Promessa é dívida
Promessa é dívida, e o final de semana cumpriu com o prometido. Após o show de Alanis e o after show, dormi menos de 3 horas e já tinha que sair novamente. Paro algumas vezes para resolver algumas coisas e sigo para pegar Carlinhos, que a essa altura já havia me ligado mudando o ponto de encontro e mandando para eu seguir pra casa da mãe dele. Pé quase na estrada e vamos pra casa de Almir para deixar meu carro e irmos em um veículo só. Seguimos para Itamaracá, pois o primeiro compromisso estava marcado para as 10h. Com poucos minutos de atraso, nós finalmente chegamos lá na arena montada ao lado do Forte, alguns convidados já estão lá (juntamente com Iúri Leite e cia) e outros vão chegando com o passar do tempo. A partida de futebol estava prevista para começar às 11h10, pois iria passar no telejornal local (da Globo). A partida em si não começa pontualmente, mas no horário marcado, o time de artistas pernambucanos já trocam algum passe no campo de areia de praia. Nesse momento os atores da Globo chegam e a partida tem seu início. Sei que devo esquecer alguns nomes, mas basicamente jogaram bola: Almir Rouche, Nonô Germano, Nando Cordel, Petrúcio Amorim, Leo - Cascabulho, João do Morro (figura total, só lembrei de Ilanna. Até tentei ligar pra ela mas não consegui), Maciel Melo, Zé do Carmo, Guga - Pagunça, Sílvio Costa Filho - Secretário de Turismo do Estado, e os atores Thiago Rodrigues, Sidnei Sampaio, Rafael Cardoso, Kadu Moliterno e Cleiton Moraes. O jogo seria com dois tempos de 10 minutos. No primeiro tempo Petrúcio Amorim abre o placar e Nando Cordel aumenta. No início do segundo tempo, Petrúcio Amorim faz seu segundo gol e deixa o placar com 3x0 pros donos da casa. Globo é Globo e não deixaria nunca seus artistas perderem assim e o tempo que deveriaser de 10 minutos se torna 35, para que aos 34 o Thiago Rodrigues faça seu quarto gol (isso mesmo, ele fez os quatro gols dos globais na partida) e vire o jogo, mas aos 35 minutos o jogo é empatado e a decisão vai pros pênaltis. Desafiando a lógica o artilheiro do jogo perde a cobrança e também o jogo, mas tudo é festa. Lembro-me de alguns fatos interessantes: 1 - João do Morro mandou o seguinte comentário antes da partida: _Viram um cara preto, do morro, criado na rua, maloqueiro, daí me chamaram porque imaginam que eu jogo muito, mas se &%¨#@#%, porque eu não jogo é nada! 2 - Thiago Rodrigues fez cara feia, como se estivesse com raiva, após todos os seus quatro gols e não comemorou nenhum, mas sorriu bastante quando perdeu o pênalti. 3 - Cleiton Moraes joga muito, muito mesmo, e dividiu vários lances com Zé do Carmo e Almir Rouche. 4 - Kadu Moliterno ganhou o troféu "Xarope do dia", pois além de não jogar nada, ainda fez um falta dura (empurrou um jogador) e não aceitou a marcação do juiz. Quando o time adversário foi efetuar a cobrança da falta ele chutou a bola pra longe e abandonou o jogo. 5 - Um dos assessores do Secretário Sílvio Costa Filho o aconselhou que parasse de jogar, pois sua atuação deprimente poderia fazê-lo perder votos. 6 - O Governo do Estado, realizador do evento, falhou feio quando não colocou seguranças no local e como era aberto ao público, foi difícil conter os fãs que invadiam o campo a todo instante para tirar fotos com os artistas. Saindo de lá fomos para a granja (sítio) de Clóvis, em Igarassu, pois além de ser aniversário dele, nós estávamos com fome e Sabrina (esposa de Almir) iria levar a roupa do balé pra lá. Muitos rostos conhecidos, pessoas queridas, amigos, colegas do meio em que trabalho. Foi bom passar lá, ainda aproveitei pra tomar algumas doses do bom e velho Jonhie Black com Redbull. É hora de voltar pra Ilha. O show de Ricardo Chaves se estende por mais tempo do que deveria, o que nos faz encurtar o nosso, já que no contrato havíamos deixado claro que teríamos que encerrar às 18h devido o outro show. Acabamos tocando só 45 minutos e ainda voltamos pra Recife para pegar algumas camisas para os músicos na casa de Almir). Só estamos nós 3 no carro e a banda já estava na estrada. 