Era uma vez um... [2]
Uma vez, um casal de velhinhos estelionatários me sugeriram que desistisse da faculdade para fazer um cruzeiro com o dinheiro da mensalidade, uma vez que no momento eu não tinha condições financeiras para fazer as duas coisas. Me falaram também que eu não entendia o que era uma viagem de verdade porque nunca havia feito nenhuma que valesse a pena, portanto, eu não sabia o valor. Tentei argumentar falando que aquilo estava nos meus planos e nos meus sonhos, mas que não passaria os pés pelas mãos, pois iria aguardar o momento certo. Fui ridicularizado, como em tantas outras vezes por aquela família, mas o tempo passou. Não fiz aquele cruzeiro (eles também não) e hoje vejo que todos estavam certos. Realmente eu não tinha como saber o que era uma viagem daquelas, mas também estive certo em saber esperar. Hoje em dia me vejo viajando para onde quero e quando bem quero. O que era meu sonho hoje em dia são lembranças recentes e programação para um futuro próximo. Lugares que eu sonhava conhecer, atualmente são locais que preciso visitar com uma certa frequência. E quanto aos velhinhos? Nunca mais tive notícias, mas acho que a última grande viagem deles foi para um interior de um estado do Nordeste, algo como Patos-PB ou Caicó-RN. Sobre a faculdade, eu não cheguei a terminar, mas como disse Manno Goes: O tempo faz milagres para quem sabe esperar. A ida hoje à Ilha de Itamaracá foi marcada por enfrentar o sol com jeans e camisa de linha. Para diminuir o calor apenas uma coca-cola bem gelada. A sensação de dirigir uma pickup 4x4 era algo que há tempos também passava pela minha cabeça. A reunião dessa manhã de sábado está confirmada. Devido ao enorme fluxo do feriado eu não consegui passagem para o voo das 13h do sábado, mas viajo ainda no feriado. É isso aí. E só de pensar que está apenas começando... :) PS: Esse é mais um texto daqueles que, pode ser classificado como: Real demais pra ser fake ou fake demais pra ser real. Cada um interprete, como quiser.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h46
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Como no vestibular
Sabe quando você encara um papel em branco e sabe que precisa desenvolver uma redação? Você não tem todo tempo do mundo e seu futuro está em jogo pois, para muitos, um vestibular e a escolha para uma profissão é a etapa mais difícil e decisiva de sua vida até o momento. Eu não estou passando por isso mas também não tenho um tema sugerido, no entanto também não tenho muito tempo e quero produzir algo que faça sentido. O banheiro é uma central de ideias, seja no banho, escovando os dentes ou... ou qualquer outra coisa. Lá é o lugar onde você não vai procurar o que não colocou nem passar tempo admirando a arquitetura. É um lugar onde você vai com um propósito e tenta ocupar a mente enquanto cumpre a missão. Hoje nem o banho quente me inspirou. Escrever é um vício. Saudável, mas um vício e, na noite dessa quinta-feira, eu queria escrever. O dia de hoje teve compromissos que já se tornaram rotina. Encontros com advogados, contatos com clientes, reuniões, agendamentos, briefing, prospeção e projetos. Uma pausa no horário de almoço para ir buscar uma geladeira nova para o refeitório foi o único momento que pude fugir um pouco do trabalho, trabalhando. Um dia como qualquer outro, de diferente, apenas o pedido de um amigo radialista para interceder por seu filho que encontra-se fazendo pós-graduação em Lisboa-Portugal, pedido esse que nossa querida amiga (e leitora) Patrícia se prontificou a atender. Gentil como sempre. A semana acabou que nem notei. Amanhã tenho visita técnica à Ilha de Itamaracá e no sábado, reunião em Olinda às 8h. As 13h do mesmo dia estarei embarcando em mais um voo qualquer. Quando eu voltar, eu conto como foi mais uma viagem por esse mundão.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 22h09
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Eu só quis dizer [2]
Uma vez eu vi em uma legenda qualquer: "Tinha que ser você". Ah, claro... Quem mais ia cair? Chega um ponto que só quem tá dentro pra aceitar, pois quem tá fora, não quer mais entrar. Quanto ao que decidi eu terei que adiar um pouco a "manchete", vou aguardar meus advogados resolverem tudo por mim, pois é como falei: não vou mais jogar pérolas aos porcos. No mais, o feriado promete. Continuando a série "recadinhos pelo blog": Ilanna, saudades (L) Já faz um tempo que aderi ao twitter, a quem interessar: www.twitter.com/marinheirofilho
Escrito por J. Marinheiro Filho às 23h11
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Danúbio Azul
Tem dias mais tranquilos, outros agitados. Todo dia é uma decisão pra tomar, algo pra resolver e amanhã eu decido sobre o que fazer. O compromisso com o prefeito vai por um fim em todas minhas dúvidas e definir o futuro próximo, já que a longo prazo só Deus sabe. Como já começaram a supor de qual cidade partiu o convite, darei uma dica: Não foi nem de Igarassu, cidade onde meu "irmão" já foi secretário nem de Timbaúba, onde atualmente a secretária é minha tia, ambos, em Cultura, Turismo, Esportes e Eventos. Assim que decidir eu publico aqui o final dessa história. Aos poucos vou deixando de ser sedentário. Comecei com um jogo de cartas, depois um pouco de pebolim (o popular totó) após o almoço, lá na agência e, hoje, parti pra bater uma bolinha antes do almoço. E não é que eu gostei? Pena que amanhã não posso perder a pose e estarei esperando a visita do nosso ilustre convidado. Falando em visita, quem estará pelo Brasil em dezembro próximo é a Wiener Johann Strauss Capelle, a orquestra fundada originalmente em 1853, por Johann Strauss. Para quem não sabe ou não está associando o nome à pessoa, ele é o responsável por várias das valsas conhecidas no mundo todo, inclusive por "Danúbio Azul", considerada o hino nacional não oficial da Áustria. Temos shows fechados em Brasília e Fortaleza, e estamos com datas disponíveis entre 11 e 17/12. Vale ressaltar que é a primeira vez que a orquestra vem ao país e conta com apoio da Prefeitura de Viena, Áustria. Temos exclusividade da turnê no Brasil e, interessados favor entrar em contato. Se alguém quiser divulgar, também agradeço. No mais, agora é trabalhar, trabalhar e trabalhar. Final do mês tem uma outra longa viagem, mas acredito que não irei, me resta apenas esperar. Obrigado à Manno Goes, por mais uma vez me dando dicas preciosíssimas no dia de hoje (segunda-feira) e a Luigi Baricelli, por toda atenção do final de semana.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 20h29
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Deixa estar...
