, essas festas ainda acabam comigo... e sobre o título é um trecho de uma música nova de Jota Quest, muito legal por sinal.



Escrito por J. Marinheiro Filho às 05h36
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