De tudo, muito.
Saudades de escrever, de por pra fora o que me alegra e me incomoda. Os dias andam curtos (e as noites também) e os compromissos só aumentam, mas, fazer o quê? Também aumentam os planos, o retorno, o circulo de amizade, a experiência, as lembranças e tanta coisa. A sexta começou cedo pra mim (embora a quinta tenha acabado bem tarde) e ao tirar o carro da garagem meu pai me falou que passara mal no início da manhã, por volta das 4h30, quando voltava de sua caminhada diária. Puta merda... Como aquilo mexe comigo. Meu pai é o cara, uma história de vida foda e uma personalidade que não há quem não goste. Meu pai é nobre de coração, nobre de atitutes. Meu pai é o cara!!! Ligo para o consultório e em seguida para minha mãe, deixamos tudo marcado, eu tenho que trabalhar. Sexta-feira, vinte de março de dois mil e nove, dia do início do Festival de Verão do Recife - Ano 5. Meu contrato dizia que deveria estar lá as 19h, apenas com o roteiro que a Fabiana (mkt) da emissora iria me passar por e-mail, tudo muito simples. Ou não. Por volta das 10h30 um telefonema me avisa que devo estar às 11h45, pontualmente, no aeroporto para pegar o Luigi Baricelli. E meu trabalho? Eu largo as 12h, só poderia estar lá as 12h15. Ou não... Saio às 11h40 e as 11h49 já estou no aeroporto. Voei mais que a TAM. Ele desembarca e seguimos para o hotel, vou seguindo o carro da locadora. De lá, o almoço que deveria ser as 12h30 é transferido para as 13h30, devido uma reunião da Globo Nordeste que estava acontecendo no mesmo hotel, no Centro de Convenções. Estamos famintos, mas precisamos esperar. Uma hora nem é tanto tempo assim... É, uma hora nem é tanto tempo assim, mas quando a reunião demora e só somos liberados para o almoço às 14h20, não tem quem não esteja comendo as paredes. Seguimos para o restaurante junto com a comitiva da emissora. Mega atrasado (eu deveria estar no escritório às 14h), peço que o motorista me leve até lá (já que meu carro ficou no hotel) e vou checar o e-mail com o roteiro e release da banda, pois o Luigi fazia questão das informações antes do show para poder montar uma historinha. Ao abrir o e-mail vejo apenas as ordens da banda. Mãos à obra, e tenho menos de meia-hora para preparar tudo. Pequenos acontecimentos servem para animar meu dia, e como eu estava sem carro, pedi para que ambos (o motorista com o Luigi) fossem me buscar na empresa. O carro não tem nenhum insufilm (as populares películas que escurem os vidros) e foi engraçado ver a mulherada tietar, mesmo que de longe. Seguimos para o hotel, mas antes, voltando uma hora nesse tempo, estou ainda no escritório com aquela que de quase-sogra passou a amiga de verdade, e ironicamente eu mandava para ela o link do meu casamento com outra. Não teve nada de engraçado, mas foi legal poder narrar o casamento em terceira pessoa, pois em momento algum me senti ali. São 18h30 e estamos à caminho do Chevrolet Hall, o trânsito não ajuda e atrasamos um pouco, mas nada que impeça de chegarmos em tempo de aparecer no ao vivo do NETV. É, aparecermos mesmo, pois também tive o meu momento de "mãe, tou na Globo". O Luigi é uma simpatia e conversamos sobre tudo, de futebol à casamento; de qualidade de vida à filhos; de música à novos projetos. Sempre tem novos projetos, né? Como eu disse a Amanda: _Sou o homem dos projetos, pena que a porcentagem de sucesso deles ou dos que são realizado gira nos 5%. Mas nada vem fácil, um dia eu acerto. Fiquei feliz em saber que ele estréia como apresentador do Vídeo Show no próximo dia 13/04, data também que o programa muda de formato e passa a ser ao vivo. E tome mudanças... Um evento desse porte é fascinante de se trabalhar, mas não evitamos os encontros com pessoas que já passaram na nossa vida, seja no lado profissional ou mesmo pessoal. Muito bom encontrar amigos. Melhor mesmo é mantê-los, e fiquei bastante feliz em conversar totalmente de boa com o Gustavo (Jammil) e deixar que os fatos mesmo provem e mostrem que eu sou. Mês que vem estaremos juntos mais uma vez. Manno e Tuca eu nem falo mais, todo mundo sabe que sou fã de verdade e é um prazer enorme trabalhar com eles. Amigos, parceiros, ídolos. Pessoas que guardarei para sempre no hall das boas lembranças e boas pessoas. Isabel é um amor, do jeito dela, ela se mostra incrível, e sempre faz o que tem que fazer. É tanta gente, não dá pra falar. Do jeito infantil de Priscila à ligação de Mendonça, para me prestar um grande favor. Do convite irrecusável de Luigi à confiança que Iúri depositou em mim (em off), como diria Roberto Carlos: "São tantas emoções". Foi bom brincar com Claudia Leitte e o marido, falando que eu tinha participação moral no Davi, já que há um ano, no evento passado ela viu a barriga da gravidez da minha filha e comentou que aquele era um momento lindo e sonha em ser