O domingo chega pra mim antes do que eu esperava. Sonhar com ex é foda, seja ex mulher, ex namorada, ex noiva ou ex ficante. Ex deveria ser sempre ex, nada mais. Com o dia amanhecendo e o sono por água abaixo resolvo tentar dormir, mas desisto quando escuto os primeiros sons de panelas e pratos batendo. É hora de comer. Após o café da manhã resolvo passar um tempo conectado e vejo e-mails, blogs e afins. Comento no blog do Manno Goes e jogo duas ou três partidas de buraco no netcartas. O som da água da piscina, o sol e o rádio ligado é um convite para fazer algo diferente. Tomado banho e devidamente alimentado, tento entrar naquela que mais parece um tanque de gelo do que uma piscina. A cerveja ajuda e o sol logo aparece. Os pensamentos se perdem, afinal, o telefonema do dia anterior com o prefeito de uma determinada cidade me convidando a assumir a secretaria de turismo e eventos me deixa sem saber o que fazer. É hora de cair na água. Uma cerveja após a outra. Os pensamentos se perdem. A ex-namorada, a ex-mulher e a ex-noiva. Todas marcaram presença nesse último sonho. Sonho ou pesadelo? Vai saber... O convite ainda ecoa nos meus ouvidos. Porra. Se fosse dois meses atrás eu não exitaria em aceitar. Uma secretaria. Um cargo público e todas vantagens agregadas. Mas não... Agora já tenho empresa constituída, CNPJ e folha de pagamento. O primeiro mês já foi. A folha está em dia e eu não devo a ninguém. Mas... O que fazer? Dúvidas me consomem. O sol se esconde por entre as nuvens e a água da piscina se torna especialmente gelada. A cerveja ajuda a suportar, mas ainda é pouco. Um bate-papo com minha mãe me deixa mais seguro de que posição tomar, mas nada decidido. E o processo? E a pensão? Quem sustenta vagabundo é cadeia e eu não quero dar aquilo que construí a quem só sabe destruir. Mas minha filha merece e irá receber tudo que é meu. Porra. A cerveja já não é o bastante e o sol chega com um calor quase insuportável. A água ajuda a compor o clima do verão. Meu pai não quer participar e se preocupa com minha irmã que não atende o celular. Mais uma cerveja, por favor. Algumas cervejas depois a nargila é a melhor opção e, prontamente, estou preparando uma erva qualquer para soltar fumaça. Entre um trago e outro eu penso em dinheiro, em poder, na família, em carminha, em letícia, em natália e em tudo aquilo que perdi ou deixei pra trás. É hora de mergulhar. O que parecia um suicídio era um teste de fôlego e mais uma vez eu bato meu próprio recorde. Mais uma cerveja, outra e mais outra. Um trago maior me faz enxergar além das paredes, além do tempo e além das formas. É hora de parar. Ou não. Minha mãe resolve compartilhar comigo e um trago após o outro, um sorriso após o outro estamos nos despedindo do sol. É hora de sair da piscina. Para ela. Para mim, é hora de mais um mergulho, mais um recorde e mais uma sessão. Morar ao lado de um edifício é, no mínimo, engraçado. Enquanto você se diverte entre a piscina, o alcool e a fumaça alguma criança tenta chamar sua atenção. É, uma criança. Ela podia ser sua filha. Ela podia ser minha filha. Cinco, seis, dez cervejas depois o sol vai embora e você já não sabe se parar ou seguir. Lembranças, sonhos, angústias... Tudo se mistura. O que fazer? A empresa vai bem, obrigado. O convite para ser secretário é o que sempre sonhei, mas, e daí? A felicidade passa longe daqui. Eu queria minha filha. Eu queria minha ex. Qual das ex? Ah, foda-se. Não vou expor mais do que devo. E o que devo? Vai saber... Eu queria ela aqui. Eu queria elas aqui. Quem me entende? Ah, não sei. Amanda, Ju, Kayce... Tudo podia ser diferente. Um dia será. E você, o que vai fazer? Quanto a mim? Deixa estar...
Escrito por J. Marinheiro Filho às 12h44
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