Zé das Mortes
Novamente no São João da Capitá, o maior evento junino da capital pernambucana. Esse ano o evento mudou um bocado, do formato aos patrocinadores, mas acho que no final todos saíram ganhando (nem todos, né Ricardo Cruz? Mas deixa pra lá...) A venda foi recorde absoluto, vendendo ANTECIPADOS 70 mil ingressos. É, SETENTA MIL ingressos antecipados, valendo ressaltar que o público de Recife tem por tradição comprar na hora e a maioria deixa para adquirir seu ingresso quando chega ao evento. Alguém arriscaria um palpite do total geral de vendas e público? Eu não! Sobre as bandas eu não tenho o que comentar, pois além de não ser muito minha praia, não fiquei prestando atenção nos detalhes (exceto, claro, na retaguarda de algumas dançarinas que é coisa de outro planeta, completamente absurdo o volume). Também vi um número bastante expressivo de caçadoras de marido rico e das marias backstage, mulheres que dariam tudo (TUDO mesmo) para circular pelo palco e camarins, e vice-versa (muitas vezes circulando pelo palco e backstage para dar tudo). Onde tem banda tem rapariga e onde tem banda de forró tem mais rapariga ainda, parece que aquelas porras dão cria (pensando bem, dão cria sim, e muitas vezes até vivem da renda que o pai da criança paga). Como todo ano, meu compromisso começou bem cedinho quando deveria ir buscar os convidados da Globo no aeroporto, o problema é que pelo horário da chegada deles (11h35) e pela hora que me acordaram para avisar que viriam (10h45) não daria tempo de locar um carro com motorista para o primeiro desembarque, daí tive que correr no meu carro mesmo. Nada demais se não fosse a água, no começo da Imbiribeira e Rua Imperial, que por conta das fortes chuvas estava na altura da porta do carro (e olhe que meu carro é relativamente alto). Eu tinha certeza que ia entrar água por todo canto e que meu carro iria quebrar a qualquer momento, mas para minha sorte ele enfrentou quase 2 km de alagamento sem nenhum problema (felizmente as portas estavam bem vedadas e sem nenhuma infiltração nem por baixo do carro). Os primeiros a chegarem (11h35) foram a Geovanna Tominaga (apresentadora do Vídeo Show) e o Jonas Almeida (cantor e namorado dela), de lá fomos fazer o check in no hotel e depois seguimos para o Gio, para o almoço. Conversa, descontração e tá tudo de boa. O motorista finalmente é localizado e vai buscar o Flávio Steffli (ex BBB) que em seguida chega ao restaurante. E vai chegando gente... Cleodon (roteirista do Vídeo Show), Viviane de Marco (diretora geral) com a filha Dani, Conceição (roteirista) com o marido, Hudson Romão (Inter Ação Vídeo e Globo), pai de Dani, ex de Viviane, com a esposa e saio rapidamente para is buscar Milena Fagundes (ex BBB) que chegou no voo das 15h. Volto ao restaurante até a hora que todos resolvem ir embora. Os deixo no hotel e vou até a rádio. Não tenho tempo de fazer nada e já tenho que correr pro Chevrolet, pois deveria estar as 18h com Aramis Trindade, um dos apresentadores (o outro foi o Beto Café, amigo de longos anos e muitos trabalhos). Aramis. Zé das Mortes, título desse texto é o nome de seu personagem da novela das 18h, Paraíso, um matador brabo que só ele. Aramis também está no ar na série Força Tarefa, como Pilatos. Aramis é um pernambucano "arretado" que só perde o sotaque carregado quando encarna algum personagem. Um recifense que ama sua terra e que não esquece suas origens. É dele um dos textos que eu acho mais do caralho no filme Árido Movie, onde ele interpreta Márcio Greik. O texto em questão é quando Selton Melo vai falar da questão acochativa. Aramis escreveu a fala em parceria com Zé da Flauta. Ele é o cara. Carismático, atencioso. Amigo de muitos amigos em comum, aquela velha história do mundo ovo. Sempre achei ele um cara do caralho, mas quando ontem, ao perguntar o que ele iria beber ele falou, levantando a camisa para mostrar a cicatriz, que não bebia nem fumava há 3 anos, desde que fez uma cirurgia. Ao questionar sobre qual seria, ele explicou-me que doou um rim para o irmão que estava beirando à morte. O caçula da família Trindade, atualmente um excelente advogado (assim como o pai). Foda, completamente foda. Falei pra ele que aquele gesto era incrível, porque muita gente nem sequer pensaria em fazer o mesmo e ele falou, enchendo os olhos de lágrimas, que a felicidade que ele sente e sentiu em poder salvar a vida do irmão não tem preço, e que faria mil vezes de novo. Conversamos um bocado e ele explicou que a opinião pública não sabe desse fato porque ele não acha justo tirar vantagem o fazer fama graças a um gesto de amor, pois ele fez pelo irmão, e não, para aparecer, então inclusive já recusou vários programas de TV sobre doação e nas entrevistas se recusa a responder sobre o tema, mas pensa em fazer uma campanha de incentivo a doação entre vivos, como doação de sangue, medula óssea, rim, parte do fígado, etc. Então, o título de hoje não deveria ser Zé das Mortes, e sim, Zé dá vida, em homenagem ao ser iluminado chamado Aramis Trindade.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 04h54
