Ex-fotógrafo
Alguém lembra da última vez que escrevi bobagens aqui e tive que apagar depois? Quase que acontece de novo e pelo mesmo motivo: alcóol. Cheguei com o dia amanhecendo e fui direto pro computador. Minha sorte é que, mais uma vez, dormi antes de terminar a primeira frase, acordando com o bloco de notas aberto e algumas palavras sem sentido no meu monitor. Devidamente alimentado e refeito, agora sim posso relatar trechos da noite anterior. Como já de costume a semana foi mais curta do que deveria ser com um feriado na segunda e mais uma ida à Noronha na quarta-feira, um tipo de bate-e-volta, já que na quinta-feira eu estava em Recife. Na sexta-feira tive três reuniões com alguns empresários e políticos, o que fez meu dia passar voando. Um flagra de uma "gaia" alheia foi o momento mais emocionante do dia. O dia do aniversário do meu sobrinho foi na quarta-feira, mas por ser dia de semana e ainda por estar em Noronha não comemoramos, deixando a festa para a sexta, na Game Station de um shopping center qualquer. Joguei um bocado nos tradicionais simuladores, carrinhos, máquinas de jogos de combate e também naquelas que mede a sua força. Nessa última eu perdi, claro. Pela primeira vez em minha vida e, na primeira tentativa, consegui pegar um ursinho de pelúcia naquela máquina com a garra mecânica. Se fosse pagar pelo ursinho que "pesquei" na certa não sairia por mais de R$ 2,99, porém os R$ 3,75 debitados no cartão me pareceram um excelente investimento. Após conseguir na primeira tentativa eu achei que iria pegar tudo que havia na máquina. Doce ilusão... Treze tentativas e R$ 48,75 depois e eu só havia conseguido mais um ursinho e isso nem foi tá fácil assim, já que ele ficou pendurado na 'esquina' da grade, me fazendo pedir que o supervisor o liberasse. Pouco antes das 22h saímos do shopping, a essa altura eu já com um dos meus sócios e seguimos para o Chevrolet Hall. Nem preciso dizer que as atrações da noite não eram os motivos de nossa ida ao evento e sim, o lobby que faríamos no local. Na seguinte ordem as bandas se apresentaram: Amigos Sertanejos, seguidos da Banda Calypso que gravava seu DVD em comemoração aos 10 anos de carreira, com apresentação do Gilberto Barros (o Leão) que após chamar a banda veio ao nosso camarote e participação do Raimundo Fagner. Após mais de duas horas de show vieram os filhos de Francisco, Zezé di Camargo e Luciano e, por fim, Bruno e Marrone. Deixando a parte artística de lado, praticamente não olhamos em direção ao palco, dedicando nosso tempo em atenção aos nossos convidados, composto pelos departamentos de marketing e presidência das empresas Jonhson & Jonhson, Atento's, LG, Bradesco, H-Buster e R-70. Após acomodar todos no camarote do nosso outro sócio, o Antônio Bernardi (AB, como é conhecido, atualmente é o maior empreendedor do Norte/Nordeste, à frente de eventos como o Festival de Verão do Recife, Requebra Brasil, PE Music Festival, Ceará Music, São João de Caruaru e Campina Grande, Carnaval do Recife e Olinda, entre outros, e das empresas AB Group, Regional Promo, Regional Publi, Apoio, etc) encontramos parceiros e amigos de longas datas. Foi bom rever e bater um papo com T. Donato, Mano, Pedrão e Karlinhus. De André Branco à Luiz Augusto, estavam todos lá. Já com o alcóol dominando minha corrente sanguínea conversei por mais de uma hora com Alcedo Guerra, o Alcedinho. Alguém tem dúvida que falei mais do que o necessário? Acredito que não... JC, Rádio Recife, Globo... Os veículos também marcaram presença por lá. Com a chegada de Bruno Maia Leite ao evento, um dia após dele entrar para nossa