Queria...
Eu queria escrever pra caralho Eu queria escrever a letra da música que compuz ontem pra minha filha, a letra que fala da saudade que sinto por ela, da distância que separa o pai de um filho mas não acaba com o amor. Eu queria escrever mais... Eu queria falar do nó que dá na garganta por deixar tudo, por deixar pra trás, por deixar pra lá... Eu queria falar do medo que sinto, do frio que dá na barriga. Eu queria falar do que vivi, do que senti e do que ainda sinto Eu queria falar o que espero, o que sonho e do quê vou atrás. Eu queria falar que eu amei, que eu sofri mas que eu fui feliz. Eu queria falar que amei Carminha, que poderia amar mais e mais... Eu queria falar o quanto amo minha filha, que não há nada que me machuque mais que a ausência.
Eu queria falar que eu sonhei com ela, que eu sonhei com elas, que eu sonhei com nós. Eu queria falar do que eu vivi, do que eu vivo e do que eu quero viver... Eu queria falar de Milena, do novo sonho de ser feliz, de ser alguém, de ter alguém. Eu queria falar de Apani, de Bel, de Patrícia, de Fm e Manoel. Eu queria falar de Pablo, de Thalia, de Natalia, de seu Ed e de Jefferson. Eu queria falar de filho, de Mirany e de Lena, de Mariana e de Jack. Ah, como eu queria falar do que eu vivi ali. Um ano... Um ano longo, um longo ano. Um ano de trabalho, de festas, de farras e de muita cerveja. Um ano de viagens, de Natal, de Porto de Galinhas, Gravatá e Carnatal. Um ano de várias garrafas de vinho, de Vita, de Coca-cola, de Kraft e de Fórmula Truck. Um ano de Stock Car, de Festa do Cavalo e do Congresso Internacional de Direito Tributário. Um ano que conheci Beka, Arianne, Pérola, Patrícia, Ariel e Dani. O ano que reencontrei amigas, que revi amigos. Um ano pra lembrar. Um ano pra sentir falta. Um ano pra celebrar. Coincidência não existe, e eu encerro na Infinito assim como comecei. O ano era 2008 (dessa vez eu lembro) e a primeira festa que eu ia pela empresa era o troféu colunistas do Norte e Nordeste. Passa um ano, e 2009 está aí. Lá vou eu, lá vamos nós. O prêmio dos colunistas acontece no Clube das Pás. O lugar é mal, o ambiente é mal. Lá estamos nós, dessa vez como um dos premiados da noite. Eu subo ao palco, eu recebo o prêmio. O que eu queria ganhar não foi entregue. O que eu vou lembrar, não foi dito. Quem eu queria que estivesse, até que estava lá. Não todas, nem todas, mas parte delas. Eu amei, eu amo e eu sofro. Eu sinto, eu quero, eu sempre vou querer. Difícil pensar, difícil saber. O bom é que tudo passa, e dentro de um mês eu estarei sozinho na capital paulista, lembrando do que um dia foi, de quem um dia foi. Lembrando daquela que eu beijei, daquele jeito que eu amei. Vou lembrar da que casei, da que larguei, da que peguei, da que amei, da que apaixonei, da que trabalhei, da que sonhei, da que desejei e daquela que me lasquei. Lembrarei do pedaço meu que cada uma levou. Seja vodka, cerveja, whisky ou tequila, lá dentro ela vai falar por mim. Seja Carminha, seja Milena ou Rafa, seja Circe ou Patrícia, lá no fundo ela saberá que foi, que é e que sempre será. A cada uma o seu espaço, pra cada uma a sua porção. E à minha Letícia: _Eu te amo, eu te espero, eu te guardo no coração. Com ou sem alcóol, amar é a solução!
Escrito por J. Marinheiro Filho às 00h48
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Tem alguém aí?
Então... Tanta gente entra nesse blog aqui. Tanta gente interessada, tanta gente interessante. Tanta gente curiosa, tanta gente desocupada, tanta gente invejosa. Tanta gente legal, tanta gente conhecida, tanta gente importante.
Cada um tem seu motivo, não me importa saber. Já recebi comentários que não sei se são verdadeiros mas que ofereciam ajuda por serem do Tribunal, por estudar direito ou serem advogados, enfim, gente de todo tipo. Faço um pedido, se nesse meio aí tiver alguém do Ministério Público ou alguém que possa me indicar uma fonte CONFIÁVEL, onde eu possa verificar as informações passadas antes de fazer qualquer coisa, eu peço que se manifeste e mande o contato ou por comentário aqui no blog (os comentários só ficam visíveis depois que eu autorizo, e caso não queriam ser publicados é só dizer APAGUE, que eu apagarei), ou para o seguinte e-mail: jmarinheiro@conexaope.com.br pois preciso acionar o Ministério Público, como já disse um pouco acima, para denunciar alguns procedimentos e fatos que considero errados e serão de extrema importância para mim. Até porque lugar de criminoso é na cadeia, e não na sociedade, fingindo ser rico. Por hoje é só...