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Líder de audiência
Como sempre, minhas suspeitas estavam pra lá de certas. Até consigo imaginar a cena: personagem "A" lê, corre pra avisar ao "B" que sem demora, fala tudo pro "C", tudo isso ao melhor estilo Pópis de ser (quem não lembra de Chaves e Nhonho?). Merecia uma foto. A propósito, o título do post de hoje não se refere a Mix FM, e sim, a mim, pois meu blog é líder de audiência entre os desocupados, fúteis e inúteis de plantão. Aos que acessam por outros motivos, minhas sinceras desculpas e não tomem isso como ofensa, até porque as duas primeiras linhas de hoje são uma espécie de mailing ao meu target, sabe? Puro marketing, apenas business, honey.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 10h27
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Teoria do Playmobil
Dos meus brinquedos comuns (deixando de fora toda tralha tecnológica que sempre gostei, que vai de carrinhos de rádio-controle ao meu eterno Pré Computer 1000 Jr, que na época custou ao bolso do meu pai algo correspondente a um bom notebook de hoje em dia) os que eu mais gostava eram o da série PLAYMOBIL. Era uma febre na minha família, eu e alguns primos colecionávamos pra valer. Bombeiro, astronauta, cowboy, circense, índio, faroeste, fórmula 1... Tínhamos praticamente a coleção completa, e não eram poucos. No dia em que resolvi arrumar meu quarto encontrei uma caixa repleta deles. Impressionante o cuidado que eu sempre guardei meus brinquedos, pois encontrei intactos pelo tempo e uso de mais de 20 anos itens como o Mergulhador, ainda com os acessórios; o astronauta completo, alguns do circo, índios, cavalos, macacos e a cadeia da faroeste completa. Do xerife ao preso, das armas minúsculas ao quadro decorativo da cadeia. Sempre tive ciúmes e imaginei um dia poder brincar com meu filho e despertar nele a mesma paixão que eu tinha pelos bonecos. Cresci, me mudei algumas vezes, seja em Recife, seja pra Natal ou São Paulo. Seja pra casar ou pra voltar pra casa e sempre os brinquedos continuavam ali, guardado, esperando a hora de trocar de dono. Cerca de dois meses após me casar, conversando com minha então esposa resolvemos ter um filho e na mesma noite um óvulo foi cuidadosamente fecundado. Nove meses depois nasceria minha filha e o que aconteceu depois todo mundo já está cansado de saber (separação, briga, jogo de interesses e mentiras, golpes, mais mentiras, mais interesses, outros absurdos e eu acabo sendo privado da convivência com minha pequena). A partir do momento que você se torna pai de uma menina você passa a ver o mundo de maneira diferente, não apenas por deixar de ser consumidor e passar a ser fornecedor, mas sim pela forma de encarar o mundo, as brincadeiras, os presentes e as cores. O que era azul passou a ser cor-de-rosa. A coleção de bonecos deu lugar aos bichinhos de pelúcia e Barbie. E o que fazer então com o estoque de PLAYMOBIL? Por alguns momentos, tendo em vista mudanças em todos os segmentos da minha vida eu até esquecera daqueles bonequinhos de cabelos iguais, até o dia da famosa arrumação. Era um domingo. Faz uma semana, e todos apareceram diante dos meus olhos como se quisessem brincar. Me senti na famosa animação TOY STORY. Fui até o quarto que em outra época pertencia à minha irmã e hoje em dia abriga meu sobrinho (ou algumas visitas) quando estão na minha casa e, cuidadosamente montei a cadeia, o circo, a tribo indígena, o mergulhador, o astronauta e tudo mais que apareceu para que ele tivesse acesso aquelas lembranças que me proporcionaram anos e anos de diversão sem limites. Liguei para a minha irmã, ela estava em casa e não viria naquele dia. Também não falei do que se tratava para não estragar a surpresa, pois lá dentro eu queria que ele sentisse o mesmo que eu sentia quando se deparasse com os bonecos. Não sei se na sexta ou no sábado seguinte eles apareceram. Meu sobrinho ficou exatamente como eu esperava. Dava gosto olhar pra ele e sentir aquela empolgação típica de criança quando ganha algo que quer muito, e olhe que ele nem queria. Minha irmã, lembrando das inúmeras vezes que brincara comigo também ficou bastante empolgada