empresa, o apresentei a cada um de nossos clientes e parceiros que ele ainda não conhecia. Conversamos sobre Noronha, sobre carnaval, Galo da Madrugada e Carnatal. Falamos de negócios, de dinheiro, de negócios, de dinheiro, de raparigas, de negócios, de dinheiro e de negócios também. A noite não teria sido a mesma sem a pergunta de Bruno para DD (Dirceu): _DD, conhece Marinheiro? DD responde: _Conheço sim, conheço há muito tempo. Eu finalizo: _Bruno, DD me conhece há tanto tempo que na época eu ainda era fotógrafo! É... Devo boa parte da rede que criei aos momentos que circulei pela cidade do Recife com uma máquina no pescoço tirando fotos de VIPs e de quem queria ser VIP. Fiz amizades, criei inimizades, comi muita buceta e arrumei até um casamento e uma filha por conta disso. Hoje em dia são só lembranças (falando em lembrança e em minha filha, aguardem novidades até a próxima quinta-feira) que eu faço questão de não esquecer, pois aprendi muito com tudo isso e procuro aprender a cada dia que passa. É bom olhar pra trás, mas é melhor ainda olhar pra frente.
Quero deixar um beijo carinhoso à esposa do nosso querido Geraldinho Lins que, como sempre, estava um doce de pessoa e teve a sensibilidade de perguntar pela minha pequena Maria (Letícia), já que a deles também se chama Maria e hoje em dia já está com cinco aninhos. A noite foi bastante produtiva e espero transformar as horas de conversa e as doses ingeridas em investimentos futuros São 13h44 e só consegui sair do quarto para almoçar (já que não adiantava tomar café-da-manhã), para entregar a bicicleta que comprei para presentear meu sobrinho (depois coloco foto no orkut da cara dele olhando pro brinquedo) e para montar seu novo vídeo-game. O chamado "banzo" toma conta de mim, só não sinto ressaca, o que já é lucro. Vou voltar para minha cama que é o melhor que faço.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 14h56
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Anos atrás ou daqui a alguns anos
Começo hoje já concluindo tudo que aqui irei escrever: Se tivesse acontecido anos atrás ou se acontecesse daqui a alguns anos, 'ela' seria a minha grande paixão do verão. No sábado eu só saí para ir trocar meu relógio que havia entrado água em Noronha, e como havia comprado duas semanas atrás apenas, usei do meu direito de consumidor e troquei por outro. No mais, passei o dia em casa finalizando uns projetos e resolvendo outras questões. Acabei dormindo mais tarde do que esperava, pois uma ligação para uma "amiga" durou mais de três horas e encheu minha cabeça de ideias e vontades. A noite mal dormida acabou definitivamente quando meu pai entrou no quarto e falou: _Sete horas, desistiu de ir? Acordei correndo e fui me organizar, pois iríamos para a casa de praia de uma tia minha (esposa do meu tio paterno). Seria algo bem familiar (e foi), tranquilo (também foi) e pra pouca gente (nem tão pouca). Meus tios passaram por aqui e fomos seguindo o carro deles. Após uma parada estratégica, chegamos à casa e fomos logo nos ocupar. Um pouco de futevolei e dominó em seguida. Nesse meio tempo quem acorda é a sobrinha da prima da esposa do meu tio (complexo, não?) que estava passando o feriado lá. Sem muitos detalhes, diria que é uma moreninha linda e de belas curvas. Olhares todos trocam, não? Mas sabemos quando isso vai além. Chega meu irmão com meu outro sobrinho. Chega outra prima da minha tia. Um primo dela também chega. Um outro casal de sobrinhos. Caseiro, empregada. Gente, gente... Rapidamente a casa recebe umas 16 pessoas. Um pouco mais de dominó, dessa vez já com ela e vamos almoçar. Comemos