Ai que saudade da Amélia
Coincidência não existe. Isso é fato. Ontem, durante o banho algo me lembrou o que vivi uns 6 anos atrás. Comecei a comparar aquela de antigamente com aquelas que me envolvi nos últimos anos. Não dava pra comparar, há um abismo entre elas. O mundo gira e muita coisa muda. Mudamos, nos perdemos um do outro e seguimos caminhos diferentes. Ambos "casaram", viajaram, evoluíram seu lado pessoal e profissional. Não tinha que ser. Mas foi. Não voltaria a ser. Nem foi. Sinto saudades da maior companheira que tive. Comecei a traçar meus planos com ela. Meu primeiro carro. Minha primeira promoção (do trabalho). Minha primeira viagem de casal. Ela também teve suas primeiras vezes, que não me cabe falar. Foi especial. Foi intenso. Mas se foi.
Na aula de hoje (no curso de Formação Política) foi discutido o papel da mulher na sociedade, os paradigmas, preconceitos, feminismo, revoluções e evoluções ao passar das gerações, desde a Grécia antiga aos dias de hoje, e ao final, de modo irreverente e questionador encerramos a aula escutando a obra prima de Athaulpo Alves (melodia) e Mário Lago (letra). Então, somando às memórias, desilusões e ao fato que hoje em dia não se fabrica mais mulher como antigamente (mas Rafaela é muito especial e não demonstra ser como as outras), me junto aos dois citados acima e digo: Nunca vi fazer tanta exigência Nem fazer o que você me faz Você não sabe o que é consciência Nem vê que eu sou um pobre rapaz Você só pensa em luxo e riqueza Tudo que você vê você quer Ai, meu Deus, que saudade da Amélia Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado E achava bonito não ter o que comer E quando me via contrariado Dizia: Meu filho, que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade Amélia é que era mulher de verdade Amélia não tinha a menor vaidade Amélia é que era mulher de verdade
Às vezes passava fome ao meu lado E achava bonito não ter o que comer E quando me via contrariado Dizia: Meu filho, que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade Amélia é que era mulher de verdade Amélia não tinha a menor vaidade Amélia é que era mulher de verdade
Escrito por J. Marinheiro Filho às 20h28
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Novela ou filme?
Sexta-feira, 21h35 e estou assistindo a novela das 20h. Depressão? Falta de dinheiro? Não... Dinheiro até que falta vez ou outra, mas o que me deixa em casa nessa noite é a porra da gripe (será que foi a feijoada? ashaushausau). Uma cena me chama atenção, sempre que posso eu vejo. O personagem do Stênio Garcia, o Dr. Castanho trata com exemplos de uma doença (mais criminal do que patológica) que embora não seja contagiosa mas faz muitas vítimas: a psicopatia. Os psicopatas nem sempre são assassinos, como costuma se pensar, mas sempre acabam cometendo crimes sem o menor pudor ou peso na consciência. Eles usam de todas as ferramentas e estratégias que dispõem para atingir seus objetivos. No capítulo de hoje o médico explicava que a beleza associada a uma mente psicopata é a mistura mais perigosa que existe, principalmente se na mão de belas mulheres. Muitas delas são levadas à cometer tais delitos sem se dar conta da seriedade que aquilo representa, seguindo uma educação deturpada e conselhos maldosos acabam levando as belas mulheres à seguirem o pior dos caminhos, onde não existe amor, princípios, moral ou ética e uma vida financeiramente confortável pode valer mais do que qualquer outra coisa. Será que um psicopata nasce assim ou pode ser moldado pela família/sociedade? Não acredito que ninguém mude ninguém verdadeiramente, a essência continua sempre a mesma, por mais que escondida. Acredito que a educação interfira diretamente e mostre as diretrizes que aquele indivíduo irá seguir nos próximos anos e, possivelmente, por toda a vida. Só que as pessoas crescem e o mundo se mostra como é de verdade. Tem gente que consegue se livrar daquela má influência, mas