Férias?
Tudo que eu queria era poder folgar, apssar o dia livre pra fazer o que tivesse vontade. Parete dos meus desejos se realizaram, já que não trabalho desde segunda e tou em casa sem hora pra dormir e acordar. Mas porra, pra que a conjuntivite? Não sou obrigado a fazer nada mas também não posso fazer porra nenhuma. Saco! Quarta-feira entro de férias e espero poder aproveitar conforme planejado. Acho que seguirei os passos do meu amigo FM (que retorna das férias no dia que eu saio) e o que importa é o destino, e não a companhia. Nasci só e é só que vou morrer, então é assim que devo me acostumar a ser.
"Ah se eu fosse marinheiro, era eu quem tinha partido... ...um amor em cada porto, ah se eu fosse marinheiro..." Porra, eu sou Marinheiro, então vamos fazer jus a essa merda toda. Namastê!
Escrito por J. Marinheiro Filho às 14h53
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Epitáfio
Realmente eu devia ter trabalhado menos e ter visto o sol se por mais vezes, mas não acredito que o acaso vá me proteger, pois normalmente acredito mais em destino. Ontem à noite conversava com Amanda sobre portadores da síndrome de down e hoje, enquanto preparava minha vitamina eu ouvia Ana Maria Braga falar sobre uma ONG de apoio aos portadores. Fiquei me lembrando da conversa da noite anterior, já que falávamos sobre a importância de incluí-los na sociedade e questionando sobre tamanha coincidência, quando a apresentadora falou, já em outro assunto, que não existia coincidência e tudo estava escrito. Segui para o trabalho já com a certeza de que aquele pequeno incômodo no olho direito se tratava de uma conjuntivite, mas como tinha bastante trabalho acumulado, fui para a agência. Adianto tudo que posso e venho em casa almoçar, daqui vou até a emergência oftamológica só para pegar a receita e o atestado, pois já sabia o que tinha. A médica me dá quatro dias e informa que meu caso é viral mas pode se tornar bacteriano. Pouco antes de entrar na sala uma revista é tudo que tem para passar o tempo. No índice logo percebo que tem algo errado, pois a publicação indica ter mais de 90 páginas e o bloco que tenho na minha mão não passa de oito folhas. Só tinha uma matéria inteira, o resto era propaganda. O texto falava sobre a importância da escrita no tratamento e cura de algumas doenças. Escrevendo os pacientes conseguiam, além de registrar em detalhes seu dia a dia, achar suas próprias respostas, vencer os medos e superar barreiras. A jornalista se baseou em pesquisas realizadas por várias especialidades médicas (muitos psicólogos) onde os resultados apresentados são impressionantes. Os antigos diários foram substituídos por blogs e o que era falta do que fazer se tornou uma verdadeira terapia. vale salientar que na noite anterior eu conversava com uma outra amiga sobre a escrita em minha vida, onde uma amiga dela dizia que pelos meus textos eu parecia ser alguém que buscava se encontrar. Mas é exatamente para isso que os blogs existem, afirmam os médicos. No decorrer do dia encontrei outras semelhanças com dias anteriores, mas prefiro não comentar. Imprevistos à parte, minhas férias foram confirmadas para o mês que vem e agora me programo para não desperdiçar um dia sequer. E sobre o e-mail anônimo que eu acreditava partir daquela que agia por imaturidade agora me parece vir de alguém bem mais experiente. Não tenho como saber, só me resta especular.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 19h37
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Diazinho...
Toda segunda-feira é chata, até durante as férias. Se não é férias, então... O trânsito não estava dos piores mas a minha concentração, sim. Perco a manhã inteira tentando criar uma marca (também levaria parte da tarde, até desistir. É, nem sempre dá certo) e sigo para os compromissos marcados na hora do almoço. Ao sair da gelada sala que trabalho (o termômetro marcava 17º) sinto aquele calor fora do comum. Tudo bem que moro em Recife e aqui normalmente é muito quente, mas hoje o calor estava absurdo. Ao ligar o carro o computador me informa que a temperatura externa é de 43º. Isso mesmo, quarenta e três graus. Nem a potência máxima dos dois condicionadores de ar conseguem esfriar o veículo. Passo na Globo, resolvo algumas coisas e paro para almoçar. Não curto muito comer sozinho, mas ultimamente passo bastante tempo em solidão mesmo (em todos os sentidos e sem fazer drama) portanto, almoçar seria só mais um momento para refletir. Eu estou desligado ao extremo, não sei se por sono acumulado de noites mal dormidas; se por pensamentos soltos em alguém que já se foi ou ainda não chegou; expectativa com minhas férias e com as muitas viagens que programei; excesso de trabalho; saudades da minha filha (que mês que vem completará seu primeiro aninho de vida); acúmulo de funções, responsabilidade e cobranças; sonhos; novos projetos e oportunidades que vem e vão... A demência é tamanha que consigo derrubar toda porção de beterraba por cima de mim. A camisa era algo em torno de verde musgo e grafite, mas após esse acidente ficou com muitos detalhes em tons que iam do rosa ao vermelho. Mico total! Fazer o quê? Relaxar e terminar de almoçar... A tarde demora a passar, os trabalhos não param de chegar. Paciência inexiste. Ah, como eu queria ELA aqui comigo. Ah, como eu queria outros momentos iguais. Ah, como eu queria terminar tudo em tempo. Ah, já não sei mais se me sinto capaz. Passa das 19h e não sei o que fazer. Tanta coisa em jogo, tanta coisa em mente, tanta coisa perdida, tanto que fica na gente.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 19h06
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Nem folga, nem companhia
Para quem pretendia ir ao Festival de Verão acompanhado, só para curtir, acabei indo só (embor alá não faltassem amigos e colegas de trabalho) e logo ao apresentar a primeira banda, o Hugo Esteves pediu que eu fizesse o mesmo trabalho com ele que fiz no dia anterior com o Luigi (ao menos a direção de palco e gravação das cabeças e encerramentos de bloco da transmissão da Globo, além dos flashs Ao Vivo). Eu poderia negar, mas como adoro o que faço, mais uma noite fiquei naquele ritmo absurdo e trabalhei até as 3h30. Eu estava um bagaço, fui dormir quase as 5h e acordei as 7h para ir pro curso (já falei que faço curso de Formação Política aos sábados de manhã?). Pedi licença e e saí as 9h30 para levar o Luigi ao aeroporto, tínhamos que sair do hotel às 9h45 para estar lá antes das 10h. Tudo cronometrado, pé no acelerador, consegui fazer tudo no tempo certo. Ainda paramos para conversar um pouco alguns minutos antes do seu embarque. Volto pro curso. A aula deveria acabar antes das 13h mas acabou depois das 14h. Chego em casa, almoço e desmaio. Acordo as 18h e vou pro Chevrolet Hall, o restante já falei aqui. E que venha o São João da Capitá, trabalhos, viagens e muito mais...
Escrito por J. Marinheiro Filho às 16h20
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