120, 140, 160 kmh/h... Mesmo tendo saído mais de uma hora depois da banda ainda passamos por eles na estrada. O carro dele anda bem (possivelmente será meu carro após o carnaval, estamos negociando, vai depender do $$$. Se alguém quiser fazer doação, é só avisar que deixo o número da minha conta aqui. Qualquer valor será bem-vindo) e chegamos em Arcoverde pouco depois das 22h. Passamos no local do evento para falar com o Secretário Albérico e depois vamos ao hotel tomar um banho e descansar alguns minutos. Por volta das 23h voltamos para o clube e antes das 23h30 Almir e banda já estão tocando. O show rola em um astral massa. A apresentação prevista de 1h45 de duração se transforma em 2h30 de muita música. O local está lotado e fazia tempo que eu não via tanta mulher bonita em um mesmo lugar. Impressionante, parecia que mulher feia não podia entrar. Levando-se em consideração que tinha umas 4 mil pessoas no salão e que 60% era mulher, lá havia PELO MENOS umas 1.500 gatas (isso já descontando as coroas e as mais ou menos). Mais redbull, mais whisky na cabeça e o show fica ainda melhor. Já depois das 2h seguimos para o restaurante onde nossa janta seria servida e chegamos no hotel já quase 3h. Não consegui dormir. Era muita informação, emoção, sensação, pensamento. Aquele dia estava gravado como um retorno triunfal. Como o próprio Almir disse no meio da apresentação de Itamaracá, durante uma canção qualquer e apontando pra mim: _É isso aí!!! Como nos velhos tempos! Porra, eu já tava há quase dois anos sem acompanhar assim em todos os shows. No carnaval do ano passado eu nem sequer fiquei no hotel com eles, eu sempre dividia quarto com Carlinhos (esse ano já reservei um single pra mim no Recife Pallace, estaremos todos no mesmo hotel) e agora o carnaval nem começou e já estamos lá juntos novamente. Muito, muito, muito bom mesmo. Essa é a vida que eu amo, que eu quero pra mim. Assim como na campanha política que eu me envolvo, entro de cabeça e me sinto vivo, durante o carnaval ou período que tocamos mais vezes (são joão, carnatal, reveillon, micaretas, etc) acontece a mesma coisa, é dedicação e companheirismo 24h por dia. As 9h25 (só serviam até as 9h30) descemos correndo para tomar café da manhã. Às 10h a banda pega a estrada e saímos depois das 11h. Assim como na ida, também saímos mais de uma hora depois mas encontramos o carro da banda quando paramos no tradicional e irresistível Rei das Coxinhas, em Gravatá. Lanchamos e seguimos novamente. Chegando em Recife nós deixamos Almir em casa para descansar e eu vou com Carlinhos (já em meu carro) para o local do outro show. Chegando lá já encontramos a equipe tomando uma enquanto a outra banda toca. Nos juntamos aos outros mas não bebemos. Resolvemos dar um pulinho no trio-elétrico da Luará para conferir o show deles e encontramos mais uma porção de amigos. O carnaval já está pegando fogo. Entre show da outra banda, troca de equipamentos e passagem de som, Almir só começa a cantas às 18h. O show rola até 19:30 e tem de tudo, de briga à paquera com crises de ciúmes por parte do desprezado. Vou levar Carlinhos pra pegar o carro dele e sigo para resolver minha vida. No caminho tento ligar diversas vezes mas não tenho sucesso, chego em casa cansado e sujo e um banho é muito bem-vindo. Janto, me organizo e recebo uma mensagem que me faz ligar de volta. E pensar que tá só começando... (escrito às 22h do dia 01/02)
Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h46
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Quem acabou?