sempre terá um choque de valores e fica difícil se colocar contra a família que esteve ao seu lado por toda a vida (o que as pessoas não enxergam é que, muitas vezes, as pessoas estão do seu lado não para te ajudar, e sim, para tirar proveito daquela situação). A verdade é que para você ser influenciado para o mal você deve ter, no mínimo, desvio de caráter ou personalidade fraca, porque toquei em banda de "mangue beat", fiz capoeira e não fumei maconha mesmo quando 95% das pessoas fumavam na minha frente, diga-se de passagem; fiz teatro por quatro anos e nunca dei minha bunda; e outras coisas que também convivi mas não absorvi. É uma pena ver pessoas que poderiam ter outra vida (talvez com um padrão um pouco inferior, mas certamente com mais amor e dignidade) desperdiçarem oportunidades e continuarem no pior caminho. Mas cada um tem o que merece, o que procura. Tenho pena, muita pena, mas nada posso nem vou saber. Metafóricamente falando eu já carreguei a arma, empunhei e os tive bem na mira. Um tiro só e o castelo de cartas de baralho iria voar pelos ares, mas voltei atrás. Preferi jogar a arma no oceano e torcer que as ondas a levem bem pra longe junto com todas as lembranças ruim. Quanto aos meus alvos? Quem vive brincando de roleta russa um dia acaba atirando na própria cabeça. Enquanto assisto a novela eu vejo um filme passar pela minha cabeça. E sobre os que comentam aqui, não tentem advinhar meus pensamentos, pois o que falo aqui pode dizer muito mais sobre você do que sobre mim. Meus pensamentos se perdem e te encontram em algum lugar, não adianta fugir. Namastê e um feliz dia das mães para aquelas que souberam ser mãe de verdade. Amamentando, amando, educando, criando, apoiando e dando lições do que é ser humano, do que é ser correto.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 21h43
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Herança
Por mais que eu não conviva com minha filha mas eu me sinto pai. Cada batalha, cada conquista, cada ato meu eu sei que irá refletir diretamente no futuro dela. Hoje eu posso estar distante mas minhas perdas e ganhos serão sentidas através das gerações futuras. Além de qualquer patrimônio que eu venha a construir eu quero deixar para meus filhos e netos as boas lembranças, momentos tristes, aprendizados e memórias de aventuras que vivi. Falando em história para contar, eu realmente deveria terminar logo meu livro. Um dó de memórias iria ocupar umas 2000 páginas, pois sempre algo sai do previsto e melhora ou piora nossa manhã, tarde, noite, final de semana, viagem ou feriado.
Era uma terça-feira e fui com um amigo de trabalho (ele é mais que amigo do trabalho, é amigo de todas as horas. O bom e velho FM, sabe? Aquele que já trabalhou comigo em umas 3 empresas, viajamos muitas vezes juntos, quase fomos da mesma família, enfim...) até o hotel onde o Alê e o Daniel (amigos do meu primo, ambos de SP. Na verdade eles já viraram primos também) estavam hospedados para que fossemos almoçar, já que seria a última tarde em Recife (meu primo havia voltado na noite do domingo e eles resolveram adiar mais alguns dias). Encontramos os dois sentados à beira da piscina tomando caipirinha com cerveja. O almoço acaba sendo adiado e entramos na cerva também. Duas horas são o bastante para tomarmos mais de 20 cervejas, uma caipirinha de cada fruta (limão, caju, cajá, maracujá, etc) e 5 tequilas (depois do que fiz lá na casa do Alê em SP resolvi evitar tequila por uns tempos). Os risos se tornam uma constante. Não podemos deixar de notar duas garotas de curvas relativamente generosas, olhar misterioso, biquini bem curtinho e seios à mostra. Não poderiam ser brasileiras. Os seus traços apontavam algo tipo "do leste europeu", dizia FM. Ao tentarmos uma aproximação descobrimos que são da Romênia. Elas não dão muita bola, mas sorriem com nossas constantes palhaçadas. As meninas (soletrando, meninas... ahahahahaha) chegam no hotel (Pri e Dani, também paulistanas, amigas nossas que estavam também aproveitando o feriado em Recife) e aí que a festa fica completa. Brindamos com a cerveja e o Alê manda em alto e bom som _Viva a Romênia!!! Mandamos que o garçon leve tequila para as gringas e avise que nós que oferecemos. Elas sorriem e recusam. Uma delas fala algo próximo do inglês e a outra domina o espanhol. Muito papo e pouca ação, elas sempre nos cortam. Almoçam no restaurante da piscina e vão pro quarto. Continuamos a beber... Passado algum tempo, por volta das 13h50 elas saem do quarto com as mochilas nas costas e roupas que mais pareciam aquela já famosa da Amy Winehouse (meia arrastão, camisa preta e rosa e faixa rosa no cabelo). Quando Dani fala que elas parecem cover da Amy, o Alê se levanta da cadeira, da um grito e sai correndo e gritando ao melhor estilo "Momento Amy Winehouse do programa Pânico", dá um mortal de frente e cai na piscina jogando água para todo lado. Isso foi o bastante para todos hóspedes, funcionários e visitantes do hotel se assustarem no primeiro momento e rirem sem parar nos instantes seguintes.
É hora de voltar para o trabalho e nos despedimos do pessoal, já prometendo a farra após o trabalho. Eles seguem para a praia e nós dois paramos para comer algo e tentar diminuir o cheiro do alcóol com alguns chicletes, mas antes de sairmos do hotel ainda encontramos as duas romenas encerrando a conta na recepção e aguardando o táxi. Mais uma vez eu tento interagir, elas são simpáticas mas não trocamos nada além de alguns sorrisos e gentilezas.
Após o trabalho fui em casa tomar banho, coisa e tal e voltei para o hotel. Tudo conforme o previsto. Fomos dormir bem tarde.
Hoje cedo acordei com a TV já ligada e ouvi uma notícia sobre duas jovens romenas que haviam sido presas no aeroporto daqui do Recife ontem à tarde. Na hora pulei da cama, só podiam ser elas. E eram... Segue link da notícia para quem quiser mais detalhes:
http://pe360graus.globo.com/noticias/policia/trafico/2009/05/06/NWS,490171,8,163,NOTICIAS,766-ROMENAS-EMBARCAVAM-AEROPORTO-COCAINA-PRESAS-RECIFE.aspx
Por isso eu volto a dizer: não sei se terei muito dinheiro para deixar, mas histórias pra contar... Isso meus netos terão de sobra para ouvir.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 17h53
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Escrito por J. Marinheiro Filho às 23h46
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Eu queria...
...que essa fantasia fosse eterna...
Escrito por J. Marinheiro Filho às 00h26
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Brincadeira de criança
Eu queria brincar com as palavras como o Ronaldinho Gaúcho brinca com a bola, como o Jimi Hendrix brincava com a guitarra e Elton John com o piano, como o Beetohven brincava com as notas musicais, como Newton e Einstein brincavam com a física, como alguns políticos brincam com a lei. Mas na verdade eu não sei brincar. Sou aquele menino que sempre desiste da brincadeira por não aguentar. Aquele que insiste brincar de dar tapa não para bater, mas para tentar ficar mais resistente às pancadas que tanto leva mas acaba saindo por não aguentar mais de tanta dor. Infelizmente eu não sei brincar. Queria dar um resete na minha vida, começar do zero. Não preciso esquecer do que passou, mas que só fiquem as lições, não quero nem sentir saudades. Tento recomeçar do zero. Mudar geral. Me orgulho da caminhada mas me envergonho de algumas ruas e avenidas que passei, parei e estacionei. Que mude tudo, que seja com todos. Que os verdadeiros amigos permaneçam mas que aceitem as mudanças que serão necessárias. Que a distância desate os laços mas não parta a fita. Que o que passou fique exatamente eu seu lugar, no passado. E, principalmente que dessa vez seja sério e seja pra valer, até porque eu não sei brincar.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 00h41
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