Contratações, demissões e outras coisas mais
Nunca gostei de demitir, sempre achei um momento complicado de ser administrado, exceto quando o funcionário pede e entra em acordo com a empresa. A demissão em questão é da nossa empregada. Realmente ela abusou de toda boa vontade e paciência da família e, após oito meses de serviços prestados, hoje selecionamos a sua substituta. Depois de perceber que perdeu a vaga é que ela se deu conta dos erros que vinha praticando. Mas por que não pensou nisso antes? Por que não corrigiu as falhas quando havia tempo? Tantas vezes aconselhamos, pedimos e reclamamos. Agora não adianta chorar sobre o leite derramado. Bola pra frente e que ela aprenda com os erros. No próximo dia dois ela deverá receber todos os direitos de acordo com a lei e o sindicato. Na contramão das demissões eu me encontro. Para quem esperava sobreviver com um modesto escritório no centro de São Paulo que me renderia algum dinheiro e muitas viagens a Conexão PE cresceu e resolveu mostrar a cara na minha cidade natal. Após negociar com uma multinacional sobre alguns possíveis trabalhos, um convite de uma velha amiga e parceira comercial fez nascer uma nova empresa. Insegurança e medo não tem lugar quando a palavra de ordem é "acreditar". Uma semana foi o tempo de pensar na proposta, amadurecer a ideia, negociar percentual e tocar o projeto. O local escolhido realmente não estava nos meus planos, nem pela cidade (Recife) nem pelo bairro, mas a estrutura disponível atendia em cheio todas nossas necessidades. Uma reforma inicial foi necessária e ainda faltam alguns ajustes, mas os três andares do nosso prédio nos garante conforto, espaço e segurança para encarar novos desafios e conquistar clientes e mercado. Ainda no avesso das demissões difícil também é contratar. Uma chuva de curriculos chega em minha mesa, e-mail e residência. Pedidos por telefone, ofertas na mesa de bar. Uma irmã, um primo meu ou de amigo. A ex-mulher que tá precisando, a afilhada que tá querendo e o sobrinho que deve acordar. Não vou fazer caridade, saciar desejos ou despertar ninguém. Preciso de profissionais que somem para crescer e ajudar no crescimento da empresa. É difícil demitir mas é mais difícil ainda não contratar. Demitir é reconhecer que não valorizaram a oportunidade concecida. Não contratar é não dar chance de mostrarem seu potencial. Mas o que posso fazer? Tenho poucas vagas, tenho meus interesses e necessidades. Espero ter feito as escolhas certas.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 21h40
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Era uma terça-feira
Sem graça e a dor de cabeça tomava conta de mim. Se aproximava das 17h quando, no msn, André Rio avisa que o carioca Arísio Coutinho (dir. geral da Rede Globo Nordeste) havia mandado me convidar para a entrega do título de cidadão pernambucano que receberia logo mais, as 18h. O tempo foi apenas o de chegar em casa, tomar banho, colocar o terno e correr para a Assembléia Legislativa. Já estavam quase todos presentes e o restante não demorou a chegar. André Rio, Fábio Valois, Luciano Magno, Carol, Raimundo Batista, Maestro Spok, Paulinho Leite, Maestro Forró, Lula Queiroga, Alcymar Monteiro, Nádia Maia, Cristina Amaral, Margareth, Renê, Maciel Melo, Ed Carlos, Edilza, Nonô Germano, Claudionor Germano, Iúri Leite, Celso Coli, Hudson Romão e mais uma galeraaaaaa enorme. Junto com a cerimônia começou a bebedeira. Um bom whisky nos deu as boas-vindas. Ao término, um coquetel no aguardava na área externa com mais alguns scotchs. Papo vai, papo vem e os convidados começam a ir embora. Os mais próximos são convidados para um jantar que será servido após a festa, e quando todos vão embora seguimos para o Gio. Lá é que o papo corre solto. Falamos dos planos, das viagens recentes e das futuras, falamos da TV, da produtora, da agência, da rádio, das rádios, dos amigos e dos pilantras. Bebemos e comemos a noite toda e quando a dor de cabeça já nem é lembrada, é hora de voltar pra casa.
Pensado bem, essa terça até que teve bastante graça.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 08h23
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O quarto
Março de 2001. Uma namorada minha vai morar em nossa casa, com meus pais e por três meses ficamos "casados". Novembro de 2003. Começo um outro namoro que acaba se tornando um quase-casamento. Dormimos juntos todos os dias, viajamos, compartilhamos vitórias e derrotas, contas e compromissos. Trabalhamos, vivemos e sonhamos juntos. Não chega a durar um ano e ela sai do país para estudar. Junho de 2007. Caso no civil e no religioso, poucos meses depois ela engravida e no final de abril de 2008 eu sou pai pela primeira (até que provem o contrário) vez. Dias depois o casamento acaba. Agosto de 2009. Juntos, programamos o meu quarto "casamento". Quer saber como acaba? Aí vai ter que esperar um pouco...
Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h27
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