A semana já começou com a missão de projetar, layoutar (criar imagens demonstrativas da idéia. Dar imagem à um conceito), finalizar e produzir uma área vip para 200 pessoas no show de Alanis Morissette, tudo isso em três ou quatro dias (já que o show seria na sexta-feira). O cliente era a Coca-Cola e o produto a nova embalagem de 500ml da Coca Zero. Um pré-lançamento. Fiz tudo com o maior prazer e minhas idéias foram 95% aprovadas, bastando apenas alguns ajustes. Na terça à noite ainda ganhei a missão (em mais uma das muitas idas ao Chevrolet Hall - casa de shows - dessa semana) de dar vida ao bar da Burn (energetico da Coca-Cola), criando desde sua arquitetura à toda sinalização (lê-se cardápio, fachada, móbiles, decoração, uniforme dos garçons, etc) aos adesivos que seriam aplicados nas taças do chamado Open Drink (um drink de boas-vindas. Uma mistura de espumante com burn). O detalhe é que só teria metade do tempo para fazer tudo, desde ter a idéia à entregar o material pronto e o bar montado para o cliente (deixando claro que eu não monto, mas tenho que entregar as chamadas "artes" finalizadas, ou seja, os arquivos prontos pra produção - que vai da impressão à montagem - ao cliente e fornecedores). Motivação não faltava, até mesmo porque eu já pretendia ir ao show de Alanis, e ver meu trabalho realizado com aprovação da diretoria nacional da Coca-Cola soava como uma leve realização profissional, tudo isso num open bar de fazer inveja. Mas nem tudo são flores. Por questões políticas (é, política meeeeeesssssmmmmooooo) o meu convite e o de Ilanna, que iria comigo, não chegaram e já estávamos em plena véspera do show. O que fazer? Nem tudo está perdido. Junto com o almoço da sexta, dia do show, chega um telefonema e Ilanna avisa que já está com nossos ingressos em mãos. O camarote da vez era o da GM. Sem problemas. Melhor ainda, diga-se de passagem. Para completar o time Vanessa e Cecília nos acompanham e lá estou deixando o carro na casa dela para o motorista nos levar. Ah, que saudades do tempo da campanha. Como ela mesmo falou, o programa de hoje lembrou e muito o show de Marcelo Camelo e Mallu Magalhães, resolvido meio que em cima da hora e terminando incrivelmente bem. Se depender da quantidade de gente que eu encontrei e que falou comigo no Chevrolet (Hall) eu estarei eleito ano que vem. Vanessa também não ficou muito atrás e era um "oi" pra lá, um "oi" pra cá. O camarote da GM não tinha uma alma conhecida, então a opção é seguir para o camarote da Globo, minha segunda casa. Passado algum tempo e depois de darmos uma volta pela pista, resolvemos voltar pro nosso local de origem e não nos importamos em ter alguém conhecido ou não, até porque somos quatro pessoas e estamos muito bem acompanhados. Sobre o show eu não tenho nem o que comentar. Alanis é foda. Repertório foda, presença de palco foda, tudo foda. Só lamento pela DJ que tocou antes dela que não se fez merecer nem a coca de 500ml que estavam distribuindo na saída, com uma apresentação e repertório bem mais que apáticos. Saímos e seguimos pra casa dela, precisava pegar o carro. Após rodar algumas vezes pela Zona Sul e darmos dezenas de telefonemas, acabamos parando mesmo na Pin-Up (burgueria/restaurante estilo americano). Comemos e bebemos mais um pouco (refrigerantes e milk-shakes, nada de alcóol) e conversamos mais ainda. O "oi" "oi" não para. Eita cidade pequena, mas é assim mesmo. Um dos assuntos abordados é aquela tradicional (ou tradicionais) pergunta(s) que todos fazem mas ninguém gosta de ser questionado, até citamos vários exemplos, como: _Quem acabou o namoro? Ou então o: _Por que? Ah, velho. Não tem pergunta mais desagradável que essa. Mas eu tiro de letra. No mesmo contexto eu falo que meu namoro acabou e ponto. Aguardem os próximos capítulos. Só pra não perder o costume e deixar cada vez mais claro ainda: Existem todos os tipos de pessoa, me relaciono e já me relacionei com cada uma... Mas o tipo que eu não esqueço, o tipo que eu não consigo nem quero me afastar e que o tempo só mostra cada vez mais o quanto são fundamentais pra mim são pessoas como Ilanna e Amanda, porque não precisa tá perto pra tá junto. São como o ar que respiro, eu necessito delas pra viver mas não preciso tá vendo pra saber que estão ali. Apenas amo. Agora eu chego em casa perto do dia clarear (só não sei que horas estarei postando isso aqui, até porque minha internet continua com frescura) e me preparo para sair já já, pois o final de semana promete! (Escrito às 4 da manhã do dia 31/01)
Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h36
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