Órfã
Um tempo atrás quando estava atualizando meu perfil do "orkut" coloquei que o meu "par ideal" era muda e órfã de pai e mãe, mas o título de hoje não se refere a isso. A impressão que tenho é que a semana começou ontem e acaba amanhã. Realmente a semana acaba amanhã (no caso, hoje) mas onte não foi segunda, e sim, quarta-feira. Impressionante também pensar que ontem foi o meio e amanhã já é o fim. Quando defendia meu salário a base de emprego fixo e horário a cumprir, sonhava com os feriados e contava os minutos pros finais de semana. Os dias eram longos e as noites curtas,sempre foi assim. Agora entendo meus ex-chefes, até aquele que chamei de filho da put@ (em pensamento, claro). Todo tempo é pouco e precisamos nos dedicar ao máximo. Por mais que eu dissesse que não tive tempo pra nada ainda não seria o bastante, então, nada melhor do que dizer que nos últimos dias não tive tempo nem pra Amanda. Acho que isso diz tudo. Poderia enumerar aqui a lista de trabalhos executados, ajustes, prospeções, clientes ativos e em negociação, mas só chamaria atenção dos curiosos e da Receita Federal, rá! Muita coisa ainda precisa ser feita, porém estou satisfeito com o desenrolar dos fatos. A partir de ontem tive o prazer de contar com um amigo de longas datas para trabalhar conosco. Na tarde de hoje (quinta) rolou a apresentação oficial da nossa estagiária ao restante da equipe e começamos a agendar visitas a clientes. Falando nisso, qual empresário não sonha em contratar uma estagiária de 1,74, morena clara, olhos castanhos, "bem nascida", estudante do quarto período de publicidade, simpática, comunicativa, gatinha, poliglota, determinada, dedicada e de bom carater? Por sinal deixei o carater por último, pois sei que muitas pessoas não dão o valor merecido a esse adjetivo tão importante, mas não bastaria ela ser tudo acima e muito mais se não carregasse dentro de si algo como um BOM CARATER, e isso ela tem de sobra. Sendo assim, às vezes nem me sinto tão empresário assim mas já realizei esse desejo, e espero que ela some a nossa equipe e possa crescer conosco. Amigos já somos, então que essa relação profissional evolua e deixe frutos. Entre uma reunião e outra (a última marcada para as 23h em um pub, como uma happy hour, uma vez que a diretoria de SP de um dos nossos clientes havia chegado em Recife para o feriado e precisámos nos reunir) recebo um convite para uma pré-estréia. Adoro cinema, um dia terei um. Semana passada já havia faltado a pré de "Se beber não case" (como eu já me fud..., digo, já fiz essa merd... mesmo, o filme tinha algo no título que eu me identificava, mas acabei não indo) e não costumo recusar esse tipo de programa. Balada eu até recuso, mas um filminho, dificilmente. Como quem eu gostaria de levar de verdade não poderia ir essa noite, chamei meu primão companheiro de aventuras e fomos pro cinema. Realmente fazia tempo que não via um filme tão bem dirigido. Não gostei muito do modo que chegou ao final (o fim é bom) mas defino ele como um filme imprevisível e surpreendente. Coisas óbvias nos dão a certeza (errada) de que o filme é linear, mas uma reviravolta no roteiro tira nosso chão (ao menos o meu) e mostra a qualidade do roteirista e diretor. Recomendo para quem tiver sangue frio e adorar uma boa história onde o final não é necessariamente feliz (mas foi?!?!), mas não para quem é muito emotivo e espera o de sempre. O título do filme é "A ÓRFÃ" E quanto a reunião após o filme? Ah, foda-se. Vou falar dela não. Vou dormir que amanhã (hoje, sexta) tem ainda muita coisa pra fazer.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 10h37
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