Escrito por J. Marinheiro Filho às 23h18
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1 1/2 litro de whisky e duas batidas
Como sempre, o ano eu não lembro, só sei que havia acabado o relacionamento com aquela que, sem dúvida, foi a mais importante para minha formação de "homem". A que mais me deu valor, me respeitou, me apoiou e me fez crescer. Sou muito grato à ela e guardo com carinho tudo que vivemos, mas deixa eu continuar... Eu ainda estava roendo a dor do final do namoro mas queria mostrar que a fossa não era tão funda. Se nome era Sheyla e ela havia entrado na agência (de publicidade) que eu trabalhava como secretária particular do meu chefe (ao bom estilo paulista de ser, vamos soletrar secretária particular: F-O-D-A-G-A-R-A-N-T-I-D-A). Ela era linda. Bem branquinha, daquelas que um abraço mais forte, uma pegada, uma puxada deixaria vermelho. Linda. Cabelos pretos, nem tão compridos, nem tão curtos. No bom e popular vocabulário brasileiro ela era bem gostosa. Tudo no lugar, daquelas que você acha que dificilmente pegaria. Para minha surpresa, meu chefe estaria investindo à toa, pois ela não "liberaria" para ele, mas quando conversávamos na cozinha da empresa sobre arrumar uma nova namorada, eu dizia: "_Eu que não quero, pra depois ela ir morar no México e me deixar sozinho, sofrendo? Quero não. Tou com trauma". E ela, baixinho, dizia para quem estava perto dela: _Avise a ele que pode namorar comigo que eu não abandono ele não... Ouvi aquilo, mas não sabia se deveria responder. Não passou muito tempo até meu chefe desistir de pagar salário à ela em vão, já que ela realmente não daria à ele. Estávamos em plena quarta-feira, dia esse que aconteceria a festa do mídia da TV Tribuna, em um local chamado Barrozo. Ela havia brigado com nosso chefinho e eu havia ganho duas camisas-ingresso para a festa. Não tive dúvida e a chamei. Quem animava a festa era a banda Capim Cubano, mas o que me deixou animado mesmo foram as doses de whisky com a saia que ela vestia. Pedi ao garçom que deixasse uma garrafa ao meu dispor e a tomei todinha. Fui além, tomei uma garrafa e meia. É claro que não me lembro de tudo, na verdade me lembro de pouca coisa depois de um certo horário, mas dos beijos que trocamos na frente do nosso então chefe, isso eu lembro bem... Algumas pessoas da empresa diziam que eu estava cavando meu próprio túmulo por furar o olho do chefe daquela maneira, mas foda-se, ela não era nada dele mesmo, sem contar que tava muito gostosa nesse dia. Não daria pra resistir. Lembro-me também que estavam sendo sorteados vários prêmios, dos quais o meu amigo Malcon, também lá da agência acabou ganhando uma TV de 29". Vale salientar que na época era o que tinha de melhor no mercado, uma vez que ainda não eram vendidas as TVs de Plasma. Ele também se empolgou um bocado e mandou ver no whisky. O saldo da noite: Amanheci dentro do carro, batido (amassei as duas portas do lado direito mas não sei em quê eu bati, só sei que era branco, pois havia resto de tinta branca no amassado das portas), em frente ao apto de Malcon (ele morava em frente a agência, e eu, por algum motivo que não lembro, resolvi esperar amanhecer para ser o primeiro a chegar no trabalho, e como sabia que tinha bebido demais eu não queria voltar pra casa. O pior, estava com o carro aberto, carteira e celular jogados em cima do banco e fui acordado pela mulher dele, que ao amanhecer começou a ligar pro seu celular e dava caixa postal, daí quando ela desceu para ver se o carro dele estava na garagem do prédio ela me viu dormindo no meio da rua, dentro do carro e me acordou para perguntar dele. Ainda bêbado eu tentei falar algo mas não consegui, e só disse que ele tava em casa. Ela pegou meu carro e saiu procurando por ele no percusso de volta pra casa e o encontrou esperando o reboque, com o carro completamente destruído em uma batida de trânsito (posteriormente a seguradora deu perda total por o veículo ter sido realmente destruído na batida). Para sua sorte ele não sofreu nada. Fiquei dormindo em sua casa até a hora que os dois chegaram. Tomei banho e atravessamos a rua para irmos trabalhar. A ressaca ainda superava a ressaca moral. Os comentários na empresa eram só sobre a batida de Malcon, sobre a minha (que até hoje não sei em que bati) e principalmente sobre minha "ficada" com a garota. Voltando à bela Sheyla, ela tinha 19 aninhos e uma filha de 3 ou 4 anos, não lembro ao certo. Passamos algum tempo juntos, saímos outras vezes e a garotinha até ensaiou me chamar de papai algumas vezes. Aquilo era foda pra mim, pois sempre sonhei em ser pai e acabei me apegando ainda mais à elas. O motivo do fim não importa, mas que foi bom, isso foi. A propósito, o nome da garotinha que por algum tempo foi minha enteada e em alguns momentos me chamou de papai é Letícia. Uma menina linda, sapeca e inteligente. Branquinha, como a mãe, e com os cabelinhos levemente cacheados. Por algum tempo eu quis tanto ser o pai daquela Letícia que, inconscientemente, anos depois eu acabei sendo pai de uma Letícia. Perto ou longe eu sempre serei seu pai, e mais cedo ou mais tarde ela vai saber o pai que tem e tudo que eu fiz e faço por ela. Ainda vamos ficar juntos, disso eu não tenho dúvida. Se hoje tem algo que me domina, isso se chama SAUDADE.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 00h03
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