mãe. Um mês depois ela já estava grávida. Perguntas sempre haverão, o que importa é saber responder. Faço o que posso. Queria que o show durasse por uma eternidade. Sim, Victor e Leo também são incríveis. O show é redondinho e o profissionalismo impressionante. Engraçado pensar que tanta gente que se acha famosa e importante se acotovelava para tentar tirar uma foto deles, já que com eles era quase impossível, e eu estava ali, juntinho boa parte do tempo, conversando e rindo da vida, da carreira. Seria hipocrisia dizer que não gosto, mas me sinto feliz por saber distinguir o que é realidade e o que é o show business. No dia que algo me subir à cabeça, aí sim é dia de parar. Sabe o momento que mais marcou todo o dia? Quando ao sair de casa eu peguei alguns pacotes de biscoitos para dar para as crianças que ficam nos sinais, pois dinheiro eu não sou muito à favor (embora dê em algumas ocasiões, depois conto aqui minha estratégia) mas alimentar alguém que tá com fome é algo que não devemos negar. Meus planos mudaram quando um ambulante me ofereceu algo que não interessava, e nem dinheiro trocado eu tinha. Quando lhe ofereci os biscoitos seus olhos brilharam como os de uma criança, e ali eu senti a missão cumprida, pois não ofertei à uma criança, mas resgatei a criança dentro de alguém que possivelmente nem soube o que era infância. Não sou perfeito, mas se cada um fizesse isso uma vez por mês, ao menos, o mundo seria tão melhor... E quanto ao meu coração? Como eu conversava com Manno Goes alguns minutos atrás (pois saí na metade do show do Jammil e consigo ouvir daqui de casa os últimos acordes da banda), o coração tá bem, né? Tá batendo. Na hora H a gente pensa que era pra sempre, mas o pra sempre, sempre acaba e aparece alguém pra preencher aquele lugar. Detalhe, foi ele que falou sobre sua situação. Mas tem diferença da minha? Nando Reis é uma figura. Nada mais a declarar. Muita coisa boa aconteceu hoje. Amanhã eu tou lá só pra curtir (na verdade, hoje, pois já passam das 4h). Vou acompanhado, pois ninguém é de ferro e eu também mereço um pouco. Quanto à roer, se rato que não tem sentimento, rói, porque eu não posso? Namastê
Escrito por J. Marinheiro Filho às 03h44
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Tudo AZUL
A manhã daquela quinta-feira, 12 de março, estava quase acabando quando recebo um convite diferente: O voo inaugural da Cia. Aérea AZUL, que estaria iniciando suas atividades aqui em Recife naquele dia, e para tanto convidou pouco mais de 100 pessoas para um voo panorâmico, eu estava entre os 100. Chegando ao aeroporto fomos recebidos por orquestra de frevos e passistas, um verdadeiro carnaval. Havia muita gente da imprensa, o Secretário de Turismo - Sílvio Costa Filho (com quem eu teria uma reunião horas depois, e acabamos conversando um pouco no próprio aeroporto) entre outro tanto de pessoas. Parecia um embarque comum, fizemos o chek-in e seguimos para o portão 11. Todos à bordo, começamos a voar. A diretoria da empresa estava inteira, do presidente ao diretor de marketing. Todos falavam e lembravam que a empresa realmente se orgulha de ser 100% brasileira, onde as aeronaves (74 no total, com um investimento de 4 bilhões de dólares) são da EMBRAER, com fabricação em nosso país. O serviço oferecido também é diferenciado, pois além de tentarem ser mais simpáticos, atenciosos e cordiais que a concorrência, o serviço de bordo tem a filosofia de você comer o que quiser e quanto quiser, dando apenas as opções para que o passageiro escolha o que deseja e a quantidade. O espaço interno também é maior, embora as aeronaves sejam menores. Pra se ter idéia a distância entre sua cabeça e o encosto da cadeira da frente é de 79cm, e as poltronas são 6cm mais largos que o padrão internacional, tudo isso para proporcionar ainda mais conforto. No meio à tanta novidade (o voo seguiu de Recife até proximidades de Maceió, então retornando para pousar no aeroporto de origem, com duração de 45 minutos. O céu e o mar estavam especialmente azuis, parecia jogada de marketing) ainda fomos presenteados com duas passagens aéreas de ida e volta para qualquer trecho operado pela AZUL, um excelente presente para todos que ali estavam no lançamento oficial da companhia. Para onde eu vou? São Paulo, claro. Por falar em São Paulo, a AZUL não pousa nem em Congonhas nem em Guarulhos, mas tem voos diretos para Campinas (cidade que fica a 90km do centro de São Paulo, distância menor ainda que o tradicional aeroporto de Guarulhos) com tarifas de R$ 189,00, uma bagatela. Lembro ainda que oferecem o serviço gratuito de bus service, onde o ônibus da empresa te leva até São Paulo sem ônus algum. Podem voar de AZUL, vale a pena.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 21h46
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