com os brinquedos, e desde que dei o computador à ele, ano passado, eu não via uma felicidade tão grande em seu olhar. A criança é sincera e esse carinho e gratidão é único, não tem preço ou nada que pague. Sabe quando você percebe que valeu à pena esperar tantos anos para entregar a coisa certa para a pessoa certa? Ele pode não ser meu filho, mas certamente Allanzinho expressou e sentiu tudo aquilo que eu imaginava proporcionar a meu sucessor na brincadeira saudável do imaginário fantástico do mundo PLAYMOBIL. Missão cumprida, espero que ele brinque o quanto quiser e saiba levar esse sorriso bobo, parecido com um soluço (como diria Renato Russo) por toda a vida e que não perca a criança dentro dele, assim como eu. Como eu sempre falo que coincidência não existe, hoje, pouco antes de escrever isso aqui eu encontrei um blog qualquer que falava da TEORIA DO PLAYMOBIL, mais ou menos assim: NADA DO QUE POSSA ACONTECER VAI TIRAR ESSE SORRISO DO MEU ROSTO! Então é isso. Nem a distância de pessoas queridas, nem a ganância das pessoas próximas à minha filha, nem as ofensas dos que visitam meu blog para tentar secar a minha vida (tempo perdido, sorry.), nem a menina fútil que entra no meu orkut, diz que não entrou e depois ainda deixa uns desaforos (isso no mesmo dia que ALGUÉM veio aqui falar da minha ex. coincidência, hein?), nem nada irá me fazer mudar, porque eu nasci pra sorrir.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 10h40
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Pula essa parte
Como ainda não concluí a arrumação do quarto, prefiro deixar esse assunto pra lá. Tirando um monte de lixo que eu guardava "não sei por quê", encontrei algumas coisas interessantes e outras que serviram pra doação. Vamos em frente. A primeira semana "desempregado" (ou como empresário, se preferirem) não teve nada de muito novo. Ainda fui à Infinito por duas vezes, uma para assinar a rescisão (chegando lá fui informado que só poderá ser assinada no sindicato, por ter mais de um ano com registro em CTPS) e a outra para ajudar quem tanto me ajudou. Eu imaginava que quando não tivesse mais compromisso com horários eu iria trocar o dia pela noite. Mas afinal, eu já não dormia à noite, então não mudaria muita coisa, apenas acordaria mais tarde. Ilusão... No primeiro dia até dormi um pouco mais, só que a agenda começou a ficar apertada e passei a dormir cada vez menos. Bom mesmo foi poder almoçar em casa e cochilar depois do almoço. Também foi bom tirar a tarde pra não fazer nada e ainda dar umas aulas de direção pra Ilanna, logo depois do almoço. Falando em aula de direção, ontem à noite fiquei todo orgulhoso de ver Arianne dirigindo meu carro sem estancar nenhuma vez. Pra quem dizia que era uma péssima motorista e que tinha habilitação mas não confiava dirigir, ela mandou muito bem! Tem rolado muita coisa legal, da Gravaçâo do Especial Estação Nordeste, na Cachaçaria Carvalheira ao show do Internacional. Do show de Jorge Vercilo e Guilherme Arantes ao lançamento do CD de André Rio e Trio Sotaque, evento esse que reuniu só gente do bem. Nomes que não representam nada para quem por ventura ler isso aqui, mas que tem boas linhas traçadas na minha história, como o próprio André Rio, Mendonça Filho, Nádia Maia, Maciel Melo, Anchieta Dali, Mozart, Arísio Coutinho, Alcymar Monteiro, Vanessa Oliveira, Edilza Soul, Bráulio Araújo, Pita, Ed Carlos (sempre), Paulinho Leite e tantos outros... Whisky não faltou, nem histórias pra contar. Sobre o trabalho, as coisas tem fluído bem, não posso reclamar. Essa semana fiz o lançamento da Rádio Mix (a maior rádio jovem do país, líder de audiência entre o público jovem nas principais cidades do país) e organizei as ações de divulgação da marca. Valeu a pena em todos os aspectos. Ontem rolou a última aula do meu Curso de Formação Política, foi tão foda que não devia ter acabado, e o encerramento então... Em breve mais detalhes. Impressionante como mesmo passado mais de um ano da minha separação (o que foi o maior presente que Deus me deu em toda minha vida) pessoas próximas à minha esposa (é... ela é minha esposa, uma vez que ela não quis assinar o divórcio é porque deseja estar casada comigo) continuam entrando aqui pra saber como estou e pra deixar comentários ofensivos. Se eu me importo? Claro que sim, pois tenho medo do que essas pessoas doentias seriam capazes de fazer. Mas, felizmente os comentários nem as ofensas me abalam e vou atrás de algo muito maior do que essas pequenas pessoas entenderiam. Namastê.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h52
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