No caminho de Israel
A quinta-feira foi foda, pensei que não sairia da empresa antes da meia-noite, mas como havia marcado pra sair com Milena consegui sair antes mesmo das 20h. Após passar em casa rapidamente para tomar banho e pegar algumas coisas que seria úteis no dia seguinte, vou buscá-la. A noite é ótima. Espumante francês, ice e red bull bem gelados só pra dar o clima. Vamos dormir às 5h para acordar às 7h. É hora de ir trabalhar. O dia de trabalho segue tão corrido quanto o anterior. Anoitece e os outros compromissos me aguardam. Mais uma vez vou pra casa tomar banhoe e aguardar Jorge que passa logo em seguida para irmos ao Clube Português (como Almir e banda estavam em Natal-RN para o carnarocas, ficamos responsáveis em organizar todos os detalhes do show no baile dos Artistas e cuidar de qualquer imprevisto). Os quatro litros de whisky com os red bulls no camarim fazem a hora passar voando e transformam o papo entre eu, Jorge, Braulio e Sabrina (que passava lá só para abastecer e fofocar) em uma conversa bem mais animada e empolgada. Por volta das 03h30 Almir sobe ao palco e o show dura pouco mais de uma hora e meia. Antes mesmo das 06h saímos do clube e 10 minutos depois estou em casa. Tenho que tomar banho e comer. Me deito às 7h, às 7h30 o despertador toca e devo me organizar para seguir pra Porto de Galinhas. Por volta das 10h estou na casa de Mirella para pegar FM e ela, que vão comigo. Uma hora depois chegamos à casa dele (já em Porto) e passamos na pousada da avó dele. O almoço é na Subway da praça, e vamos para casa tomar banho e sair novamente. Às 14h30 chegamos à festa de Priscila. Como todo ano, a festa é perfeita, desde a decoração ao buffet. Boas conversas, boas bebidas e muita diversão. O papo com o pai dela me deixa ainda mais animado sobre uma viagem que farei em breve com Almir e banda (depois comento melhor aqui) e sobre o carnaval. Rolam alguns telefonemas e até futebol eu jogo com Enzo. É hora da nargila. Para quem não sabe, a nargila é um tipo de fumo original e tradicional de Israel (a família de Guilherme, namorado de Priscila, é de Israel, portante ele se encarregou de levar) e tem diversos sabores. Embora tenha uma aparência estranha e seja consumida em um aparelho próprio, trata-se de uma substância permitida pela lei e de baixo teor tóxico, já que a fumaça passa pela água e é filtrada antes de ser puxada, além de não ser tragada. Deve-se puxar e soltar, ficando apenas com o sabor (tínhamos de canela e capuccino). É bastante relaxante. Cerveja, espumante, whisky, coquetéis... Fazemos uma verdadeira mistura e lá pras 21h, todos pra lá de pra lá (todos = aos poucos que ainda estavam na casa de Priscila, uma vez que todos os convidados já tinham ido embora, juntamente com os gaçons e pessoal do buffet, Iúri e Cláudia já havia se recolhido, Enzo já tinha ido tomar banho pra dormir e nós estávamos lá, firmes e fortes) vamos para a pousada da avó de FM, pois estava rolando o aniversário da irmã e do cunhado dele, desde às 17h. A festa está bem animada também, mas todos os motivos citados e omitidos me fazem beber bem de leve, em um ritmo mais lento e depois ainda vou pro carro. Fico lá tentando dormir (já que os mosquitos não deixam) até as 6h da manhã, quando vou pro quarto que reservaram pra ala masculina. E quem disse que ainda tinha vaga? Dez minutos de anunciarem que era pra irem deitar já não tinha mais lugar. Damos um tempinho e vamos pra casa dele às 7h30. Mais uma vez eu tento dormir (o calor que não deixa) e às 11h tomamos banho e seguimos de volta pra Recife. Resumo do final de semana: da quinta-feira até o domingo só dormir seis horas, uma média de uma hora e meia por noite. Desfalquei minha conta bancária de maneira bem assentuada. Recebi um outro tanto pelos shows. Revi e fiz novos amigos. Comprei quatro tequilas (Jose Cuervo) para o carnaval e comecei a preparar meu arsenal para folia de momo. Não tive ressaca. E agora chega a segunda-feira só pra desanimar....
Escrito por J. Marinheiro Filho às 23h42
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