feito bicho e vamos fazer a digestão jogando buraco (cartas). Ela vai com a amiga (que acabara de chegar para dormir lá também) jogar volei e após jogar e vencer duas partidas de 3.000, vou com meu primo jogar volei também. Perdemos uma partida e resolvemos cair na piscina. Pouco tempo depois as meninas resolvem vir também. Saímos da piscina depois que o ponteiro do meu relógio, que marcava 4 e pouca quando entramos, passar a marcar quase 7 da noite. Banho e jantar, esse é o roteiro. Mais um pouco de dominó e vamos pro nosso luau particular: areia da praia, lua cheia, 2 violões, 6 pessoas, sendo 3 de cada sexo. Música boa e música ruim, muitas fotos, um bom papo. Só faltou minha nargilé. Deitados nas esteiras, olhamos o céu e passamos bom momentos juntos. Ela trazia um anel no anelar. Pedi pra ver, coloquei no meu dedo mínimo (midinho) e até agora é no meu dedo que ele tá. O clima do luau, o mar, a lua cheia, tudo é propenso pra romance. E por quê não? Porque as horas passam tão rápido na praia? Quase uma da manhã e voltamos pra casa pra lanchar. Boa parte já se foram e quem ficou pra dormir já está dormindo. Meus primos vão dormir e eu fico acordado com as meninas. O jogo está em 3x1, onde eu sou o 1 do placar. Inverto os papéis e vou pra cozinha. Preparo o lanche, comemos e bebemos e depois arrumo a cozinha com ajuda dessa minha nova amiga. Uma e pouca, quase duas... Não sei mais, parei de olhar o relógio e me concentrei em outra coisa. A amiga dela resolve ir pra internet e a terceira menina continua conosco, nesse momento eu tou deitado no sofá com a cabela no colo "dela" quando a outra faz massagem em mim para passar o tempo. Até brinquei dizendo que não queria nada mais na vida. Mas realmente, o que mais eu podia querer naquele momento? A outra garota resolve ir caminhar na praia e lá estamos nós dois no sofá. Por volta das 4h elas sobem pra dormir e eu vou pro quarto. As 4h30 "ela" invade meu quarto e me arrasta, ainda dormindo, para ver o sol nascer. Só entendi o que estava acontecendo quando já estava caminhando na praia com elas. O sol chegava, o céu avermelhado e o mar agitado. Saí tão às pressas que ainda estava sem camisa. O vento frio não me dava frio. A lua ainda aparecia. Sentar, olhar, pensar, querer, lembrar... Sinceramente minhas lembranças não foram mais longe do que na noite anterior e pensei apenas no "momento". As seis da manhã voltamos pra casa e eu fui, mais uma vez, tentar dormir. Até que consegui. Acordei as 11 para mais um dia de praia. Hoje não teve nada demais, apenas fomos baixar as fotos pro pc, jogar e comer um pouco. A amiga dela conseguiu dar CTRL+X e CTRL+V e me deixou sem as fotos desse feriado. Hoje praticamente foi um dia de negócios, onde ainda na praia tive que resolver umas questões da empresa, fazer alguns contatos e olhar um imóvel que tou pensando em comprar. A despedida foi igual a chegada: apenas com um olhar e um "oi, tchau". O anel continua no meu dedo. O seu cheiro ainda está na minha roupa e as lembranças das últimas 36horas vão me acompanhar ainda por muito e muito tempo. Como diria Jammil: _Eu sei que amor de praia não sobe serra, que o verão acabou, já era, mas ainda sou louco por você... só penso em você... O verão ainda não acabou mas o feriado, sim. Se alguém quer saber, não. Não vai dar certo, não daria, não vai dar. Mas que foi bom... Ah, e como. E quanto ao título, se fosse uns anos atrás ou daqui a alguns anos, até poderia ir além, mas hoje não é o momento dela e talvez não seja o meu.
Escrito por J. Marinheiro Filho às 20h25
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